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Rui Galvão de Carvalho ― Antero Vivo

Edição de Álvaro Pinto (‘Ocidente’) – Lisboa. (1950). In-4º de 193, [7] págs. Br.

Primeira edição em volume independente de uma série de artigos, conferências e comunicações várias proferidas pelo autor e em parte ainda por publicar, tendo por fio condutor o poeta de Primaveras Romanticas. Por exemplo: «Linha geral do Pensamento filosófico de Antero», «O culto do Ideal em Antero», «Presença espiritual da França na obra de Antero», «Antero, crítico de Oliveira Martins», «Considerações gerais à margem do suicídio de Antero», «Duas cartas de Oliveira Martins sobre o suicídio de Antero», «Antero na obra de Unamuno» e, a terminar os anexos, «Fontes bibliográficas das leituras filosóficas de Antero».

Bom exemplar, sem defeitos notáveis, e valorizado por uma dedicatória de oferta manuscrita pelo editor Álvaro Pinto, sem indicação nominal do destinatário.

24€

Antero

Colóquio | Letras (número 123/124 Janeiro-Junho 1992). In-4º de 418, [2] págs. Br.

Especial volume duplo dedicado ao poeta, a quem, depois de dois textos introdutórios In Memoriam Álvaro Salema da autoria de David Mourão-Ferreira e Jorge Amado, são dedicados os muitos e normalmente longos artigos: «O legado clássico em Antero de Quental», Maria Helena Rocha Pereira; «A doença de Antero», Pedro Luzes; «Algumas notas em torno do «Tesouro Poético da Infância»», Maria Aliete Galhoz; «Antero: destino individual e destino colectivo», Carlos Felipe Moisés; «Antero e a filosofia ou a filosofia de Antero», Eduardo Lourenço; «Poesia e «filosofia» (1875-80) – uma sondagem», Joel Serrão; «Amorim Viana, Antero e Bruno: algumas conexões», Óscar Lopes; «Antero: o futuro que a poesia portuguesa lhe deu», José Carlos Seabra Pereira; «Régio e Antero: as encruzilhadas de Deus», Eugénio Lisboa; etc. Especialmente interessante é o repositório apresentado por Beatriz Berrini: «Correspondência inédita de Eça para Antero», ocupando só por si centena e meia de páginas.

O volume foi entremeado por dezenas de ilustrações em hors-texte, incluindo trabalhos artísticos especialmente compostos para o efeito.

20€

António Sérgio ― Antero de Quental e António Vieira

Antero de Quental e António Vieira perante a civilização cristã dos seus próprios tempos (Conferência lida em de 5 [sic] Fevereiro de 1948, no Salão Nobre do Clube Fenianos Portuenses)

Biblioteca Fenianos. Porto – 1948. In-8º de 32, [2] págs. Br.

Primeira edição, já invulgar. Da conferência – vigorosa, revolucionária – de Sérgio ressaltava a radical ideia de nunca ter existido, em lado algum, uma «civilização» cristã, fazendo a crítica global da sociedade europeia até ao séc.XX, apoiada no pensamento de Antero e do Padre António Vieira (este, abundantemente citado).

Exemplar um quanto manchado na capa. Miolo em relativo bom estado, apesar de pequenas marcas pontuais e de algum escurecimento marginal das folhas, natural dado o tipo de papel usado.

10€

Joel Serrão ― Antero e a Ruína do seu Programa (1871-1875)

Livros Horizonte, 1988. In-8º de 111, [1] págs. Br.

Primeira edição, com dedicatória impressa a Joaquim de Carvalho, Leonardo Coimbra e António Sérgio. Inclui, a terminar, centenas de notas, um quadro cronológico e uma tábua de bibliografia activa e passiva.

Exemplar em bom estado, com pequenos defeitos decorrentes da qualidade do papel e da impressão, além de um pequeno rasgão na base da capa e uma assinatura de anterior propriedade no frontispício.
 
7€

Vítor de Sá ― Antero de Quental

Braga  1963 (Composto e impresso nas Of. Gráficos Reunidos, Porto). In-8º de 339, [5] págs. Br.

O volume agrega «A Mocidade de Antero» (interessante opúsculo que fôra a estreia de Vítor de Sá), «Antero no Pensamento e na Acção» e a mais extensa secção de capítulos «Proudhon e Antero de Quental», a quem o biógrafo, não deixando de o louvar, começa a opor reticências marxistas: “A importância actual de Antero reside exactamente nessa significação de crise, nessa expressão individual de um estado de doença que é colectivo. Através da sua experiência podemos melhor iluminar a nossa própria, e aprender a afastar-nos – sobretudo afastar-nos – dos baixios em que Antero se quedou, ou dos mares sem fundo para onde foi atraído por aquelas sereias tentadoras, aquelas enganosas sereias que ainda hoje encantam os frustadores [sic] ideólogos do nosso frustrado pequeno-burguesismo”, assim terminava a introdução.

Edição do próprio autor, já de si não muito vulgar, e estando o exemplar valorizado por uma dedicatória que nele manuscreveu “Para o nóvel [sic] e distinto Romancista da minha geração e da minha amizade pessoal, Armando Sá Coimbra, com a velha camaradagem”, datada de Junho de 63.
 
18€    

Ana Maria Oliveira Martins ― Antero de Quental: Fotobiografia

colecção presenças da imagem

Imprensa Nacional Casa da Moeda * Secretaria Regional da Educação e Cultura – Direcção Regional dos Assuntos Culturais. (1986). In-4º gr. de 330, [6] págs. Br.

“Antero de Quental é o representante máximo, o guia, de uma das mais brilhantes gerações intelectuais portuguesas de sempre – a chamada Geração de 70. / O fascínio que exerceu sobre todos os que o conheceram e dele deram testemunho, resistiu à passagem do tempo, e ainda hoje é praticamente impossível não ficar rendido perante a originalidade do seu génio, o fulgor da sua personalidade e encanto pessoal, a grandeza moral que marcou todos os actos da sua vida”. Interessante, mais não fosse, pelo riquíssimo repositório iconográfico (retratos de época, fotogravuras variadas, portadas de livros, etc.), o volume integra ainda uma longa tábua cronológica de sucessos e algumas indicações bibliográficas.

Primeira edição, devida a sugestão de Vasco Graça Moura e entretanto reeditada noutro formato.

Exemplar por estrear.
 
30€

(Do bom senso e do bom gosto?)

"As Odes de Anthero de Quental são a aurora da poesia moderna. Os imitadores não tem podido estragal-as. O dia alvorecêra formoso; depois nublou-se o céo; a ventania varejava os ramos onde as aves tinham cantado o repontar da manhã; cahiu chuva grossa, que fez muita lama. Não importa. A belleza do amanhecer não esqueceu. As Odes de Anthero de Quental ficaram emperladas dos orvalhos da estrella d'alva; e as imitações para ahi se espapam nos marneis que fizeram."

[Camilo Castelo Branco, Cancioneiro Alegre de Poetas Portuguezes e Brazileiros]

Vida Devota (III)

"Os livros antigos pagam liberalmente a quem os atura. Não há velhice mais dadivosa e agradecida do que a deles. Sentam-se connosco à sombra de árvores, suas coevas, e contam-nos coisas que viram os plantadores das árvores. Nos silêncios das noites geadas dos nossos janeiros, eles, que os contam aos centos, aconchegam-se de nós e conversam com o mesmo afecto das tardes estivas, embora o frio lhes esteja orvalhando os pergaminhos das capas. Óptimos amigos que nem quando nos adormecem se agastam, e até sofrem ser ouvidos sem ser escutados!
(...) O Presente é este sincero desgosto de muitos e intermitente embriaguez da felicidade de poucos. O Futuro é um descuido do maior número e uma aflição de poucos espíritos que vieram sãos a um mundo cheio de aleijados. O Passado, o passado, é já agora o único, seguro e abençoado refúgio de quem pode ir por trevas adentro a bater asas de luz e a poisar-se lá sobre ruínas, onde não chega a pedra destes fundibulários que têm seus arsenais nos enxurdeiros das cidades florentes."

[Camilo Castelo Branco, começando o prefácio de «Cavar em Ruinas».]

Camilo Castelo Branco ― Delictos da Mocidade

Delictos da Mocidade (Primeiros attentados litterarios de (...))

Porto: Livraria Civilisação , Eduardo da Costa Santos & Sobrinho – Editores (4 – Rua de Santo Ildefonso – 12) —— MDCCCLXXXIX. In-8º de XII, [IV], 269, [3] págs. Enc.

Edição original de um volume que recolhe “Os pundonores desaggravados», «O juizo final e o sonho do inferno», «Communicado», «Principios para uma consequencia», «Sentimento», «Uma noite no cemiterio», «Algumas flores para um triumpho», «A Julio do Carvalhal Sarmento e Pimentel» e «Um dia depois de Val-Passos». Integra textos introdutórios do editor, de Freitas Fortuna e do próprio Camilo, numa mise-en-scène fingindo dever-se a edição a insistências de Fortuna junto de Camilo, afinal o promotor dela – cfr., por exemplo, Dicionário de Camilo Castelo Branco, de Alexandre Cabral. Foi este o penúltimo livro publicado em vida do escritor, então já praticamente cego, que se viria a suicidar no ano subsequente.

Exemplar revestido de uma boa encadernação ao tipo inglês, com a lombada em pele gravada a ouro, o qual reveste também as demarcações das pastas. Conserva por inteiro a capa primitiva, incluindo – recortada – a tira que revestia o encaixe.
 
55€

Camilo Castelo Branco ― Novelas do Minho (segunda edição)

Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira, livraria editora (Rua Augusta, 50, 52 e 54) / 1903. 3 vols. in-8º de 244; 200; e 220 págs. Enc.

Edição publicada na primeira colecção popular da Parceria, vulgarmente chamada «das três caras», por ter a capa ilustrada em composição alegórica na qual se reproduzem três retratos de Camilo (em 1857, 1870 e 1886); capa essa que se conserva neste conjunto encadernado com lombada em pele, à excepção do primeiro volume, que a não tem. 
Foram as novelas aqui apresentadas «Gracejos que matam», «O commendador», «O cego de Landim», «A Morgada de Romariz», «O filho natural», «Marya Moysés», «O degredado» e «A viuva do enforcado».
 
27€ 

Lopes de Oliveira ― Camillo Castello Branco

Intellectuaes (II Camillo Castello Branco)

Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor. 1903. In-8º de 50 [aliás, 40],[II] págs. Br.

Segundo opúsculo da série, inteiramente consagrado a Camilo – de quem é reproduzido um conhecido retrato, em folha preliminar destacada de papel couché. O estudo, dizia Lopes de Oliveira no seu prefácio, é “um vago reflexo da profunda, fervorosa e apaixonada admiração que devo e tenho pelo maior prosador do meu paiz”; e faz anteceder a apreciação literária de Camilo de uma sua breve panorâmica biográfica, sobretudo dos tempos de juventude.

Exemplar em muito bom estado, irrelevando pequenos rasgões e marcas na capa.
 
14€

Veloso de Araújo ― Camilo em San-Miguel-de-Seide

Braga: Livraria Cruz – Editora. 1925. In-8º de 319, [1] págs. Enc.

Um dos mais extensos da vasta bibliografia passiva camiliana, com especial relevo para a história da pequena povoação e das suas gentes, da casa de Camilo (herdada pela mulher de Pinheiro Alves, cujas raízes familiares na terra são igualmente abordadas) e dos seus primeiros tempos já como Casa-Museu à entrada da década de 1920, o volume reúne depoimentos da «tradição» popular e documentos ainda inéditos do acervo reunido por Ana Plácido e deixado em grande parte à neta, Raquel Castelo-Branco, que viria mais tarde a publicar também, em nome próprio, muitos deles; integrando fotogravuras várias em folhas destacadas de papel couché e a reprodução fac-simile de muitas das cartas referidas, algumas delas numa série de folhas desdobráveis, à parte e por numerar, no final.
 

Exemplar do 2º milhar, revestido de uma boa encadernação com lombada e cantos em pele gravada a ouro, conservando a bela capa de brochura e só de leve aparado à cabeça; em muito bom estado.
 
30€

Oldemiro César ― Camilo e o Amor de Perdição

Editorial Domingos Barreira. Pôrto. (1947). In-8º de 218, [6] págs. Br.
 
Apesar do que possa indiciar o título, o livro não é uma monografia dedicada ao principal romance de Camilo – ainda que dele tratando dois capítulos em exclusivo –, mas um estudo de mais amplo escopo com apontamentos vários para a biografia do escritor. Ilustrado em folhas à parte de papel couché, o volume apresenta ainda, a terminar, uma longa folha desdobrável reproduzindo em fac-simile o manuscrito do Amor de Perdição, na passagem em que era narrada a morte de Simão; e inclui, também no fim, uma «Breve Antologia Camiliana» e bibliografia.

Exemplar bem conservado, sem defeitos significativos: apenas o ligeiro envelhecimento da capa e alguns vestígios de acidez ao longo do volume.
 
20€

Cartas de Camillo Castello Branco

Cartas de Camillo Castello Branco (Colecção, Prefácio e Notas de M. Cardoso Martha)

H. Antunes & C.ª – Editores/Rio de Janeiro – M.DCCCCXXIII. In-8º de 206, [2] págs. Br.

Enviadas a gente tão vária como Herculano, Chardron, Soares de Passos, João de Deus, Joaquim de Araújo, Maria Amália Vaz de Carvalho, etc., o volume reúne um total de 26 cartas, algumas delas então ainda inéditas; e apresenta como útil «anexo» uma pequena biografia de cada um dos correspondentes em causa, redigida por Cardoso Marta – que, em compensação e ao contrário do indicado no sub-título, não compôs prefácio algum, ou teria ele sido esquecido – e inserida numa coluna marginal. Capa ilustrada na frente por um retrato a óleo do romancista executado pelo conhecido pintor, ilustrador e professor de Belas-Artes portuense Alberto de Sousa.

Exemplar um quanto desgastado na capa, já com alguma fragilidade; no miolo, ainda muito razoável, apenas pontuado por algumas marcas de acidez.
 
16€

Cartas de Camillo Castello Branco

Cartas de Camillo Castello Branco (Com um prefacio e notas de Silva Pinto)

Lisboa: Livraria Editora de Tavares Cardoso & Irmão (5, Largo de Camões, 6) – 1895. In-8º de 162 págs. Enc.

O prefácio do antigo opositor é expansivamente encomiástico, explicando entretanto que apenas publicava quarenta das setenta e duas cartas de Camilo que conservava em seu poder; com a data de 1 de Junho, quinto aniversário do suicídio do “Primacial Mestre”, informa-nos de que por então se discutia a possibilidade da transladação dos restos mortais do romancista para o Panteão Nacional.

Exemplar revestido de boa encadernação totalmente em pele, gravada a ouro na lombada sobre casas abertas e nos filetes a toda a volta das pastas; pele que porém está já um pouco corroída na dita lombada, a qual também por isso apresenta uma pequena abertura no pé. Aparado à cabeça e semi-aparado na margem lateral. Conserva por inteiro a bonita capa de brochura, composta como o volume na tipografia de Matos Moreira.

34€

Romantismo e Bibliotecas


Nem toda a gente saberá que Camilo Castelo Branco, como Fernando Pessoa, foi um frustrado bibliotecário. De Pessoa, toda a gente sabe tudo, e que concorreu a um lugar na biblioteca de Cascais - bem próximo da Boca do Inferno onde encenou aquelas fitas pseudo-esotéricas com Aleister Crowley. Como Camilo, em vão.
Vago o lugar de 2.º bibliotecário na então recente Biblioteca do Porto (à época, Real
Bibliotheca do Porto, e não Biblioteca Municipal do Porto), em São Lázaro, o romancista, em pleno escândalo adulterino com Ana Plácido, achou que não calharia mal uma profissão sossegada, confortável, de salário certo ao fim do mês - num sítio que conhecia bem, pois já o frequentara muitíssimo enquanto leitor. Vai daí, pediu a intercessão de um famoso antecessor no cargo: Alexandre Herculano, que a assumiu.
"Consta-nos que entre os concorrentes se apresenta o sr. Camilo Castelo Branco. Se no Porto há
um vislumbre de respeito ao talento, nem a câmara pode deixar de o apresentar ao governo como candidato, nem o governo de o revestir das funções que solicita."
 
O parecer de Herculano, num artigo de jornal que poucos terão lido, não serviu de muito, que já na altura valiam mais as graduações académicas e sobretudo as posições - a.k.a. «cunhas» - do que as efectivas aptidões. E as de Eduardo Allen, o nomeado, membro de uma importante família do burgo, falaram mais alto:
"O Allen é um mancebo muito recolhido. Tira bonitos riscos para bordados, e faz recortes muito
engenhosos para enquadrar imagens de santos. No art.º mulheres não há pecha que pôr-lhe. Este há-de ser o bibliotecário, porque é de esperar que não respeite a virgindade dos livros menos que a das mulheres" (Camilo, em carta a Herculano, de quem aliás se afastaria por causa deste episódio, após cometer uma inconfidência; é sabido que o carácter do mais novo, ao contrário do mais velho, não era nada perfeito...)
 
Para que se note bem o prestígio da jovem profissão naquela época, à frente de Camilo no concurso ficaram ainda senhores como o poeta ultra-romântico portuense Soares de Passos - tão apreciado, também ele, por Herculano.
Se é difícil, mas curiosíssimo, imaginar o que seria Camilo como bibliotecário, parece mais
fácil especular com o poeta do célebre "Vai alta a lua na mansão da Morte" - o cemitério do Prado [do Repouso], ali tão perto. Ia ser ele próprio a pedir o que hoje protestam os leitores mais tardios: abrir a biblioteca à noite. Nos intervalos do trabalho, uivaria e faria versos.
De qualquer modo, rezam as crónicas que o escolhido Allen até foi um bom bibliotecário. Menos
mal...  

Jacinto Baptista ― Alexandre Herculano, Jornalista

Livraria Bertrand  (Apartado 37 –) Amadora. (1977). In-8º de 190, [2] págs. Br.
 
Dedicado a José Rodrigues Miguéis e extravasando, ao contrário do que asseguram título e apresentação, a carreira jornalística do «Lobo do Vale», o livro pode bem considerar-se uma semi-biografia de Herculano, planando política e culturalmente sobre os tempos do nosso liberalismo – mas focando em grande parte, com interesse, a história da imprensa portuguesa do séc.XIX. Destaque para o último capítulo, uma antologia de textos publicados anonimamente pelo historiador-escritor-jornalista-etc. nas páginas de O Panorama e do Diario do Governo.  

Bom exemplar, parecendo por estrear.
 
10€

José Agostinho ― Alexandre Herculano

Casa Editora de Antonio Figueirinhas —— Deposito geral: Livraria Portuense, de Lopes & C.ª – Successor (119, Rua do Almada, 123 - Porto) – 1910. In-8º de 310, [2] págs. Enc.
 
Trabalho dado a público na colecção «Os Nossos Escritores», tendo em anteportada um conhecido retrato de Herculano.

Exemplar encadernado em percalina gravada a ouro na pasta superior e na lombada, não conservando a capa primitiva.
 
10€ 

Alexandre Herculano ― Historia de Portugal

Historia de Portugal desde o começo da monarchia até o fim do reinado de Affonso III, por A. Herculano / Oitava edição definitiva conforme com as edições da vida do autor, dirigida por David Lopes (Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Edição ornada de gravuras executadas sobre documentos authenticos debaixo da direcção de Pedro de Azevedo (Conservador do Archivo Nacional)

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris Lisboa. (Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro. – S. Paulo. – Bello Horizonte.). [S/d]. 8 tomos in-8º. Enc. em 4.
 
Edição decalcada da anterior (1914), que também temos, aproveitando os mapas e as gravuras escolhidos por Pedro de Azevedo.
Colecção completa, com os tomos encadernados aos pares, num total de quatro; tendo as encadernações lombada e cantos em pele, todos ornados a ouro, mas sem conservar – ao menos, de modo visível – as capas primitivas.
 
50€

Alexandre Herculano ― Composições Varias

Livraria Francisco Alves. (Na capa: Antigas Casas Aillaud e Bertrand, Lisboa). In-8º de 271, [5] págs. Br.

Entre inéditos e dispersos, de proveniência infelizmente não indicada pelo editor, o volume recolhe os estudos «Conversão dos godos ao catholicismo», «Instrucção publica», «Da educação e instrucção das classes laboriosas», «Aristocracia hereditaria», «Jurados», «Tumultos d’Evora», «A questão de Salvaterra», «A padeira d’Aljubarrota», «D. Francisco Manuel de Mello», «Do Christianismo» e «Memoria sobre a origem dos Livros de Linhagens». Primeira edição.

Exemplar em bom estado, mas com a capa já ligeiramente fragilizada.
 
18€ 

Alexandre Herculano ― Eurico o Presbytero

Eurico o Presbytero / trigesima segunda edição / (Edição definitiva conforme com as edições da vida do auctor, dirigida por David Lopes, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) / Com dois appendices

Livraria Bertrand | Livraria Francisco Alves. [S/d]. In-8º de 326, [2] págs. Enc.

Exemplar revestido de uma boa encadernação recente com lombada em pele, executada na prestigiada casa portuense Invicta ; conservando ambas as faces da capa original e até, curiosamente, ainda colado o talão de venda da Livraria Bertrand, com o preço marcado de 10$. Com uma assinatura de propriedade no anterrosto datada de 1936, mas que poderá não ser do proprietário original ou então ser mais tardia – porque suponho a edição (não datada) anterior em alguns poucos anos.
 
15€

Alexandre Herculano ― Poesias

Lisboa, Livraria de Tavares Cardoso & Irmão. 1894. In-8º de 336 págs. Enc.
 
Livro Primeiro – A Harpa do Crente
Livro Segundo – Poesias Varias (inclui o conhecido drama «Os Infantes em Ceuta»)
Livro Terceiro – Versões (de Lamartine, Béranger, Millevoye, Delavigne e Burger)

Exemplar da série numerada (coube-lhe o nº661) e assinada pelos editores, com encadernação em percalina, gravada a ouro (pasta frontal e lombada) e a negro (pasta de trás), da que foi a sexta edição do livro.
 
15€

Alexandre Herculano ― Cartas

Antigas Casas Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves, Bastos & C.ª, Editores (73, Rua Garrett, 75)  Lisboa. 2 tomos in-8º de 296, [2] e 288 págs. Enc. em 1.
 
Primeira das várias edições desta recolha, com o segundo tomo publicado já naquela parceria habitual entre a Aillaud e a carioca Livraria de Francisco Alves – que lhe compôs a capa, se não houve duas séries distintas, uma para a metrópole e outra para a antiga possessão. Em todo o caso, estes dois volumes, conjuntamente revestidos de uma bela encadernação ao estilo meio-amador com lombada em pele gravada a ouro e pastas marmoreadas, têm-na diversa.  

30€

História do Futuro [VIII]


"Quer V. Ex.ª que eu lhe diga uma cousa com uma daquellas effusões de sinceridade que V. Ex.ª sabe que tenho muitas vezes? Eu estimo e hei-de estimar sempre a V. Ex.ª (ainda que alguma vez me irrite, como succedeu com a convenção) porque V. Ex.ª é uma grande intelligencia e um grande escriptor, com virtudes e defeitos como eu tenho e como tem todos aquelles a quem Deus não deu uma alma de lama. Agora a quem tenho asco invencivel é a esses patuscos que todos nós conhecemos e que, sem uma unica virtude, sem uma unica idéa elevada ou generosa, figuram nesta terra pelos dous titulos com que nella se faz fortuna; por tolos no mundo das idéas e por velhacos no mundo da vida practica."
 
(Carta de Herculano a Garrett, 29 de Dezembro de 1851)

Almeida Garrett (no I Centenário da sua morte ― 1954).

(Desta obra tiraram-se mil e cem exemplares numerados e assinados pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia « Composta e impressa na Tipografia Sequeira com a colaboração da Litografia Nacional, na parte litográfica « Direcção gráfica da Livraria Tavares Martins). In-8º gr. de 218, [4] págs. Br. 

“Livro de homenagem a Almeida Garrett editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia”, consta dos estudos «Almeida Garrett, o criador da etnografia na Península», de Fernando Castro Pires de Lima, e «Acerca de «Miragaia» de Garrett», de Ramón Menéndez Pidal, a que se segue a transcrição, em português e francês, do dito Miragaia ; com um prefácio do então edil gaiense. Volume impresso a duas cores sobre bom papel vergé encorpado, apresentando como graça o ex-libris («Sempre Fixa», que Gomes de Amorim reporta, talvez errado, nas suas memórias ser uma derivação algo abandalhada do Semper Fidelis latino) de Garrett colado sobre a folha preliminar.  

A este exemplar, por estrear, com os cadernos inteiramente por abrir, coube o nº 898. 

28€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Interessantíssima e pouco conhecida publicação dos Fenianos – cuja devoção pelo esquerdista Garrett, em pleno Estado Novo, não parece nada de estranhar –, com contribuições literárias variadas: «Uma “Verdadeira Curiosidade Literária” “ e não menos interessante Curiosidade Política” da biografia de Garrett (três cartas do poeta)», por Magalhães Basto, sobre as insistentes e vãs tentativas em se fazer eleito deputado pelo círculo eleitoral do Porto; «Almeida Garrett e o Porto», por António de Macedo, então presidente do Ateneu e várias vezes publicador nas edições dos Fenianos; «Shakespeare e Garrett», do exilado (nessa altura no Brasil) Fidelino de Figueiredo, perorando acerca da influência d’«O Bardo» na literatura de Garrett, o Camões e o Frei Luiz de Sousa em particular; «Quelques traducteurs de Garrett ou Le Désir d’Universalité», Andrée Crabbé Rocha; e «Almeida Garrett e a Etnografia Portuguesa», por Jorge Dias, sublinhando o cariz pioneiro das recolhas folclóricas pelo poeta.
Na parte artística, destaque para os retratos de Garrett aqui apresentados por Augusto Gomes, Gouveia Portuense, Mário Norton e Carlos Craveiro; sendo do segundo as ilustrações, no seu típico desenho, para uma pequena recolta de versos e de prosa a meio do volume. A cores, apresentam-se em folha destacada os três emblemas originais do clube, após uma resenha da sua actividade por Eduardo Ralha.
 
Exemplar de uma suponível série especial numerada pelos editores (coube a este o n.º6) e assinada pelo presidente da Assembleia Geral, Correia Guimarães; que se distingue da corrente por isso, pelas cores da capa e por não conter as folhas iniciais com publicidade. Em bom estado, mas parecendo ter perdido o agrafo original por efeito de ferrugem.
 
20€

Homenagem a Almeida Garrett: Festas da Biblioteca do Clube Fenianos Portuenses

(Composto e impresso na Empresa «Diário do Porto», L.da / Rua S. Bento da Vitória, 10). In-4º gr. de [38] págs. Br.

Exemplar da série corrente, sensivelmente nas mesmas condições.

10€

Almeida Garrett ― Romanceiro

Romanceiro (edição revista e prefaciada por Fernando de Castro Pires de Lima)

1949 ―― Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira, Editor (Rua do Almada, 119 – Porto). In-8º de 474, [6] págs. Br.
 
“Garrett viu como ninguém, e muito antes que outros o vissem, onde estava a raiz de uma literatura nova, donde tinha de sair, um dia, um Portugal novo, orgulhoso das suas virtudes e respeitador das suas crenças, e viu isso, repito, num momento em que todos estavam cegos por uma psicose decadente e anti-nacional”, escrevia Pires de Lima no seu psicótico prefácio, chamando psicose ao liberalismo e sugerindo que Garrett, entretanto às voltas na campa, fosse o precursor da literatura estado-novense. À parte isto, conseguindo-se, as notas do organizador ao longo do volume até têm algum interesse pelos aportes folclóricos e etnográficos.
Edição ilustrada na capa por um desenho de Fernando Bento.
 
Exemplar em bom estado, salvo a habitual acidez devida ao tipo de papel utilizado.
 
14€

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa / Catão

Frei Luiz de Sousa

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1902. In-8º de 197 págs.

Quinta edição do mais conhecido drama de Garrett, apresentando o “Juizo crítico sobre Frei Luiz de Sousa”, de Rebelo da Silva, em apêndice no final.

E, encadernado em conjunto,

Catão

Lisboa: Empreza da Historia de Portugal, 1900. In-8º de 260 págs.

Sexta edição, com os prefácios das quatro primeiras incluídos.

Encadernação da época, simples, sem conservação das capas de brochura respectivas.

18€

Almeida Garrett ― Frei Luiz de Sousa

Frei Luiz de Sousa / Drama (Representado, a primeira vez, em Lisboa, por uma sociedade particular, no theatro de quinta do Pinheiro em quatro de Julho de MDCCCXLIII)

Escriptorio de Publicações de Ferreira dos Santos (Rua de Santa Catharina, 231), Porto. [S/d]. In-8º peq. de 79, [1] págs. Br.

Edição de “homenagem a Eduardo Brazão, o colossal interprete do grandioso drama e da célebre tragedia «Hamlet»”. Do conhecido actor apresenta o retrato em folha preliminar hors-texte. Não estando datada, poder-se-á supor ter sido impressa no início do século passado, quando o foram várias publicações semelhantes desta mesma editora portuense.

Exemplar razoável, com pequenos rasgões na capa.

10€

Almeida Garrett ― Frei Luís de Sousa

Frei Luís de Sousa (Prefácio: Vasco Graça Moura / Desenhos: Alfredo Martins / Direcção Gráfica: Armando Alves)

1999 / Campo das Letras. In-4º gr. de 189, [3] págs. Br.

Bonita edição impressa em grande formato sobre papel muito encorpado, na linha habitual desta colecção «Clássicos Portugueses». É extensíssimo e de bastante interesse o prefácio de Graça Moura, o nosso Garrett mais recente, que aliás se basearia na peça e nas leituras que então fez para o seu livro-poema Garrett, numa cópia perdida do Frei Luís de Sousa.

Exemplar por estrear.
 
17€