catálogo on-line

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

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Aimé Césaire ― Discurso sobre o colonialismo

Discurso sobre o colonialismo (Prefácio de Mário de Andrade)

Livraria Sá da Costa Editora Lisboa. (1978). In-8º de 69, [III] págs. Br.

A edição original do livro do poeta francês fôra em 1955; sendo a tradução para esta edição portuguesa assegurada por Noémia de Sousa. Composição e impressão na viseense Tipografia Guerra, com tiragem declarada de 3000 exemplares.


8€

Voznessenski ― Antimundos

publicações dom quixote (1970). In-8º de 77, [III] págs. Br.

Armando Silva Carvalho assinava um extenso prefácio a esta recolha de poemas, propositadamente feita pelo poeta russo para a colecção Cadernos de Poesia. Entre nós menos conhecido e mais surrealizante do que os seus compatriotas mais célebres, a verdade é que, segundo aqui aparece indicado, o autor «chamava» 14.000 pessoas a ouvi-lo num estádio; e teria, à época, 100.000 leitores a esgotarem rapidamente as suas primeiras tiragens nas livrarias.  

7€

Alexandre O'Neill ― Poesias Completas

Poesias Completas (introdução Miguel Tamen)

Assírio & Alvim (2000). In-8º gr. de 541, [3] págs. Br. 

Publicado nas «Obras de Alexandre O’Neill», o volume recolhe Tempo de Fantasmas, No Reino da Dinamarca, Abandono Vigiado, Poemas com Endereço, Feira Cabisbaixa, De Ombro na Ombreira, Entre a Cortina e a Vidraça, A Saca de Orelhas, As Horas já de Números Vestidas, Dezanove Poemas e O Princípio de Utopia, O Princípio de Realidade seguidos de Ana Brites, Balada tão ao Gosto Popular Português & Vários outros Poemas, sendo rematado ainda por três poemas finais «Dispersos».

Primeira de várias edições entretanto publicadas.

25€

Al Berto ― O Medo

Assírio & Alvim (1997). In-8º gr. de 640, [II] págs. Br.

Dispensará decerto apresentações esta conhecida recolha da produção do poeta de Sines, aqui na terceira das cinco edições dadas a lume até hoje - a primeira na Assírio e a primeira póstuma, publicada no próprio ano da morte do autor; sendo as duas anteriores da Contexto, cuja capa homoerótica, aproveitando um retrato do poeta em pose de «diva» por Paulo Nozolino, era aqui substituída (mas recentemente recuperada) por uma mais sóbria em fundo negro com o corte das folhas tintado, numa solução graficamente discutível, a roxo. Das cinco, há-de ter sido de longe esta a mais lida, consultada e requisitada pelo luso público ledor de poesia, pelo que também ela dispensará minuciosas descrições.


38€

O Dia 24 de Agosto


Já temos uma pátria, que nos havia roubado o despotismo: a timidez, a covardia e a ignorância que o tinham criado, que se prostravam com vil idolatria ante a obra das suas mãos, acabaram. A última hora da tirania soou; o fanatismo, que ocupava a face da terra, desapareceu; o sol da liberdade brilhou no nosso horizonte, e as derra­deiras trevas do despotismo foram, dissipadas por seus raios, sepultar-se no inferno.

(Almeida Garrett, in O Dia 24 de Agosto, edição nossa. PVP: 10€) 

Carlos de Oliveira ― Poesias (1945-1960)

Portugália Editora. Lisboa. (1962). In-8º gr. de [8], 174, [6] págs. Br.

Colectânea publicada na série «Poetas de Hoje», reunindo toda a produção do poeta até à data (salvo o livro de estreia, «Turismo», que foi excluído): «Mãe Pobre» (1945), «Colheita Perdida» (1948), «Descida aos Infernos» (1949), «Terra de Harmonia» (1950) e «Cantata» (1960). Primeira edição.

Exemplar em muito bom estado, ainda praticamente como novo e sem qualquer defeito significativo.
 
25€

Carlos de Oliveira ― O Aprendiz de Feiticeiro

Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1971. In-8º de 289, [5] págs. Br.

Primeira edição de um livro que, entre apontamentos literários e pequenas notas de recorte auto-biográfico (viagens; memórias; diário), resulta na melhor aproximação possível ao próprio trabalho do autor – o curto capítulo dedicado a «Micropaisagem», por exemplo, é, a esse título, bem elucidativo; e que, se não falha a memória, será talvez o mais interessante caderno de notas alguma vez publicado por um escritor português.

Com fotografias «hors-texte» de Augusto Cabrita e capa do pintor Lima de Freitas (que teve, como Carlos de Oliveira, uma passagem inicial mais ou menos demorada pelo neo-realismo).

18€

Carlos de Oliveira ― Uma abelha na chuva (romance)

Livraria Sá da Costa Editora (1984). In-8º de 180, [VI] págs. Br.

Mais uma de tantas edições do romance, que como praticamente todos os trabalhos do autor foi sendo sucessivamente remodelado, neste caso de modo muito substancial.

Capa de Sebastião Rodrigues.

10€

Carlos de Oliveira ― Pequenos Burgueses (romance)

Coimbra Editora, L.da – 1948. In-8º de 228, [4] págs. Br.

Primeira edição de um dos livros principais do autor e do (nele um caso à parte) neo-realismo português, cujos ressaibos e influências na prosa cá da terra duraram até bem mais tarde do que se possa supor: parece espantoso nunca o termos lido em lado nenhum, mas o início de Nenhum Olhar, primeiro e melhor livro de José Luís Peixoto, é decalcadíssimo – topa-se à evidência – deste terceiro e último romance (propriamente dito) de Carlos de Oliveira.

O exemplar tem o carimbo e a assinatura de José Campeão, que em Coimbra o terá comprado logo em 1948, e que mais tarde o terá vendido (ou um proprietário posterior) à livraria portuense de Manuel Ferreira, cujo ex-libris pequeno ostenta. Com algum amarelecimento da margem lateral exterior da capa.
 
35€ (reservado)

Carlos de Oliveira, 1º centenário do nascimento

Comemora-se hoje - pouquíssimo, como se o lê pouquíssimo... - o primeiro centenário do nascimento de um dos grandes poetas da história da literatura portuguesa, nascido a 10 de Agosto de 1921 no Brasil; de onde viria aos 2 anos com os regressados pais para Portugal.

Cresceu na região da Gândara (Cantanhede), fez os estudos em Coimbra, onde começou a ingressar nas fileiras neo-realistas, e foi depois para Lisboa, passando à beira-Tejo o resto dos seus dias até 1981.
Desde cedo, quer em verso quer em prosa, o seu trabalho revelaria uma preocupação e uma qualidade formal nada comuns no neo-realismo, avançando progressivamente a poética para um apuro e uma contenção que já só muito ao longe deixariam ver a toada social mais nítida desses primeiros tempos. Cantata (1960), um dos mais belos livros da poesia portuguesa, marcaria uma espécie de fronteira entre essas duas fases tão diversas - após 10 anos de «silêncio», que Alexandre O'Neill «censurava», ainda sem saber o que aí vinha, na dedicatória de oferta aqui reproduzida. 

Ricardo Jorge ― De Ceca e Meca (Impressões e Estudos de Viagem)

Lisboa (Edição do centenário sob o patrocínio do Instituto de Alta Cultura. Composto e impresso nas oficinas gráficas da Editorial Minerva). In-8º de 292, [2] págs. Br.

“Com este volume póstumo de Ricardo Jorge termina a série das suas Impressões e Estudos de Viagem. Ao que ficou dito pelo Autor no começo do Canhenho dum vagamundo e das Passadas de erradio – os dois volumes precedentes da mesma série –, nada há que ajuntar a respeito do teor genérico, que se mantém sem alteração. Como neles, os artigos enfeixados circularam na imprensa periódica, publicados na sua quase totalidade no Diário de Notícias”, juntando-se-lhes alguma prosa que por uma razão ou outra não tivesse chegado a sair. Os ditos artigos foram encaixados pelo editor nas secções «A Caminho do Próximo Oriente», «Terra Santa e Terras de Mafoma», «De Paris» (meia centena de páginas), «Paris-Genebra» (“Lusos além e aquém”: pelos vistos, já na altura havia emigração portuguesa naquelas bandas), «De Berlim», «De Lião», «De Zagreb», «Para o Brasil», «Portugal na Holanda», «De Dresde», «À Volta de Bucareste», «Imagens do Marroco Português» e «Além-Mar em África».

Exemplar globalmente bom no miolo, mas com a capa ligeiramente desgastada e uma ligeira quebra à cabeça das folhas finais provavelmente decorrente de queda. Pertenceu ao médico e bibliófilo coimbrão Júlio Formigal, de quem tem a discreta assinatura.

15€

Abel Salazar ― Um Estio na Alemanha

Coimbra, Editorial Nobel. 1944. In-8º de 291, [1] págs. Br.

Primeira edição deste livro de impressões de viagem, cujo título muito dificilmente se compreenderá – dado que a uma primeira parte dedicada a Berlim se segue uma outra, ainda mais extensa, respeitante a Madrid, que termina (a compreensão continua complicada) com um capítulo sobre a Bélgica e a Holanda. Destaque, no que toca propriamente à capital espanhola, para as impressões de arte a partir de uma visita ao Prado, em particular o longo – de 75 páginas – ensaio consagrado a El Greco; que, por si só, praticamente justifica o volume.

15€

Abel Salazar ― Uma Primavera em Itália

Nunes de Carvalho, Editor 1934 Lisboa. In-8º de 195, [5] págs. Br.

Volume inaugural de «Contemporânea: Biblioteca de Autores Nacionais e Estrangeiros», com uma longa e panegírica bio-bibliografia do autor até à época (assinada A.L. – provavelmente, Almerindo Lessa), precedida de uma sua caricatura por Luís de Pina. O livro, a meio-termo entre impressões de viagem e abstracções mais genéricas sobre arte, integra os capítulos «A loucura das païsagens», «Turim», «Milão e a sua catedral», «A Primavera do Lago de Como», «Florença», «Roma», «Nápoles», «Pisa – Génova – Turim», «Veneza», «Entêrro em Veneza», «Melancolia do Lido» e «A Morte de Veneza».


15€

Abel Salazar ― Pousão

Modo de Ler
In-4º de 141, [17] págs. Br. [Livro]
In-4º gr. de [10] estampas litográficas polícromas. [Estojo com as ilustrações]
In-4º gr. [Estojo exterior cartonado]

Reedição do interessante estudo de Abel Salazar acerca da obra do fugaz pintor alentejano e portuense de quem foi entre nós o primeiro defensor acérrimo, acompanhado nesta edição de luxo por 10 reproduções a cores de conhecidos trabalhos seus, estando todo o conjunto acoplado dentro de um belo estojo com abertura lateral; sumptuosidade que contou com o patrocínio do Casino da Póvoa.

O livro propriamente dito é igualmente um 3 em 1: ao texto primitivo somam-se aqui dois inéditos, o da historiadora de arte Laura Castro em comentário e o conto do romancista Mário Cláudio, «A Morte de Tibério», uma ficção de um trecho da última estada do pintor em Capri e dos seus derradeiros dias de vida já moribundo no Alentejo - traçada também ela com mão de mestre.


100€

8 reproduções de trabalhos de Abel Salazar

8 reproduções de trabalhos de Abel Salazar / com um estudo crítico de Diogo de Macedo

(Obra editada pela Fundação Abel Salazar, Porto / Capa e direcção gráfica de Alberto Cardoso, fotografias de Álvaro C. Azevedo (Alvão) e de Horácio Novais // Reproduções em heliogravura executadas pela Neogravura, lda.; páginas de texto compostas e impressas pela Casa Portuguesa; capa composta e impressa pela Nova Lisboa Gráfica, lda.; Lisboa – Dezembro de 1955). In-4º gr. de [8] págs. [caderno] + [8] ff. de estampa.

Envoltos juntamente com o estudo de Diogo de Macedo numa espécie de estojo de cartolina que lhes serve de capa, os trabalhos aqui reproduzidos por heliogravura são exclusivamente retratos: além do conhecido auto-retrato de Abel Salazar, os de Camilo, Eça, Junqueiro, Maximiliano Lemos, Marck Athias, Duarte Leite e Einstein.

Ligeiro desgaste da capa, com uma pequena marca a tinta.


40€

Agostinho da Silva ― Parábola da Mulher de Loth

Parábola da Mulher de Loth
// seguida de Policlés e de um Apólogo de Pródigo de Céos

(Composto e impresso nas Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa, Suc.es, Ld.a – V. N. de Famalicão, 1944. In-8º peq. de 89, [3] págs. Br.

Tríptico publicado por Agostinho da Silva em edição de autor, estando este exemplar valorizado por uma dedicatória de oferta com que brindou um destinatário (letra intraduzível, como de costume) que nem sequer o chegou a abrir – todos os cadernos se conservam fechados, conforme saíram do prelo.


15€

Adolfo Casais Monteiro (Selecção de poemas por João Rui de Sousa)

Documenta Poética 1 / assírio & alvim (1973). In-8º q/quadrado de 173, [3] págs. Br.

Volume inaugural de uma célebre colecção então dirigida por E. M. de Melo e Castro, com capa de Dorindo Carvalho. A recolha apresenta ensaios preliminares de António Ramos Rosa, João Rui de Sousa e o próprio Melo e Castro.

Exemplar em bom estado no miolo, mas um tanto manchado na capa.


14€

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia Portuguesa Contemporânea

Lisboa: Sá da Costa, 1977. In-8º de VI, 336, [II] págs. Br.
 
Primeira edição, integrada na colecção «Descobrir Portugal», com capa de Sebastião Rodrigues e tiragem declarada de 3000 exemplares - alguns dos quais em nossas mãos. O livro traça uma panorâmica pessoal da poesia portuguesa desde o séc.XIX, através de capítulos quase todos consagrados a algum poeta em particular, detendo-se naturalmente com maior afinco na geração saída da Presença.

15€

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia da «Presença»

A Poesia da «Presença» (estudo e antologia / nova edição)

Círculo de Poesia ―― Moraes Editores, Lisboa / 1972. In-8º de 364, [4] págs. Br.

O estudo introdutório de Casais Monteiro ocupa cerca de quatro dezenas de páginas e foi alinhado nas secções «História e situação da Presença», «Breve panorama da moderna poesia portuguesa» e «Plano e razão de ser desta antologia» - que por sua vez se divide em «António Nobre», «A geração do «Orpheu»», «Contemporâneos brasileiros» (Ribeiro Couto, Jorge de Lima, Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Vinicius de Morais) e «Contemporâneos portugueses» (trinta nomes seleccionados, na maioria presencistas mas também os «novos» do Novo Cancioneiro, neo-realistas em formação, que chegaram a publicar na revista).
A edição primitiva saíra no Brasil em 1959.

20€

Adolfo Casais Monteiro — A Poesia da «Presença»

A Poesia da “Presença” (Estudo e Antologia) / Prefácio por Osvaldo Manuel Silvestre

Livros Cotovia (2003). In-8º gr. de 342, [II] págs. Cart.

Uma nota editorial preliminar refere ter baseado esta edição na portuguesa de 1972 (que acima se apresenta), até na introdução “muito mais completa que a reproduzida na edição brasileira” original, publicada em 1959. O prefácio de Silvestre começava por anotar, por sua vez, que “Vários são os factores que concorrem para o carácter único da antologia que o leitor tem agora em mãos. Desde logo, esta é a antologia de referência de todas as que no século XX português tiveram como objecto uma geração, corrente ou movimento literários desse mesmo século. Não existe nada de comparável para o Orpheu ou para o neo-realismo”.

Bonita cartonagem com o logotipo da revista gravado na pasta superior e na lombada; revestida de sobrecapa em papel.

Exemplar por estrear.

18€

António Rebordão Navarro ― Estados Gerais (crónicas)

Estados Gerais (crónicas) / Prefácio de Salvato Trigo

Lello & Irmão – Editores, Porto. (1991). In-8º de 263, [I] págs. Br.

Selecção de cem crónicas dentre as que o autor vinha mantendo no Jornal de Notícias sob esse título desde 1985; só para exemplo, «Kafkiana», «Elogio do gato», «O castelo da Foz», «Cinco colagens e um epílogo na morte de Carlos Drummond de Andrade», «São Luís Veiga Leitão», «Madame Bovary», «Evocação de Daniel Filipe», «Jorge de Sena», «Dali», «Dante, Camões e o Profeta», «Charlot», «O Nobel da Literatura», «Beckett», «Cesário, Poe e Camilo».
12€

Alberto Luís ― Temas de Banca Nacionalizada

Porto – 1978. (Imprensa Portuguesa
● Rua Formosa, 108-116). In-8º de 143, [1] págs. Br.

Um dos livros (todos ou quase todos jurídicos) publicados em nome próprio pelo marido e praticamente co-autor (conselheiro, corrector, revisor, às vezes ilustrador, etc.) dos livros de Agustina: "Os estudos que aqui publico representam alguns capítulos da minha experiência como jurista, colhida numa instituição de crédito nacionalizada. São estudos elementares, circunstanciais, para acudir à compreensão de problemas jurídicos imediatos, ao sabor da inflação legislativa e regulamentar. (...) Num período em que a Constituição da República oferece a imagem artificial de um regime de convivência que abstrai dos conteúdos concretos das relações inter-humanas, num sistema em que o jogo das forças económicas e políticas não definiu um conceito sobre a posição recíproca dos indivíduos e a sua expansão na sociedade (...) o jurista está condenado, não só a ser considerado supérfluo, mas também «incómodo». As páginas que se seguem demonstram-no suficientemente. No entanto, constituem uma experiência que desejo fixar como uma espécie de excentricidade da memória, como afirmação de uma maneira interior de existir", assim terminava a apresentação do autor, que nos apanha na pior altura possível para lhe darmos razão quanto às reservas sugeridas à nacionalização da banca...

12€

Agustina Bessa Luís ― O Sermão do Fogo (romance)

Livraria Bertrand. [S/d – 1962?]. In-8º de 282, [2] págs. Br.

Primeira edição do 12.º título da longa bibliografia da autora, que dizia tê-lo composto em Esposende; com capa de Guilherme Casquilho. Mais tarde reeditado na Guimarães, foi em 2019 recuperado pela Relógio d'Água, que tem vindo a apostar no corpus de uma escritora que, palavras do responsável da humanitária Babel (absorveu a Guimarães Editora) quando ela ficou doente deixando portanto de escrever romances, "não vende".

Exemplar revestido de sóbria encadernação em pele, conservando ambas as faces da capa de brochura.

35€

Agustina Bessa Luís ― Conversações com Dmitri e Outras Fantasias

inverso / Na Regra do Jogo, 1979. In-8º de 110, [2] págs. Br.


Contava recentemente numa sua crónica a jornalista Clara Ferreira Alves ter sido este o primeiro livro que de Agustina leu – conjunto de pequenas prosas, precisamente em modo de crónica, que vão buscar o título a Tolstoi («Conversação com Dmitri» I e II) e tanto se podem debruçar sobre Broch, Brecht e Boris Vian como sobre o sul de Itália, a Grécia (onde fez uma famosa viagem com Sophia e Eugénio de Andrade), Castela-a-Velha ou a Vila do Conde de meados do século.

Cliché de um retrato da autora recortado sobre folha preliminar.

Tiragem declarada de 2000 exemplares, este bem conservado no miolo, apesar de uma discreta assinatura na folha de guarda; a capa apresenta pequenas manchas em ambas as faces.


15€

José Marmelo e Silva ― O Ser o Ter / seguido de / Anquilose (ficção)

Editora Ulisseia, Lisboa. (1968). In-8º de 206, [2] págs. Br.

“Após vinte anos de silêncio, só em parte interrompido pela reedição das suas obras, José Marmelo e Silva publica novo livro, que vem confirmar as coordenadas e problemática que o colocam definitivamente num primeiro e originalíssimo plano da nossa literatura de ficção”, assim apresentavam os editores este conjunto de duas novelas, que se segue na bibliografia do escritor espinhense a Sedução, O Sonho e a Aventura e Adolescente Agrilhoado; reproduzindo na outra aba apreciações altamente laudatórias de Casais Monteiro, Saramago, Gaspar Simões, Mário Sacramento e Urbano Tavares Rodrigues.


15€

José Marmelo e Silva ― Adolescente Agrilhoado (4.ª edição, revista)

Caminho, o Campo da Palavra (1987). In-8º de 142, [2] págs. Br.

“Adolescente Agrilhoado é não só uma das obras-primas da nossa literatura, mas o mais belo romance da adolescência que até agora se escreveu entre nós”, dizia deste livro o crítico literário Mário Sacramento.

Exemplar em boa condição, mas ligeiramente prejudicado pelo que parece uma marca de etiqueta na capa e alguns vincos nos pés das folhas.

8€


Nuno Bragança ― Square Tolstoi

assírio e alvim (1981). In-8º q/quadrado de 213, [3] págs. Br.

Edição original do terceiro título do autor dos mais conhecidos (e ainda mais interessantes) A Noite e o Riso e Directa.

Bom exemplar, embora com ligeiras marcas de desgaste na capa.

15€

Fernanda Botelho ― Terra sem Música (O Livro de Pitch)

Livraria Bertrand (1969). In-8º de 309, [3] págs. Br.

Edição original do sétimo título publicado pela autora, dado a lume na profusa «Colecção Autores Portugueses», com capa de José Cândido. Salvo erro, este livro ainda não integra as reedições da romancista que a Abysmo tem ultimamente levado a cabo.

Exemplar valorizadíssimo por uma dedicatória manuscrita da própria Fernanda Botelho “Para os meus padrinhos, com o grande e sincero afecto da Fernanda / Lx. Maio 1969”, e portanto peça de estima.

22€

Fernanda Botelho ― A Gata e a Fábula (romance) / (3.ª edição)

Livraria Bertrand. [S/d]. In-8º de 307, [5] págs. Br.

Indicada como terceira edição, foi apenas mais uma reimpressão da edição original do romance de Fernanda Botelho que porventura mais terá vendido.

Exemplar com ligeiro desgaste exterior, de resto bem conservado.

8€


Fernanda Botelho ― O Enigma das Sete Alíneas

Best-Sellers / Lisboa, 1963. In-8º de 55, [1] págs. Br.

“Reedição de uma novela aparecida em «Graal» (n.º1) e quase desconhecida do público”, quarto título publicado na «Colecção Antológica Best-Sellers». 

7€ 


Fernanda Botelho ― Calendário Privado (2.ª edição)

Livraria Bertrand (1973). In-8º de 267, [1] págs. Br.

Publicado de origem em 1958, deste romance disse logo na altura João Pedro de Andrade que “em França ou em Inglaterra, Calendário Privado teria repercussão europeia”.

Exemplar aparentemente por estrear, mas com ligeiro desgaste da capa, que na face inferior apresenta algumas manchas mais pronunciadas.

10€

Graça Pina de Morais ― Na Luz do Fim (contos)

Delfos. (Composto e impresso na Editora Gráfica Portuguesa, Lda.). [S/d]. In-8º de 167, [5] págs. Br.

Segundo livro de contos desta escritora-médica portuense tão apreciada por Herberto Helder, que a recomendou para republicação/recuperação à Antígona, segundo o próprio editor; o terceiro da sua bibliografia, seguindo-se à estreia O Pobre de Santiago (1955) e ao mais conhecido romance A Origem (1958). A capa, muito conseguida, foi de Pires de Oliveira.
O livro integra «Na Luz do Fim», «O Círculo Vicioso», ««Bem Aventurados os Simples»», «Cristina» e «Os Incomunicáveis».

15€

José Saramago ― Manual de pintura e caligrafia

Manual de pintura e caligrafia
———Romance——— (2.ª edição) / Prefácio por Luís de Sousa Rebelo do King's College, Londres

editorial Caminho, "O Campo da Palavra" (1983). In-8º de 315, [V] págs. Br.

É bastante extenso - cerca de três dezenas de páginas - o texto do ensaísta acrescentado a esta segunda edição, começando por sublinhar o lugar cimeiro que já então atribuía a Saramago no contexto do "ressurgimento" da ficção portuguesa pós-25 de Abril e assinalando que "Um dos rasgos mais originais deste romance (...) está precisamente em mostrar, ao nível banal do quotidiano, o potencial de futurível que nele vive como lume de transformação".

Exemplar bem cuidado, salvo o ligeiríssimo desgaste da capa e uma discreta nota de compra da mão do antigo proprietário, conhecido médico portuense, bibliófilo e ele mesmo premiado (embora fugaz) escritor.

20€

Isabel da Nóbrega ― Solo para Gravador (contos)

Editorial Futura / Carlos & Reis, Lda. (R. Francisco Metrass, 2-A); Lisboa, 1973. In-8º de 149, [11] págs. Br.

Edição original do quarto título da segunda mulher de José Saramago – que, ao contrário do que muitas vezes se lê e ouve, ainda escreveu uns quantos; e que precisamente “Para o José” consagrava no pórtico de dedicatória.

15€

Ana Hatherly ― 63 Tisanas (40-102)

Círculo de Poesia ———— Moraes Editores, Lisboa / 1973. In-8º de [VI], 40-102, [I] págs. Br.

Espécie de sequela de 39 Tisanas, publicado quatro anos antes.

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pela autora a um médico e escritor também portuense e também publicado (mas no Círculo de Prosa) pela Moraes, a ele e à "sua mulher, lembrando o prazer que tive em conhecer-vos"; integra ainda um folheto turístico de promoção à Quinta do Robalo, na Caparica, com o cartão de visita de Henry Hatherly.

25€ (reservado)


João Pimenta [1930-2021]

Morreu João Gomes Pimenta, o bom velho livreiro da Figueirinhas que dominava a Praça da Liberdade, já lá implantada desde o tempo em que ainda se chamava apenas «Praça Nova» - um dos últimos sobreviventes de uma gloriosa geração de livreiros do Porto. Era senhor de uma pausada e deliciosamente irónica inteligência, sempre arguta e distanciada sobre o mundo e as coisas; e sempre cercada de livros e mais livros, como a de qualquer livreiro que se preze.
Na nossa infância, a entrada no maravilhoso mundo das livrarias foi pelas portas da dele, uma dando para a Praça e outra para a Rua do Almada. Fecharam nos anos 80, mas ainda resiste na memória a planta do edifício cuja visita era o prato-forte do programa dos sábados de manhã.

Aqui fica a pessoal homenagem ao tio-avô livreiro, o predecessor familiar na profissão.

Yvette K. Centeno ― As Palavras, que Pena (Romance)

Edições Ática, Lisboa (1972). In-8º de 128, [IV] págs. Br.

Terceiro e último «romance» (a autora dizia no prefácio que não se importava se não se lhes chamar romances, e sim por exemplo "objectos de meditação") de uma trilogia começada com Quem, se eu gritar e continuada com Não só quem nos odeia; que foi o sexto título da hoje longa bibliografia de Y.K.Centeno, e que segundo ela teve de esperar cinco anos até que algum editor finalmente lhe pegasse.

Capa do habituée Vítor Simões.

12€

Yvette K. Centeno ― Sinais

(Sinais, com um desenho de V. Simões, décimo quinto título da colecção O Oiro do Dia, foi composta e impressa (numa tiragem de 250 exemplares, numerados) para a Editorial Inova / Porto, na Tipografia e Encadernação Alberto de Oliveira, Lda. Travessa de Cedofeita, 48
―― Outubro / 1977). In-4º esguio de [16] págs. Br.

Exemplar n.º 212 dos 250 declarados na nota de impressão.


14€

Yvette K. Centeno ― Poemas Fracturados

Colecção Poesia e Verdade / Guimarães Editores. (Composto e impresso em Outubro de 1967). In-8º gr. de 54, [II] págs. Br.

Exemplar com algum escurecimento das margens da típica capa da colecção, a isso bastante susceptível.

14€

Yvette K. Centeno ― Irreflexões

Edições Ática, Lisboa. (1974). In-8º de 195, [I] págs. Br.

Transcreva-se para exemplo a primeira destas "irra!flexões" ou, mais oficialmente, Irreflexões (e outros lugares-comuns) / 1961-1971: "Penso mas não existo logo. / Só existo passado um bocadinho".

Exemplar com a capa (de Vítor Simões) algo manchada.

14€


Luísa Neto Jorge ― Os Sítios Sitiados

Plátano Editora, 1973. In-8º de 277, [3] págs. Br.

Foi a primeira grande recolha da poesia de Luiza, agrupando os livros antes dados A Lume (A Noite Vertebrada, Quarta Dimensão, Terra Imóvel, O Seu a Seu Tempo, Dezanove Recantos e O Ciclópico Acto), a que junta os inéditos Os Sítios Sitiados e O Amor e o Ócio.
Exemplar aparentemente ainda por estrear, com o selo da portuense Livraria Unicepe. 

25€ 

Luísa Neto Jorge ― O Seu a Seu Tempo

Ulisseia. Lisboa. (1966). In-8º de 60, [4] págs. Br.

Volume também publicado na conhecida série «Poesia e Ensaio», reunindo os títulos «As propriedades e os estados da matéria», «Outra genealogia» e «O seu a seu tempo»; sob a direcção gráfica do pintor Espiga Pinto.

Exemplar em muito bom estado, mas descontando igualmente a habitual mancha das duas folhas de guarda decalcadas de cada uma das abas, que com muita frequência aparece nos volumes da colecção.
 
25€

Fiama Hasse Pais Brandão ― Barcas Novas

(Este 16.º volume da Colecção Poesia e Ensaio foi composto e impresso na Companhia Editora do Minho – Barcelos, para a Editora Ulisseia – Lisboa, Fevereiro de 1967). In-8º esguio de 96, [IV] págs. Br.

Segundo título de poesia da escritora, que nela se estreara com Morfismos, em Poesia 61, mas entretanto se dedicara principalmente ao teatro durante essa primeira década de actividade literária.

Exemplar com o habitual escurecimento marginal das primeira e última páginas por acção das abas da capa sobre o papel; havendo ao longo do volume ainda algum também relativamente habitual escurecimento mais ligeiro das margens.


25€

Fiama Hasse Pais Brandão ― F de Fiama (nove biografias) / antologia própria

teorema (1986). In-8º de 
95, [V] págs. Br.

A recolha abrange composições de Morfismos (1961), Barcas Novas (1967), (Este) Rosto (1970), Era (1974), Novas Visões do Passado (1975), Ó Túmulo, Ó Vagas, Homenagem à Literatura (1976), Melómana (1979), Área Branca (1979) - incluindo dois inéditos não publicados no livro, Âmago 1 (1985). De metade deles (4) dispomos de exemplares das edições originais.

Exemplar por estrear.


10€