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O Livro de Amor de João de Deus

(Acabou-se de imprimir êste livro em o mês de Março de 1930, na Imprensa Portugal-Brasil. – Rua da Alegria, 100 –Lisboa). In-8º de 332, [4] págs. Enc.

Edição comemorativa do centenário do nascimento do poeta. O volume engloba «Livro de Amor Idílico», «Livro de Amor Elegíaco», «Livro de Amor das Crianças» e «O Cantico dos Canticos do Livro de Amor»; apresentando à parte quatro folhas de papel couché com um retrato tirado durante a formatura em Coimbra e alguns desenhos seus.

Exemplar bem encadernado logo à época com cantos e larga lombada em pele gravada a ouro, incluindo filetes de demarcação das pastas,  por sua vez recobertas de papel marmoreado.

28€

Carta em verso de João de Deus

Carta em verso de João de Deus / Respostas de Francisco de Almeida / precedidas de uma carta de D. João da Camara / e seguidas de um monumental discurso do dr. Manuel Gonzaga ácerca do Nephelibatismo e de algumas chochas composições de aspirantes a poetas instrumentistas, satanicos e satiricos

Lisboa: Livraria Moderna (95, Rua Augusta, 95) - 1904. (Na capa: Typographia da Empreza da Historia de Portugal, 15, Rua Ivens, 17, Lisboa). In-8º gr. de 32 págs. Enc.

Não é indicado o nome dos poetas cujas composições se reproduzem no final, e que não chegámos a conseguir averiguar, apenas se percebendo que são portugueses (o texto de Gonzaga omite-os).

Por alguma razão, são bastante escassos os exemplares que ainda vão aparecendo do opúsculo, este revestido de boa encadernação com cantos e lombada (gravada a ouro) em pele e as pastas cobertas de papel marmoreado; conservando a frente da capa de brochura, a cuja cor foram adequados os tons do referido papel.

25€

Tomás de Eça Leal — Intimos

Intimos (versos por...)

Lisboa: Portugal-Brasil Limitada, sociedade editora / Rio de Janeiro: Companhia Editora Americana, Livraria Francisco Alves. (Composto e impresso na Typographia e Papelaria Antonio Franco -Rua de S. Nicolau, 104- Lisboa. In-8º de 121, [5] págs. Br.

Carta-prefácio de Cunha e Costa e ilustrações ao longo do volume em folhas destacadas de papel couché do caricaturista Francisco Valença - a quem também é dedicada uma das composições.

12€

Pedro Homem de Melo — Pedro

Cabanas 1975 (Artes Gráficas - Porto). In-8º de 139, [5] págs. Br.

Desta espécie de antologia, organizada pelo próprio autor, destacam-se algumas das suas composições mais conhecidas: «O Rapaz da Camisola Verde», «Povo que Lavas no Rio», «O Fandangueiro», «Miragaia», «Coimbra», «Bodas Vermelhas», «Canção de Viana».

O exemplar tem uma dedicatória de oferta manuscrita pelo poeta, como habitualmente sucedia nestas suas edições.

20€ (reservado)

Cabral do Nascimento — Cancioneiro

Lisboa, 1943. (Edições Gama). (Oficina Gráfica, Limitada // Lisboa). In-8º peq. de 132, [IV] págs. Br.

Foi a edição original de um livro depois várias vezes publicado sob chancelas diversas; e a que logo nesse ano de 1943 seria atribuído o Prémio Antero de Quental do SPN de António Ferro.

Bom exemplar.

20€

Eugénio de Castro — Prologue de Sagramor

Prologue de Sagramor: poème portugais par Eugenio de Castro De l’Académie Royale des Sciences de Lisbonne publié par Leopoldo Battistini auteur du tableau Sagramor envoyé à l’Exposition Internationale de
Venise//Texte portugais/Traduction italienne par Ugo Leoni/Traduction française par Robert Durand

Coimbra: F. França Amado – Editeur, 1897. In-4º gr. esguio de 22, [2] págs. Br.

Hoje invulgar, o opúsculo reproduz, logo à entrada, várias críticas estrangeiras muito laudatórias de, entre outros, Ruben Dario e Georges Oubinot.

Exemplar com algum desgaste na capa, que apresenta pequenos rasgões e manchas, além de uma ligeira fissura no topo.

15€

Eugénio de Castro — A Tentação de São Macário

«Lumen», Empresa Internacional Editora / Lisboa – Porto – Coimbra – 1922. In-8º peq. de 58, [1], [V] págs. Br.

Exemplar com discreta assinatura na frente da capa.

10€

Eugénio de Castro — Chamas duma Candeia Velha

«Lumen», Empresa Internacional Editora / Lisboa – Porto – Coimbra – 1925. In-8º peq. de 120, [1], [I] págs. Br.

Edição original, impressa sobre papel de linho como era costume  nesta série.
As composições foram agrupadas nas duas secções «Açafate de Rosas» e (principal) «Figurinhas da Vista Alegre».

12€

Eugénio de Castro — Camafeus Romanos

«Lumen», Empresa Internacional Editora / Lisboa – Porto – Coimbra – 1921. (Acabou de se imprimir êste livro aos quatro dias do mez de fevereiro de mil novecentos e vinte e um na Tipografia Lusitania, de Mario Antunes Leitão, sita à Rua da Picaria, 73 na cidade do Porto). In-8º peq. de 120, [1], [I] págs. Br.

Primeira edição, com a mesma composição gráfica do costume mas um papel de linho menos encorpado e de qualidade aparentemente inferior – o portuense Antunes Leitão, também editor, deve ter sido apanhado sem «stock»...

12€

Eugénio de Castro — Cartas de torna-viagem

Cartas de torna-viagem (primeiro volume)

«Lumen», Empresa Internacional Editora / 1925. In-8º de 308, [4] págs. Br.

Alguns dos capítulos: «De Coimbra à Coruña», «Penela», «Aveiro, Veneza de Portugal», «Uma tarde em Pombal», «Tomar», «O Convento de Cristo, em Tomar», «A fábrica da Vista Alegre», «Sabugosa e Junqueiro», «Cesário Verde», «Os livros póstumos de Eça de Queirós».

Primeiro de dois volumes publicados (o segundo sairia um ano depois, no mesmo formato, mas na Atlântida). 

Exemplar com algumas manchas de acidez na capa, como frequentemente sucedeu.

15€

Eugénio de Andrade — Coração do dia / Mar de Setembro

limiar. (Desenho: Ângelo de Sousa / Fotografia: Escultor Lagoa Henriques / Composto e impresso: Inova/Artes Gráficas / Outubro 1977). In-8º de 72, [X] págs. Br.

“Coração do Dia reimpreme-se aqui pela quinta vez. (...) A presente edição inclui um poema inédito em volume: Os Amigos. / Mar de Setembro reimpreme-se pela sexta vez. (...) A presente edição contém, inéditos em volume, os seguintes poemas: Ocultas Águas, Alba, Variações em Tom Menor, Canção, Lettera Amorosa, Musica Mirabilis”.

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir.

10€ 

Eugénio de Andrade — Primeiros Poemas (...)

Primeiros Poemas / As Mãos e os Frutos / Os Amantes sem Dinheiro

limiar. (Desenho: Ângelo de Sousa / Composto e Impresso: Inova/Artes Gráficas / Janeiro 1978). In-8º de 100, [VI] págs. Br.

“Primeiros Poemas recupera versos de dois livros juvenis, Adolescente e Pureza, ou seus contemporâneos. Tiveram antes uma edição restrita de 250 exemplares (Inova, 1977). As Mãos e os Frutos reimprimem-se aqui pela sétima vez (...) Os Amantes sem Dinheiro reimpreme-se pela sexta vez (...) Todos os textos não incluídos nesta edição de Obra de Eugénio de Andrade são definitivamente excluídos pelo autor”.
Tal como o anterior, este volume abre com a reprodução em folha destacada de uma fotografia do poeta, neste caso na juventude.

Exemplar também por estrear, conservando igualmente os cadernos por abrir, e igualmente apresentando ligeiras manchas na capa.  

10€

Afagando a Face de Lorca: uma antologia

Afagando a Face de Lorca: uma antologia (selecção e tradução de Francisco José Craveiro de Carvalho / prefácio de Manuel Portela)

(Companhia das Ilhas, Julho de 2020. Impressão e acabamentos: Europress, Lda.). In-8º q/quadrado de 249, [2], [V] págs. Br.

O grande poeta de Espanha, que temos vindo a traduzir justamente desde 2020 e em breve editaremos, não é homenageado e nem sequer o mote desta antologia: o seu nome parece apenas invocado como «padroeiro» da poesia, aproveitando o último verso de um poema lorquiano do neo-zelandês Mark Young nesta internacional recolha que contempla também, entre outros nomes mais desconhecidos do público português, Amalia Bautista, Aram Saroyan, Billy Collins, Eunice de Sousa, Luis Alberto de Cuenca, Roger Wolfe.

Tiragem declarada de 150 exemplares, que parece boa ideia adquirir, podendo esta casa ajudar com 2.  

15€ 

Centenário - Urbano Tavares Rodrigues (1923-2023)

O último «centenariado» de assinalável porte entre tantos da literatura portuguesa em 2023 é salvo lapso de memória Urbano Tavares Rodrigues, senhor de quem há bastante bibliografia nesta casa, que aliás adquiriu também uma pequena parte da sua vasta biblioteca:


Urbano Rodrigues — Sonho em Pompeia

Sonho em Pompeia / primeira edição (1.º, 2.º e 3.º milhares)

1943 / Parceria A. M. Pereira (R. Augusta, 44 a 54 - Lisboa). (Foi êste livro acabado de imprimir nas oficinas da Sociedade Industrial de Tipografia, Limitada, aos nove dias do mês de Junho do ano de mil novecentos e quarenta e três). In-8º de 231, [3], [vi] págs. Br.

Integra as novelas «Sonho em Pompeia», «Novo Paraíso», «Uma mulher sossegada», «O amante invisível», «Um inventor de mulheres» e «O segrêdo de Muley Abdallah».

Belo exemplar.

15€ (reservado)

O Lubis-Homem

O Lubis-Homem: Comédia original, e Inédita, em 3 actos / por Camillo Castello Branco, Visconde de Correa Botelho. (1859) / com um prefácio por Alberto Pimentel

Livraria Editora Guimarães, Libanio & Cª. Lisboa. 1900. In-8º de XXIV, [I], [i], 91, [I], [ii] págs. Br.

No seu longo estudo preliminar, asseverava Pimentel ter esta comédia "um alto valor psychologico, sobretudo biographico, porque o auctor, retratando-se a si mesmo no papel de protagonista, o estudante disfarçado em lubis-homem, faz-se rodear de todo o scenario que circumscreveu a sua vida em Ribeira de Pena, no tempo em que ali casou com Joaquina Pereira, do logar de Friume", acrescendo-lhe "o facto, não menos importante certamente, de se encontrar dentro d'esta comedia uma serie de quadros da vida campestre na região d'Entre-Douro-e-Minho: serões, encamisados, esturdias, danças, cantigas á desgarrada, bôdas, arraiaes, crenças e preconceitos populares" - alguns dos quais por ele próprio elucidados nesse mesmo prefácio.
[Há na bibliografia portuguesa quem suponha ter sido a peça composta pelo próprio Pimentel, não acreditando na alegada descoberta editorial]

O exemplar pertenceu a Mário Guerra, de quem tem nas folhas preliminares precisamente do prefácio uma série de anotações referentes à encenação da peça na Escola do Magistério Primário, em Lisboa, em 1932; além de apontamentos variados ao longo do volume - com algum desgaste exterior, como frequentemente sucede.
 
20€

Alberto Pimentel — Uma Visita ao Primeiro Romancista Portuguez em S.Miguel de Seide

Porto: Livraria Portuense de Lopes & Cª – Editores. 1885. In-8º de 40 págs. Br.

Primeiro dos muitos dedicados por Pimentel a Camilo, o livro é uma engraçada reportagem da viagem – de mula – de ida e volta desde Santo Tirso a Ceide, onde jantou com o velho amigo que, segundo aqui conta, não encontrava havia dez anos. 

Exemplar revestido de uma sobrecapa em papel transparente, para proteger o volume (já com ligeira fragilidade exterior). Com o miolo ainda em bom estado, apesar de marcas de acidez em grande parte das folhas.

25€

Alberto Pimentel — O Livro das Lagrimas

O Livro das Lagrimas (Legendas da vida de Santo Antonio de Lisboa)

Lisboa, Livraria Editora de Mattos Moreira & C.ª. 1874. In-8º de 192 págs. Br.

Primeira edição, integrada na «Bibliotheca Religiosa – publicação de novo genero», de que saiu também, no mesmíssimo formato, O Livro das Flores, este dedicado à «Rainha Santa» Isabel.

Exemplar revestido de muito boa encadernação com lombada em pele gravada e demarcada a ouro, acrescida de rótulo para os dizeres; conservando a capa de origem.

30€

Alberto Pimentel — Rosas Brancas

Rosas Brancas / poemeto por Alberto Pimentel precedido por uma carta do snr. Antonio Feliciano de Castilho

Porto: na Livraria de Novaes Junior – Editor – 1868. In-8º de 32 págs. Br.

Castilho, a quem o livro é dedicado, terminava assim o seu prefácio-em-carta: “Permitta-me dizer-lhe em prosa chã meu poeta, o que nas arriscadas viagens por mar se ouve sempre com delicias aos marinheiros velhos quando a proa vai em bom rumo e com vento de servir nas vellas cheias: andar assim que é bom andar.”

Um do títulos iniciais de Pimentel, já consideravelmente raro nesta sua primeira e porventura única (independente) edição.

25€

Alberto Pimentel — Seára em Flor

Lisboa: Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso (5-Largo de Camões-6) – 1905. (Typ. a vapor da Empreza Litteraria e Typographica / 178, Rua de D. Pedro, 184 – Porto). 2 vols. in-8º de 312, [I], [i] e 365, [I], [ii] págs. Enc.

“Os quatro livros, que se fundiram n’este unico, representam para mim a madrugada da vida litteraria, a alegria de compôr, a pressa de publicar, a ancia de vencer. Elles não tiveram maior publico que o dos estudantes do meu tempo e da minha terra, dispostos ao favor da camaradagem e, portanto, ao applauso immerecido. Tão verdes e generosos como eu proprio, faltava-lhes a competencia para condemnar e, sobretudo, faltava-lhes a vontade de fazel-o. (...) Camilo e Castilho acolheram-me com paternal bondade; Julio Cesar Machado mandou-me carinhosas palavras; de Coimbra, os rapazes da Folha foram tão amoraveis para mim como os estudantes do Porto. / Adeus timidez de principiante; adeus medo do publico, pavor da critica; metti-me denodadamente ao caminho, cantando, como os intrépidos camponezes minhôtos que não sabem trabalhar senão com uma canção a esvoaçar-lhes nos labios”.

Alguns dos textos aqui reunidos, alguns deles ainda hoje lidos com proveito, pelo autor dedicados numa curiosa dedicatória «À Torre dos Clérigos»: «Na vespera de S. João», «No Bussaco», «O morgado do Urgal», «Os sinos d’Alpendurada», «O episodio do burrinho», «Historia d’uma loira», «Por causa da guerra», «Viagem ao Bussaco», «Um escriptor portuguez .. Santo», «Um episodio da vida de Castilho», «Das cartas dos namorados».

Encadernação conjunta dos dois volumes, relativamente modesta, com a lombada em percalina; de nenhum dos dois conservando qualquer das faces da respectiva capa. 

28€

Alberto Pimentel — Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal

Memória sobre a História e Administração do Município de Setubal, por (...) / Prefácio de Albérico Afonso da Costa Alho

2.ª edição / Câmara Municipal de Setúbal, 1992. (Esta edição de Memória sobre a História e Administração do Município de Setúbal acabou de se imprimir no dia 23 de Outubro de 1992, nas oficinas da Corlito / Setúbal. A tiragem é de 800 exemplares numerados). In-8º gr. de [VI], XXIX, [I], 400, [X] págs. Enc.

Edição fac-similada da raríssima original, acrescida do prefácio de três dezenas de páginas dando conta das peripécias e da polémica relativa à autoria - numa história tão tipicamente portuguesa, o executivo municipal setubalense de 1877 quis ir buscar o nome de um credenciado académico, Pimentel, para dar mais «lustre» à autoria efectiva da maior parte dos materiais e investigações apresentados no volume (Manuel Maria Portela, além de nativo ainda por cima funcionário municipal...).
No final do volume aparecem indicados os subscritores institucionais e individuais de cerca de metade do volume - o que significa que pelo menos metade da tiragem terá ficado fora de mercado. (Ao exemplar aqui apresentado coube o nº 610.)

15€

Alberto Pimentel — O Capote do Snr. Braz

Livraria Internacional de Ernesto e Eugenio Chardron. 1877. In-8º de 226, [2] págs. Enc.

Primeira edição, consideravelmente invulgar. O livro abre por uma dedicatória a Frederico Laranjo e por uma engraçadíssima «Introducção» que o autor terminava a explicar que “O titulo d’este livro é exactamente como esse mysterioso capote, porque, por detraz d’elle, estão os mais variados assumptos, as mais oppostas narrativas, que todavia podem constituir um volume”. Alguns dos capítulos: «Uma entrevista com Alexandre Herculano», «Episodios da vida politica de 1874 a 1875», «As crianças criminosas em Lisboa», etc. (além da comédia «High-Life-Mania», nesse mesmo ano estreada na capital e aqui publicada pela primeira vez).

Exemplar encadernado sem a capa de brochura; bom estado geral, apesar de algumas folhas mais afectadas por acidez e de restauros em duas delas (uma, a de rosto) a cobrir pequenas falhas marginais de papel.

25€

Antero de Figueiredo — Doida de Amor (Novela)

Doida de Amor (Novela) / Quarta edição, 6.º milhar

Livrarias Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa / Livraria Francisco Alves, Rio de Janeiro 1918. (Composto e impresso na typographia «A Editora L.da». In-8º de 191, [i] págs. Enc.  

Exemplar com boa encadernação de lombada em pele gravada a dourado, mas que infelizmente o desproveu da capa original – da qual não conserva nenhuma das faces.

10€

Antero de Figueiredo — O Último Olhar de Jesus

Livrarias Aillaud e Bertrand. 1929. In-8º de 336, [4] págs. Br.

Segunda edição/impressão, ilustrada na capa por um trabalho de Alberto Aires de Gouveia e inteiramente rubricada pelo autor.

Exemplar em muito bom estado, com leve desgaste na capa mas quase impecável no miolo.

10€

Antero de Figueiredo — Senhora do Amparo

Senhora do Amparo (Dois perfis: - Um curandeiro de obsessos/ - Um cura de almas)

Livrarias Aillaud e Bertrand. 1920. In-8º de [VIII], 248, [VI] págs. Br.

Segunda edição, inteiramente numerada pelos editores (deveria também ter sido rubricada pelo autor, mas, se bem parece, não foi). O livro inclui vários apontamentos de interesse para as bibliografias duriense e, sobretudo, minhota.

Exemplar do 4º milhar; em bom estado geral, descontando algumas marcas na capa e, no miolo, ligeiríssimas e antigas manchas de humidade e, pontualmente, ténues vestígios de acidez; tem ainda a assinatura no frontispício de um anterior proprietário, padre Aníbal de Sá (do próprio ano da edição, 1920). 

10€

Antero de Figueiredo — Fátima

Fátima: Graça*Segredos*Mistérios

(Livraria Bertrand. Lisboa). In-8º de 378, [2] págs. Br.

Edição rubricada pelo autor, ilustrada na capa por Alberto de Sousa e dedicada a Eugénia de Sousa Holsteïn. No «Esclarecimento» inicial, à laia de prefácio, explicava Antero de Figueiredo terem em grande parte influído no livro as várias entrevistas mantidas, num solar em Pontevedra, com a “Vidente Lúcia de Jesus (em religião Irmã Dores) com quem o autor, edificado, muitas vezes conversou, sempre presente aquêle respeito imposto aos que se aproximam de um espírito escolhido entre milhões de espíritos, aquela delicadeza dos que se abeiram de uma criatura em cujas pupilas mortais se demoraram as pupilas bem-aventuradas da Santíssima Virgem”; entrevistas autorizadas pela Madre Provincial das Doroteias (tutelar durante essa longa estadia galega de Lúcia em Tuy e Pontevedra) “informada da probidade literária do autor [sic] e da sua mentalidade católica”. As notas finais incluem uma tabela cronológica e bibliografia seleccionada.

15€

Guilherme de Santa Rita — O Bezerro de Oiro

O Bezerro de Oiro (drama original em cinco actos) / Com um prefácio em que se descreve o procedimento que teve para com o auctor, a empresa societaria do Theatro Normal de D. Maria representada nos actores João Rosa, Eduardo Brazão e Augusto Rosa) / Por (...)

Lisboa: Typ. da «Gazeta de Portugal» (3, Rua Capello, 5) – 1890. In-8º de LXIII, [i], [IV], 170, [I], [i] págs. Enc.

"A publicação de uma peça que não foi representada, carece, a meu vêr, da narração da sua historia, para que o publico, juiz em ultima instancia, conheça as causas que desviaram a obra do meio a que seu auctor a destinára. / D'este modo, creio explicar o motivo porque dou á estampa — O Bezerro de Oiro — e ao mesmo tempo a necessidade de fazer preceder o drama da narrativa dos factos e das considerações diversas, a que ella não póde deixar de impellir os espiritos ilustrados e os caracteres moralmente bem constituidos", assim apresentava Santa Rita o seu prefácio - longa, despeitada e aborrecida invectiva que ocupa por si só um terço do volume, hoje consideravelmente raro.

Exemplar encadernado com lombada em percalina, não conservando, pelo menos de modo visível, qualquer das faces da capa original; tendo logo na primeira folha (anterrosto) uma dedicatória de oferta manuscrita pelo autor.

30€

Joaquim Leitão — Os Deuses Voltaram

Os Deuses Voltaram (2.ª edição, prefaciada por Júlio Dantas)

Ano 1943. (Acabou de se imprimir a segunda edição deste livro aos quinze dias do mês de Dezembro de Mil Novecentos e Quarenta e Três nas oficinas gráficas de Bertrand (Irmãos), L.da, Travessa da Condessa do Rio, 27, em Lisboa). In-8º gr. de 308, [VI] págs. Br.

Edição ornada por capitais decoradas a cor ao estilo renascentista, sendo o Renascimento o pano de fundo deste tipicamente desajeitado exercício ficcional do autor - que dedicou e assinou pelo seu próprio punho o exemplar que aqui se apresenta.  

20€

Frédéric Lefèvre — Images Bibliques

aux Éditions du Bout du Monde (1944). In-16º de 57, [III] págs. Br.

Graciosa edição em pequeno formato e de pequeníssima tiragem (à escala francesa), destinada a bibliófilos; impressa numa então tristemente célebre Vichy com as bonitas capitais impressas à parte, por fotogravura, numa casa de Lyon. 
Dos 525 exemplares saídos dos prelos, pertence este (nº 394) à tiragem mais comum impressa em papel velino apprêté ; e foi valorizado por uma dedicatória de página inteira manuscrita dois anos e meio depois pelo autor - jornalista, escritor e ensaísta, como o dedicando - "A Antonio Ferro: cette petite «curiosité bibliophilique» en souvenir de la «clandestinité» ℓ avec mes voeux les plus affectueux pour Noël 46".

25€

Pinto Ribeiro — Os Nossos Maiores

Os Nossos Maiores (Notícia biografica e episodica de alguns varões illustres da Historia nacional)

Porto: Livraria Figueirinhas — Editora (75, Rua das Oliveiras, 77) - 1908. In-8º de 164 págs. Enc.

É bastante extenso e palavroso o prefácio de José Agostinho, que começava logo por referir ter acabado de ler o manuscrito - o que reforça a já de si provável hipótese de ter sido ele a sugerir a publicação à editora portuense, em que publicou vários dos seus próprios trabalhos. Divididos por cinco livros, há capítulos-perfis (sempre com um retrato) dedicados a Egas Moniz, Gonçalo Mendes da Maia, Nuno Álvares Pereira e João das Regras; infantes Henrique e Fernando (um a cada), Gil Eanes, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Fernão de Magalhães; Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque, Pedro Nunes, João de Castro e Luís de Camões; Febo Moniz, Matias de Albuquerque e Marquês de Pombal; Gomes Freire, Fernandes Tomás, Saldanha e José Estêvão.

15€

Campos Monteiro — A oito dias de vista

A oito dias de vista (Crónicas publicadas no Jornal de Notícias sob o pseudónimo de «Marcial Jordão»)

Porto: Livraria Civilização (editora) - 1921. In-8º de 244, XI, [I] págs. Enc.

“tendo tomado a meu cargo no popular Notícias, uma secção semanal, onde se passem em revista os acontecimentos mais sensacionaes e se esteorotipem aspectos da vida portuguesa, eu me sinto tomado da mesma timidez ao soerguer uma préga do telão e ao estabelecer o primeiro contacto com o público. - «Si puó?» - Claro que vossas excelências são suficientemente delicadas para me permitirem o ingresso na ribalta. Resta saber se agradarei. Assunto, louvado Deus! não faltará. Em Portugal, tanto na vida social como na vida política, la comédia é infinita...”
Aqui se recolhe um conjunto de crónicas como «A carestia de vida, os electricos e a paciência do público», «Artistas, literatos e políticos de outros tempos», «Entrevista com o Anticristo», «A felicidade conjugal», «O riso no parlamento e o medo n’um teatro», «Casar ou não casar, eis a questão». O final do volume apresenta um catálogo dos títulos de Campos Monteiro na editora, acompanhados de trechos de recensões críticas saídas na imprensa.

15€  

Campos Monteiro — Contra a Maré (contos e chronicas)

Porto, Livraria Civilização, 1928. In-8º de 287, [1] págs. Br.

Primeira edição de um livro organizado por capítulos curtos que vão desde a sátira à função pública portuguesa até à narração de uma visita a S. Miguel de Ceide e à casa de Camilo.

Exemplar com algum desgaste exterior.

15€

Campos Monteiro — Auto das três barcas (4 quadros em verso)

Porto, Livraria e Imprensa Civilização – Editora, 1925. In-8º de 83, [1] págs. Br.

Peça composta no âmbito das comemorações do 1º Centenário da Faculdade de Medicina do Porto e estreada, nesse ano, no Teatro de S.João. Primeira edição.

Exemplar em bom estado geral, apenas com algum desgaste na capa e vestígios de acidez no miolo (inevitáveis, dado o papel usado na impressão). 

12€

Campos Monteiro — Santa Olivia (poema dramático)

Porto, Américo Fraga Lamares & C.ª / Livraria Civilização, 1928. In-8º de 174, [2] págs. Br.

Primeira edição, impressa a duas cores em bom papel e ilustrada na capa. Pouco vulgar – geralmente, apenas se encontra a reedição de 1957 publicada pela Livraria Tavares Martins.

Exemplar em bom estado de conservação, descontando um rasgão muito pequeno ao alto da folha preliminar e alguma acidez, sem grande relevo, ao longo do volume. 

15€

Nemésio, Nemésios (Um Saber Plural)

Nemésio, Nemésios (Um Saber Plural) / Organização e coordenação de Fernando Cristóvão, Mª Idalina Resina Rodrigues, Mª Lúcia Lepecki e Fátima Freitas Morna

Edições Colibri. (2003). In-8º de 243, [1], [II] págs. Br.

"Não foi Nemésio nem cientista, nem filósofo, nem teólogo, nem historiador stricto sensu, mas a sua obra reflectiu problemas dessas áreas, apontando-lhes um rumo humanístico. Da pertinência e profundidade dessas reflexões transfiguradas pela forma literária se ocuparam especialistas das áreas correspondentes que aqui deixaram o seu testemunho autorizado, da sabedoria e grandeza do Mestre, enriquecendo a fortuna crítica de um autor literário que ousou ser homem do seu tempo e perscrutar os caminhos do futuro."
O volume foi assim dividido nas «secções» de palestras «Filosofia, Teologia» (José Barata-Moura, José Miranda Justo, etc.); «Ciências» (João Lobo Antunes, Jorge Buescu, etc.); «Arte da Comunicação» (Jorge Listopad, à época realizador televisivo aquando do «Se bem me lembro» - as coisas que se aprende... -, Jorge Martins, então editor da Arcádia, contando das peripécias em torno do último livro de poesia publicado pelo homenageado, que aliás temos cá, etc.); «Cultura, História» (Rosado Fernandes, Margarida Gouveia, etc.); «A Memória dos Discípulos» (Maria Idalina Rodrigues, António Machado Pires, etc.); e «Homenagem dos Poetas» (Fernando Guimarães, João Rui de Sousa e Vasco Pereira da Costa). 

12€   

Vitorino Nemésio: Estudo e Antologia

Instituto de Cultura e Língua Portuguesa / Ministério da Educação e Cultura, 1986. (Composição e impressão: Gráfica Maiadouro – Maia). In-8º gr. de 579, [7], [II] págs. Br.

Ao prefácio de António Bettencourt Machado Pires segue-se o estudo preliminar da que acabou por ser a responsável principal pelo volume, rematado por uma ampla recensão bibliográfica de e sobre Nemésio; de quem depois se inicia a recolha antológica com uma primeira mais extensa parte de poesia, continuando com ficção, crónicas, estudos e ensaios e ainda artigos, conferências e outros escritos. No final há uma selecção de leituras críticas por gente como Maria Vitalina Leal de Matos, António Machado Pires («Nemésio e os Açores»), Eduardo Lourenço, Vasco Graça Moura, Duarte Faria e Rosa Goulart.
A capa reproduz uma gravura francesa de 1860 figurando a Angra do Heroísmo natal do poeta, professor e crítico.

20€

Boletim bibliográfico 5/2023

Começado a elaborar pelo centenário de Natália Correia, senhora que se junta a uma série de senhores nascidos em 1923 que formariam uma selecção literária portuguesa capaz de se bater (e provavelmente vencer) com a do resto do mundo, eis um boletim bibliográfico que tem em destaque os seus Açores e outros escritores açorianos - Nemésio à cabeça, e ainda Côrtes-Rodrigues, Cristóvão de Aguiar, João de Melo, etc.; de Antero de Quental e Teófilo Braga também um «cheirinho» do tanto que cá temos, mas sem grandes exageros, porque estiveram abundantemente representados num catálogo recente (2021). 
E, claro, muito a propósito entram alguns livros da Companhia das Ilhas, editora independente açoriana que a bibliographias trouxe para a Feira do Livro do Porto e acaba agora de ver dois dos seus autores premiados (João Barrento e António Vieira).

Disponível para consulta

João Barrento — Aparas dos Dias (A escrita na ponta do lápis)

Companhia das Ilhas, 2023. In-8º de 284, [II] págs. Br.

“Este é o meu livro de leitura, de leituras, de colheitas, de respostas aos apelos de outros livros e a chamadas que sempre foram chegando, e continuam a chegar.
Legere = ler, colher, apanhar…. o que foi caindo dia a dia no papel, ainda na máquina de escrever, no computador, nos cadernos das intervenções públicas… Dessa massa se faz o pão deste livro múltiplo. O seu ritmo é o dos dias: desiguais e acidentados, com altos e baixos, estradas longas e pequenos atalhos e desvios. Breves iluminações e troços de respiração mais ampla. Espelho de interesses, de obsessões, de paixões que os anos só vêm confirmar e consolidar…”

Espécie de patchwork de críticas, crónicas, entrevistas, digressões e impressões, aforismos, outras prosas variadas e até algumas composições em verso, foi este o último – esperemos que não derradeiro, porque tem ar de livro-testamento… – título publicado pelo mais recente «Prémio Camões»; se já poderia/deveria ser uma das peças editoriais em destaque neste ano, agora sê-lo-á mesmo. Teve extensa recensão no antepenúltimo  número do «Ípsilon», do jornal Público.

Tiragem de apenas 150 exemplares, já dados como esgotados um dia após a atribuição do prémio; nova tiragem entrará em breve nos prelos. Por cá, sobra um da Feira do Livro, onde a bibliographias representou esta editora açoriana.

18€ (P.V.P.)

Antologia de Poesia Açoriana (do século XVIII a 1975)

Antologia de Poesia Açoriana (do século XVIII a 1975) / Selecção, prefácio e notas de Pedro da Silveira // Colecção Vozes do Mundo

Livraria Sá da Costa Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Tipografia Guerra Viseu). (1977). In-8º de [VI], 356, [VI] págs. Br.

Começando pelo famoso Tio Alexandre de Garrett (Fr. Alexandre da Sagrada Família, bispo de Angra, de quem temos algures perdida uma raridade qualquer entre milhares de livros); e apanhando pouco depois o João Cabral de Melo de quem o famosíssimo Neto foi brasileiro; a antologia contempla depois, entre muitos outros, nomes afamados como os Srs. Presidentes Teófilo e Manuel de Arriaga (os nossos dois primeiros chefes-de-Estado em República vieram dos Açores, nota curiosa), Antero açoriano poeta-mor, o Orpheunista Côrtes-Rodrigues, o recordista (8 poemas) Nemésio, o pintor e esporádico versejador António Dacosta, a centenária Natália Correia; a quem se seguem os ainda relativamente conhecidos Madalena Férin, Emanuel Félix (poeta da predilecção do conterrâneo e amigo Onésimo Teotónio de Almeida), Álamo Oliveira, Urbano Bettencourt, etc.

Bom exemplar, mas ligeiramente desvalorizado por ténues manchas de humidade em algumas folhas finais.

15€

Natália Correia — O Sol nas Noites e o Luar nos Dias

(Ponto de Fuga, junho de 2023). In-8º de 880 págs. Br.

Reedição da mão de Vladimiro Nunes (o próprio editor da Ponto de Fuga e chancelas paralelas) desta recolha da poesia (quase) completa de Natália Correia, cuja edição anterior saíra na sua editora de sempre, a D. Quixote, a cuja editora, a sueca Snu Abecasis, a editada apresentara Francisco Sá-Carneiro ("ela é uma princesa nórdica à espera do seu beijo de fogo", ou coisa que o valha; e o resto da história já toda a gente sabe): 

"Este volume, a todos os títulos essencial, foi o último grande empreendimento de Natália Correia. Antes de morrer subitamente, em Lisboa, na madrugada de 16 de março de 1993, a autora reuniu, «numa amplitude próxima do seu conjunto», mais de 50 anos de trabalho poético, dispersos por 14 livros: os fundadores — Rio de Nuvens (1947), Poemas (1955), Dimensão Encontrada (1957), Passaporte (1958); os que a Censura do Estado Novo apreendeu — Comunicação (1951), Cântico do País Emerso (1961), O Vinho e a Lira (1966); os de plena maturidade — Mátria (1968), A Mosca Iluminada (1972), O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro (1973); os de embriaguez e ressaca da(s) Liberdade(s) de Abril — Epístola aos Iamitas (1976), O Dilúvio e a Pomba (1979), O Armistício (1985) — e o de derradeira consagração pela forma clássica — Sonetos Românticos (1990). A cada etapa do itinerário, há espaço para pródigos lotes de inéditos, recolhidos de entre uma «volumosa desarrumação de desdenhados escritos». Profunda conhecedora da história da poesia portuguesa, Natália, feiticeira da palavra, apurou no caldeirão da sua obra uma alquimia de influências, em especial barrocas e românticas, com o condão de uma modernidade surrealizante que se coadunava com o seu lirismo torrencial, servido pelo verbo ágil, repentista e sempre irreverente que a tornou uma das vozes literárias mais singulares e intensas do século xx."

30€ (P.V.P.)

Natália Correia — Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente : peça em 3 actos

Natália Correia • Fernando Ribeiro de Mello/Edições Afrodite. (Esta edição com o total de duzentas e setenta páginas em papel La Crème de noventa gramas. com «vergé» seis desdobráveis. dezoito extra-textos em papel «printomat» de cento e cinquenta gramas. foi composta e impressa em novembro de mil novecentos e oitenta e um na Gráfica Maiadouro)

No mesmo sentido do texto de David Mourão-Ferreira apresentado nas badanas, aludindo ao “sombrio e sinistro soba que «reinou», em 1980, na esfera oficial da cultura portuguesa”, rezava assim a nota preliminar graficamente ornamentada: “Esta peça foi encomendada à autora pelo Teatro Nacional D. Maria II, para celebrar em 1980 o 4.º centenário da morte de Luís de Camões. A «má fortuna» que, em vida, perseguiu o poeta, atravessou-se neste projecto impedindo a sua concretização, por critérios que deslustram quem os assumiu”. O director do D. Maria II era Lima de Freitas, um dos ilustradores nesta passagem a livro; o “soba” seria decerto o Secretário de Estado da Cultura do governo de Pintasilgo, Vasco Pulido Valente, que terá recusado o financiamento à peça, sem o qual não pôde subir à cena - V.P.V. com quem a autora colaborava ou tinha colaborado na Secretaria de Estado, passando depois a referir-se a ele como “aquele com asco no nome”... .
“A peça camoniana de Natália (...) é acima de tudo uma luxuriante celebração da língua, pela recriação/reinvenção de um português falado por Camões e seus contemporâneos, que fosse digna de dar voz ao vate e receber intertextualidades de poemas e dramaturgia de Camões ele mesmo” (Armando Nascimento Rosa).

Ilustrações de Ângelo de Sousa, Carlos Calvet, Cruzeiro Seixas, Francisco Relógio, Júlio Resende e Lima de Freitas.

35€