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Homenagem Poética a Gomes Leal

Homenagem Poética a Gomes Leal no primeiro centenário do seu nascimento (…)

Coimbra, 1948. (Composto e impresso na Casa Minerva). In-8º de 126, [2] págs. Br.

O volume, organizado por João José Cochofel e Armindo Rodrigues, integra composições de, entre outros, Carlos de Oliveira («A Gomes Leal», que viria depois a ser recolhido em Trabalho Poético), Edmundo de Bettencourt, Eugénio de Andrade, João de Barros, o próprio Cochofel, Joaquim Namorado, Jorge de Sena, José Gomes Ferreira, Torga e Raul de Carvalho; por suponível falha tipográfica, onde deveriam estar as de Afonso Duarte, Alfredo Guisado e António de Navarro foram outras repetidas.
 
22€

Gomes Leal — Poesias Escolhidas

Poesias Escolhidas (Introdução: destino de Gomes Leal por Vitorino Nemésio)
 
Depositária: Livraria Bertrand. (Composto e impresso na Imprensa Portugal-Brasil). Lisboa. [S/d]. In-8º de CXVI, 199, [5] págs. Br.
 
A edição, inteiramente preparada e organizada por Nemésio – cujo longo aparato crítico se espraia pelas mais de cem páginas preliminares, integrando os estudos «Destino de Gomes Leal» e «Nota sôbre a Poesia de Gomes Leal» (a que se seguem uma «Advertência», uma «Cronologia de Gomes Leal» e as «Bibliografia de Gomes Leal» e «Bibliografia sôbre Gomes Leal») – é ainda hoje tida por muita gente como a mais importante alguma vez consagrada ao poeta das Claridades do Sul; de que são naturalmente recolhidas composições, tal como de «A Fome de Camões», «Fim de um Mundo», «O Anti-Cristo», «A Mulher de Luto», «História de Jesus» e «Senhora da Melancolia», além de alguns folhetos secundários e de uma selecção de dispersos.
 
19€

Cesário Verde — Obra Completa

Obra Completa de Cesário Verde (Organizada, prefaciada e anotada por Joel Serrão)

Portugália Editora, Lisboa. (1964). In-8º de 264, [VI] págs. Br.

Além de «O Livro de Cesário Verde», engloba «Poesias não incluídas em «O Livro de Cesário Verde»», «Cartas» e um «Apêndice» com a composição «O Desastre», uma tábua biobiliográfica e bibliografia propriamente dita. É importante o texto preliminar de Serrão, «Fundamentos e critérios da edição da Obra Completa de Cesário Verde», perorando sobre o velho problema da efectiva intervenção de Silva Pinto na preparação do livro original.
Primeira das várias edições entretanto publicadas.

Exemplar impecável no miolo, apenas a capa acusando ligeiros desgaste e distensão.

23€  

João Pinto Figueiredo — A Vida de Cesário Verde

A Vida de Cesário Verde (Prefácio e Selecção de Poemas De David Mourão-Ferreira)

Editorial Presença (1986). In-8º de 251, [5] págs. Br.

Segunda edição, publicada na colecção Poetas, de um estudo originalmente publicado na colecção A Obra e o Homem, da Arcádia. No prefácio («Algumas Palavras sobre João Pinto de Figueiredo») que para ela compôs, Mourão-Ferreira louvava o homem e falava das três unicas peças que chegou a publicar: este livro, uma plaquette anterior também relativa a Cesário e a biografia de Sá-Carneiro, dada a lume pela Dom Quixote, que já se recenseou aqui.

O exemplar, ainda por estrear, conserva a etiqueta editorial.
 
10€ 

António Nobre — Cartas Inéditas

Cartas Inéditas de António Nobre (Editadas com uma introdução e notas por Adolfo Casais Monteiro)

Edições “Presença” / Coimbra   MCMXXXIV. In-8º de XXXIX, [3], 191, [9] págs. Br.

A edição constou de mil exemplares numerados e rubricados pelo editor (Gaspar Simões), tendo a este, inteiramente por estrear – como saiu dos prelos, com os cadernos por abrir –, cabido o n.º 530. Na sua longa introdução, Casais Monteiro opinava que “As cartas à família valem pelo seu interêsse biográfico, as cartas aos amigos principalmente como índices de estados de alma.
 
25€

Moledo do Minho e do Modernismo

Curiosa a quantidade de gente dos nossos vários «modernismos» que assentou arraiais em Moledo do Minho Alto: começando em Almada (relembre-se que Sara Afonso, sortuda, passara a juventude em Viana) e nos Delaunay, por exemplo; e continuando em António Pedro (que lá teria casa) e no fugaz compagnon-de-route Cesariny, rapidamente desavindo em feroz profissão de fé surrealista-mesmo, que deixou a pequena povoação balnear gravada em poema.
E já agora, sobre o nosso modernismo stricto sensu, estas palavras de Almada, escritas justamente em Moledo:


"Mário de Sá-Carneiro suicidou-se em Paris ao peso de todas as suas razões pessoais. Guilherme de Santa-Rita, o espírito mais brilhante que conheci, alma veemente de iluminado traído por uma natureza ingrata que o acabou por fim antes de quase começar a sua vida. Pintor em essência mais do que de oficina, alguém seu íntimo cumpriu com a sua última disposição de aniquilar as suas produções. Amadeu de Sousa-Cardoso, o pintor por excelência, o autêntico génio do grupo, o exemplo mais formidável de artista português de hoje em qualquer parte do mundo, é levado em plena vida em meia dúzia de horas por uma epidemia, no instante mesmo em que o seu espírito exuberante produzia inúmeras das suas telas mais vigorosas. Vive ainda Fernando Pessoa na serenidade da sua imaginação literária, e sempre pronto para tudo o que seja elevado, superior, de élite, isto é, tudo o que não sejam actualidades forçadas e sem longo efeito perene.
Pelo grupo passaram uma infinidade de flutuantes, o mais díspares possível, mas não era dos seus destinos elevarem em Arte os seus nomes à altura destes."


(1934. Pessoa morreria em 35. Almada por cá ficaria até 70. A fotografia, com Sara grávida, é desse 1934 nessa praia de Moledo).   

Armando Côrtes-Rodrigues — Em Louvor da Humildade

Em Louvor da Humildade (poemas da terra e dos pobres)

Artes Gráficas – Editora / Ponta Delgada / Ilha de S. Miguel – Açores/ 1924. In-8º de 194, [2] págs. Br.

Um dos três primeiros livros publicados pelo autor (se descontarmos a pequena e quase desconhecida opereta de 1910 Em Férias), já muito depois da aventura de Orpheu – os outros foram Ode a Minerva e As Festas do Espírito Santo na Ilha de S. Miguel (estudo folclórico), ambos em 1923, data que também aparece neste, cujo frontispício indica porém 1924; em edição de tiragem restrita que reproduz extra-texto um seu retrato; sendo este exemplar valorizado por uma dedicatória manuscrita de oferta, quatro anos mais tarde, “Ao grande actor Joaquim d’Oliveira / Com muita admiração e muita amizade”.

25€

Eduardo Lourenço — Fernando Pessoa Revisitado

Fernando Pessoa Revisitado: leitura estruturante do drama em gente

Moraes editores (1981). In-4º peq. de 196, [4] págs. Br.

Segunda edição (a original saíra na Inova), com capa de Vitorino Martins a partir de um trabalho do pintor Costa Pinheiro. Capítulos: «Considerações pouco ou nada intempestivas», «A curiosa singularidade de «Mestre Caeiro», «Ricardo Reis ou o inacessível paganismo», «O Mistério-Caeiro na luz de Campos e vice-versa», «Álvaro de Campos I ou as audácias fictícias de Eros», «Dois interlúdios sem muita ficção», «Álvaro de Campos II ou a agonia eróstrato-Pessoa», «A existência mítica ou a porta aberta». 

12€

Fernando Pessoa — Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação

Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho)

Edições Ática, Lisboa. [S/d – 1966?]. In-8º de XL, 445, [VII] págs. Br.

Cada um dos dois organizadores apresenta um texto introdutório: «O relativismo criador de Fernando Pessoa» o do professor alemão e «Fernando Pessoa, pensador múltiplo» o do português, que assim começava – “Este livro de inéditos (quase todos desencantados pelo Dr. Georg Rudolf Lind na arca inexaurível) vai deliciar os apreciadores de Fernando Pessoa. Compõem-no documentos, uns escritos pelo autor para si próprio, para sua autognose, outros em função de projectos literários que não viriam a realizar-se ou que se apresentariam depois sob outra forma. De qualquer modo, documentos reveladores da sua intimidade, do que pensava de si próprio, de como se geravam no seu espírito, por vezes obsessivamente, motivos poéticos, ideias, ensaios. E textos que, não raro, patenteiam a grandeza e o sentido das suas ambições culturais, a par da espantosa argúcia da sua inteligência crítica”.
O volume integra seis extratextos, quase todos de horóscopos feitos pelo lisboeta.
Primeira edição.
  
24€

Fernando Pessoa — Obra Poética e em Prosa

Obra Poética e em Prosa (Introduções, organização, biobibliografia e notas de António Quadros e Dalila Pereira da Costa)
1986 / Lello & Irmão – Editores, Porto. 3 vols. in-8º de 1212; 1352; e 1502 págs. Enc.

Edição monumental, daquelas típicas da Lello em papel-bíblia (a.k.a. papel-da-índia), com encadernação em pele profusamente gravada a ouro na lombada e na pasta superior – complementando, por via da prosa, as que no mesmo género Maria Aliete Galhoz preparara para a brasileira Aguilar na década de 60. A introdução de António Quadros, «Introdução Cronológico-Biográfica», uma espécie de biografia (demasiado psicologizante mas rica de apontamentos com interesse) do poeta, é extensíssima, espraiando-se pela primeira centena de páginas; seguindo-se a da escritora portuense, «Uma Demanda», com três dezenas. O resto do primeiro volume foi ocupado pela antologia poética, sendo o segundo e o terceiro dedicados à prosaica: «Páginas Íntimas», «Cartas», «Ficção», «Textos de Intervenção na Vida Cultural e Literária Portuguesa» (vol.II); «Estética, Teoria e História da Literatura», «Páginas de Reflexão Filosófica», «A Realidade Transcendente», «Sobre Portugal e o homem português», «Pensamento Político (Páginas Polémicas e Doutrinárias)», «Teoria Económica», «Poemas Traduzidos do Inglês», «Biobibliografia», «Apêndice» (vol.III). 

Bom conjunto, globalmente por estrear, apesar de ligeiros vestígios de manuseio no início do vol.I.     
 
75€

A leitura: máscaras e abismos

Dizem que é a única figura leitora de um quadro de Amadeu de Sousa Cardoso; e foi justamente a tela que abriu no Porto a famosa exposição de 1916, no Jardim de Passos Manuel, agora dentro do possível recriada no Museu Soares dos Reis. Quem a quiser visitar, tem até ao final de 2016. É melhor começar a pensar nisso, que vale bem a pena.
 
Duas notas:

- O público portuense sempre cultivou, nos jardins e fora deles, o hábito de dizer alto e bom som o que pensa (e às vezes o que não pensa). De vez em quando, engana-se. Foi o caso. Cuspiu-se, vociferou-se, insultou-se a arte do homem e o próprio homem, «só» o maior clarão de génio - goste-se mais ou menos - da pintura portuguesa. Columbano e Helena Vieira da Silva que perdoem isto, porque não parece sequer discutível, mesmo que os prefiramos.

- Chama-se a este quadro «Máscara de Aço». «Máscara de Aço contra Abismo Azul» foi como o realizador portuense Paulo Rocha chamou ao seu filme sobre Amadeo e o modernismo português. Está ainda por cá um livro-manuscrito em que o realizador esboçou planos do filme: https://bibliographias.blogspot.pt/2016/04/correspondance-de-quatre-artistes.html

Diogo de Macedo — 14 Cité Falguière

14 Cité Falguière: nova edição acrescentada com uma nota de abertura pelo autor e um desenho inédito de Modigliani

Jornal do Foro, 1960. In-8º peq. de 86, [2] págs. Br.

Publicada 30 anos após a primitiva, uma restrita separata da Seara Nova, constou esta edição de 880 exemplares, compostos na Gráfica Santelmo com arranjo gráfico de Fernando Ferrão e a gravura impressa pela casa Arméis & Moreno – das boas (mas infelizmente poucas) publicações do Jornal do Foro quando saía do domínio jurídico e se metia pela literatura e pela arte. O livro dá conta dos tempos passados por Diogo de Macedo na residência em questão e do convívio que lá, e em Paris no geral, manteve com os principais vultos daquela época, mas reporta-se em particular à convivência com Amedeo Modigliani, um dos habitantes da peculiar villa – de quem acaba por ser uma interessante mini-biografia.

Exemplar n.º 274, da série corrente de 800.
 
20€

J. L. da Conceição Silva — Os Painéis do Museu das Janelas Verdes

1981 / Guimarães & C.ª Editores, Lisboa. In-8º de 190, [2] págs. + [1] desd. Br.

Destacava Álvaro Ribeiro na sua «Carta Prefacial» “um opúsculo valioso e nobre (...) para decifrar uma obra-prima de estilização do ritual de cavalaria e de cleresia”, constante de dez capítulos principais acrescidos de seis em apêndice que tratam, como amiúde nos trabalhos sobre o tema, mais de matérias históricas genéricas do que especificamente artísticas.

O exemplar tem aposto o ex-libris de Ribeiro dos Santos, composto por Abel Salazar.

15€ 

Situação da Arte (inquérito junto de artistas e intelectuais portugueses)

Situação da Arte (Volume organizado por Eduarda Dionísio, Almeida Faria e Luís Salgado de Matos).

Publicações Europa-América. (1968). In-8º de 422, [10] págs. Br.

Às quase duas dezenas de perguntas responderam inquiridos como Álvaro Lapa, António Gedeão, António Ramos Rosa, Bernardo Santareno, Carlos Botelho, Dórdio Gomes, Eduardo Batarda, Eduardo Lourenço, Eduardo Prado Coelho, Ernesto de Sousa, Espiga Pinto, Eugénio de Andrade, Eunice Muñoz, Fernando Lopes Graça, Fernando Namora, Ferreira de Castro, Hein Semke, Ilse Losa, Jacinto do Prado Coelho, João César Monteiro, João de Freitas Branco, Joel Serrão, Jorge Barradas, Jorge de Sena, José-Augusto França, José Gomes Ferreira, José Palla e Carmo, José Régio, Júlio Resende, Luís Francisco Rebelo, Manoel de Oliveira, Maria Barroso, Maria Keil, Maria Teresa Horta, Mário Dionísio, Nelson de Matos, Nikias Skapinakis, Ruben A., Sophia, Urbano Tavares Rodrigues, Vergílio Ferreira, etc.
Volume publicado na série «Estudos e Documentos».

Exemplar por estrear.

25€

Pierre du Colombier — Poussin

Les Éditions G. Crès & Cie – Paris VI. (1931). In-8º de 23, [3], págs. + [32] ff. ilust. Br.

No seu estudo sobre o pintor, começava Colombier, sempre dado a boutades, por dizer que ele não era, em regra, apreciado pelos mais jovens nem pelas mulheres, por a “voluptuosidade grave” da sua pintura não se comunicar senão aos “que sabem o que custa a vida”; e terminava sublinhando nele um génio novo, inassemelhável aos que o precederam.

O volume inclui a reprodução, por heliogravura, de vários trabalhos de Poussin.
Primeira edição, publicada na colecção «Le Musée Ancien».
 
14€

Pierre du Colombier — História da Arte

Livraria Tavares Martins, Porto / 1958 (na Tipografia Sequeira, em fins de Maio de mil novecentos e cinquenta e nove). In-4º de 524, [4] págs. Br.

Terceira edição desta primeira versão portuguesa, com tradução de Fernando de Pamplona a partir do original francês – ainda hoje um dos genéricos tratados artísticos de principal referência. Além das ilustrações no texto, apresenta diversas estampas e alguns desdobráveis em folhas destacadas.

Exemplar provavelmente por estrear.
 
25€

Dicionário da Pintura Universal

Dicionário da Pintura Universal (planeado e organizado por Mário Tavares Chicó, Artur Nobre de Gusmão, José-Augusto França)

Editorial Estúdios Cor, Lisboa. (1963, 1965 e 1973). 3 vols. in-4º gr. de 447, [III]; 425, [I]; e 435, [XIII] págs. Enc.

Foi a edição conjunta, em três volumes encadernados pelo editor inteiramente em pele com gravações a ouro, dos fascículos impressos em separado nos anos anteriores (1959 a 1962), de que algumas capas são conservadas no final; sendo o terceiro volume dedicado só à arte portuguesa. Edição impressa em bom papel encorpado, com ilustrações a p/b e a cor (algumas de página inteira), num esmerado trabalho colectivo de várias tipografias e litografias nacionais. 

Todos os volumes bem cuidados – embora o terceiro apresente ligeiríssimo desgaste exterior.
 
85€

Quelques Images de L’Art Populaire Portugais

Edition du Secretariat de la Propagande Nationale, 1937. (Achevé d’imprimer le trente décembre mil neuf cent trente sept sur les presses de la Litografia Nacional à Porto. Composition typographique de l’Imprensa Portuguesa à Porto). In-folio inum. Br.

Edição de esmeradíssima composição gráfica, com tiragem de 1500 exemplares impressos sobre papel Abelheira (à parte a série especial de 50 em papel Hollande), tendo as folhas presas por um cordel acetinado: a «coqueluche» de quantas se prepararam para a participação portuguesa na Exposição Internacional de Paris. As belas ilustrações de Paulo Ferreira são reproduzidas ora no texto, ora em vinhetas e capitais, ora em clichés, ora em folhas destacadas; sempre com a maior graça. O volume reproduz o discurso de António Ferro – que, podendo não ter outros especiais méritos, lá tinha este de promover finas edições pelo SPN/SNI que dirigia – aquando da inauguração da Exposição de Arte Popular Portuguesa em Lisboa, 1936; e o mais longo texto expositivo de Augusto Pinto.
 
A bibliographias dispõe de dois exemplares: um, praticamente impecável (60€); e outro com acentuado desgaste da capa, sobretudo nas extremidades, além de marcas várias de acidez e má conservação em diversas folhas - a pedir futura encadernação  (35€).

Emanuel Ribeiro — Anatomia da Cerâmica Portuguesa

Anatomia da Cerâmica Portuguesa (Desenhos do autor)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1927. In-8º gr. de 53, [3] págs. Br.

Saído na colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa», o volume tem como ilustrações as gravuras de desenhos a tinta, do próprio Emanuel Ribeiro, reproduzindo muitos dos tipos de peças recenseados no texto.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de oferta “Ao escultor J. Santos” (José Pereira dos Santos).
 
20€

Emanuel Ribeiro — Colectânea de Notas sôbre Arte

Colectânea de Notas sôbre Arte, de Muito Interêsse para os Estudiosos que a ela se Dedicam

1930, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos) - Lisboa. In-8º de 48 págs. Br.

Conjunto de cem aforismos acerca de temas artísticos, acompanhados ao longo do volume por algumas gravuras com ilustrações. Primeira (e, salvo erro, única) edição, já invulgar.
 
Bom exemplar, parecendo ainda por estrear.
 
15€

Manuel Mendes — Considerações sôbre as Artes Plásticas

Lisboa: «Seara Nova», 1944. In-8º de 163, [5] págs. Br.

“As páginas dêste volume, escritas em épocas diferentes, no decorrer dos últimos quinze anos, juntei-as agora num molho, a que não fiz mais do que dar um arranjo leve, como quem ageita e compõe sem pretensões de maior”. Com dedicatória a Diogo de Macedo, Abel Manta e Dórdio Gomes, foi este um dos primeiros títulos publicados pelo escritor, tendo capítulos como «Breves palavras sôbre o valor das artes plásticas e a razão dos seus estilos», «Sôbre o desenho e alguns desenhadores», «Os arquitectos no 1.º Salão dos Independentes», «À margem do Salão dos Modernistas», «Sôbre a natureza das artes», «A crítica de arte», etc. Vários desenhos e estudos pouco conhecidos de artistas portugueses são reproduzidos a plena página, pelo meio do volume.

Exemplar por estrear.  

10€

«Rei-Saüdade»: Até ao fim do mundo

É «só» uma lenda, mas daquelas que logo metem num bolso a própria História, e bastante plausível dado o indivíduo em questão: a coroação da Rainha Morta. Nunca se deixou de contar que Pedro, quando da transladação dos restos mortais de Inês de Coimbra para Alcobaça, obrigou a côrte inteira a desfilar no cortejo, em plena noite, madrugada dentro; e a beijar depois no Mosteiro os ossos do esqueleto daquela que com intrigas condenara, ou ajudara a condenar, na que terá sido a mais tétrica cerimónia da História de Portugal. Documentos, crónicas, afirmações históricas disto? Nada. E mesmo assim nisto apostaria o autor destas linhas, sem pestanejar entretanto, todos os seus reais. Euros, perdão.
De qualquer maneira, o cortejo é que não terá sido tão tétrico como esta gravura alusiva de João Carlos, que padece de um erro grave: Pedro não ia apoiado em ninguém. Iria lutuoso, mas altivo e feroz na perseguição da sua ideia. Intocável.
Percebe-se a intenção, mas é absurda.
 

Montemor: História, Poesia e Arte

Montemor: História, Poesia e Arte (Maria José Azevedo Santos / António Manuel Esteves Joaquim / Virgínia Morais Gomes)

Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, 1999. In-8º de 84, [20] págs. Br.

Foram os estudos aqui apresentados «Relações entre o Mosteiro de S. Paulo de Almaziva e as terras de Montemor-o-Velho (sécs.XIII-XVI)», «Francisco de Pina e Melo: o corvo ou o cisne?» (sobre um hoje pouco lembrado pré-romântico que nasceu e passou quase toda a vida na povoação) e «Manuel de Macedo e a Arte da Ilustração», ensaiando uma breve biografia artística e reproduzindo vários trabalhos daquele que foi o principal ilustrador português de oitocentos – também ele, como Fernão Mendes Pinto, um ilustre filho da terra “condenada a ser uma vila melancólica, mergulhada num sentimento de Outono, difícil de sobreviver entre duas cidades em plena expansão”.

Tiragem de mil exemplares, permanecendo este por estrear.

12€

Ernesto Veiga de Oliveira — Festividades Cíclicas em Portugal


Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1984. In-8º gr. de 357, [3] págs. Enc.

“Os pequenos estudos que agora de novo se dão à estampa são, assim, singelas descrições de índole predominantemente folclorística, que entre nós se podem situar como um último eco daquelas concepções, no final de uma onda nascida com Adolfo Coelho, Teófilo Braga e Consiglieri Pedroso, e passando ainda por Rocha Peixoto e Leite de Vasconcelos, a abrir-se porém, nos nossos dias, a novos horizontes”; “de novo”, mas sendo esta a sua primeira edição em volume, tendo sido antes publicados de forma esparsa por periódicos como «O Comércio do Porto», «Douro Litoral», «Céltica» e «Revista de Etnografia». Os textos foram agrupados nas secções «Festividades Cíclicas», «Romarias e Festas», «Jogos» e «Vindicta Popular».
Exemplar encadernado com inteira manutenção da capa original – que porém apresenta pequenas manchas marginais.

19€

Ernesto Veiga de Oliveira — Instrumentos Musicais Populares Portugueses

Instrumentos Musicais Populares Portugueses (Análises e transcrições musicais de Domingos Morais, Carlos Guerreiro, Pedro Caiado, Pedro Caldeira Cabral e Rui Vaz)

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa / 1982. (Composto e impresso na Litografia Tejo). In-4º peq. de 526, [2] págs. Br.

Segunda edição, revista e aumentada, desta monumental recolha – cuja importância, por demais sabida, nem será necessário acentuar. O volume foi abundante e criteriosamente ilustrado por fotogravuras de todo o tipo e pelas pautas de temas e canções seleccionados.

Exemplar valorizado pela afectuosa dedicatória de oferta que Ernesto Veiga de Oliveira lhe apôs ao matemático Laureano Barros, senhor de uma das melhores bibliotecas do séc.XX português. Parece, apesar disso, ainda por estrear
 
40€
Tesouros da Literatura Popular Portuguesa: antologia organizada por António Manuel Couto Viana / ilustrações de Júlio Gil

Verbo. (1985). In-4º gr. de 385, [VII] págs. Enc.

A antologia foi dividida nas secções «Cancioneiro» («Quadras Soltas», «Quadras Musicadas» e «Anfiguris»), «Rimances», «Teatro» e «Contos».
Edição impressa sobre bom papel encorpado, sendo as ilustrações a p/b e a cores.

Encadernação editorial em tela, gravada a ouro na frente e na lombada.

20€

Pronúncia do Noroeste

Sentava-m'eu na ermida de São Simão
e cercaram-me as ondas que grandes são:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

Estando na ermida ant' o altar,
cercaram-me as ondas grandes do mar:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

E cercaram-me as ondas do mar maior;
não tenho barqueiro nem remador:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

E cercaram-me as ondas do alto mar;
não tenho barqueiro, nem sei remar:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

Não tenho barqueiro nem remador;
morrerei eu, formosa, no mar maior:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

Não tenho barqueiro, nem sei remar;
morrerei eu, formosa, no alto mar:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.


[Segundo Stephen Reckert, terá sido esta a única canção que nos chegou de um quase anónimo Meendinho. (Ria de Vigo, para variar). A maneira como dança, com toda a simplicidade e toda a graciosidade, entre um nível de significação mais imediato e um segundo mais simbólico e profundo, é espantosa.
As "ondas do mar maior" são só uma metáfora, mas das melhores que alguém alguma vez sacou: a moça apaixonada quereria «apenas» dizer que perdeu o pé.
"Não tenho barqueiro, nem sei remar / morrerei eu, formosa, no alto mar": é a pronúncia do Norte que vos coube em sorte, Meendinho, Reininho. É um prenúncio de morte. É a paixão.

Rock in Rio Douro ou Folk na Ria de Vigo, só varia o ímpeto, que o destino é o mesmo. Mar alto.

Ilustríssima, a antepassada (in)directa da canção dos GNR.]

Do Cancioneiro de Amigo

Do Cancioneiro de Amigo (Stephen Reckert e Helder Macedo, com um texto de Roman Jakobsen e 50 cantigas de amigo)

Documenta Poética 3 / assírio e alvim. [S/d]. In-8º de 247, [5] págs. Br.

Segunda das três edições já dadas a lume, corrigida e aumentada relativamente à original, com tiragem de 1800 exemplares. Os textos preliminares são «A variação subliminar na poética da cantiga», «A textura poética de Martim Codax» e «Uma cantiga de Dom Dinis».

Exemplar com ligeiríssimo desgaste da capa; em muito boa condição no miolo, provavelmente por estrear.
 
14€

Pedro Fernandes Tomás — Canções Populares da Beira

Canções Populares da Beira (acompanhadas de 58 melodias recolhidas directamente da tradição oral / com uma introdução por J. Leite de Vasconcellos)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1923. In-8º gr. de XXXIII, [I], 254 págs. Br.

É extensa e como sempre proveitosa a introdução do ele mesmo beirão sábio Vasconcelos, com as notas comparativas e panorâmicas do costume, ao livro; que aqui conhecia a segunda forma, cuja nota de apresentação se reproduz:
“Estando ha muito esgotada a primeira edição desta colecção, que viu a luz da publicidade em 1896, na Figueira da Foz, sai ela agora em nova edição refundida e ampliada com mais algumas canções, recolhidas na mesma região. / Nesta edição suprimimos os acompanhamentos de piano, que figuravam na primeira, reproduzindo-se as melodias tais quais o povo as canta, em toda a sua simplicidade, a exemplo do que já fizemos nas nossas colecções Velhas Canções e Romances Populares, e Cantares do Povo”.

Exemplar com uma desconjunção total a meio do volume, aconselhando futura encadernação.

23€
 

Pedro Fernandes Tomás — Canções Portuguesas

Canções Portuguesas (do século XVIII à actualidade)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1934. In-8º gr. de [4], 169, [3] págs. Enc.

Fernandes Tomás dividiu a sua recolha nas secções «Romances», «Canções religiosas», «Cantigas velhas» e «Danças de roda e descantes».

Exemplar n.º 70 da série especial de 120 impressos sobre bom papel de linho, assinados pelo editor Teixeira de Carvalho. Foi entretanto recoberto de uma cuidada encadernação mais recente, com pastas e guardas em marmoreado e a lombada em pele gravada a ouro; corte das folhas carminado à cabeça e intacto nas restantes margens; conservando na íntegra a capa de brochura (e até a própria tira do encaixe). Única e ligeiríssima pecha: leves e esporádicos vestígios de acidez.
 
50€

Carolina Michaëlis — O Cancioneiro Fernandes Tomás

O Cancioneiro Fernandes Tomás (índices, nótulas e textos inéditos)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1922. In-8º de 171, [3] págs. Br.

Explicava Carolina Michaëlis no prefácio ter este trabalho sido concebido para inclusão no In Memoriam preparado por Cardoso Marta em honra do amigo defunto Fernandes Tomás; ultrapassada em muito a extensão suposta para o efeito, acabou por ter aqui a sua primeira edição.

Exemplar em bom estado, mas com uma falha de papel e vários pequenos defeitos na capa. Pertenceu ao polígrafo (ligado à Seara Nova) Neves Águas, de quem tem o ex-libris no verso da folha de rosto.

20€

Teófilo Braga — Romanceiro Geral Portuguez

Lisboa: Manuel Gomes, Editor (Livreiro de Suas Majestades e Altezas). 1906-1907. 2 vols. in-8º de VIII-639-[1] e  [IV], 588 págs. Br.

O primeiro volume colige «Romances Heroicos, Novellescos e de Aventuras» e o segundo «Romances de Aventuras, Historicos, Lendarios e Sacros», numa recolha de indiscutível interesse (só não o terá a classificação absurda de Teófilo, pelas habituais tolices nas digressões em matérias etnográfica e antigo-histórica).
Segunda edição, ampliada.
 
O segundo volume está parcialmente desconjuntado a meio, no que é o principal defeito dos exemplares aqui apresentados.
 
23€

Alberto Pimentel — A Triste Canção do Sul

A triste canção do sul (subsídios para a história do fado)

Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor (158 – Rua da Prata – 160) – 1904. In-8º de 302, [4] págs. Enc.

Ainda hoje de referência, divide-se o estudo nos capítulos «Origens do Fado», «Fadistas», «Os assumptos do Fado», «A Severa e o Conde de Vimioso», «Fados de nomenclatura – Fados litterarios», «Bibliographia musical do fado». Primeira edição, a mais apreciada e valiosa.
 
Exemplar bem encadernado ao estilo meio-amador com a lombada de pele gravada a ouro em casas abertas, mas tendo já uma pequena fenda sob o título; aparado por inteiro, conservando apenas a frente da capa original. 
 
30€