catálogo on-line
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Casimiro de Brito ― mesa do amor
Casimiro de Brito ― intensités / intensidades
l’arbre à paroles [SD - DL1999]. In-8º de 153, [3] págs. Br.
Edição publicada pela belga (valónia) Maison de la Poésie de Amay, impressa sobre bom papel com uma tiragem presumivelmente não muito ampla; quatro anos após a original em língua portuguesa.
Fiama Hasse Pais Brandão ― Três Rostos
Fiama Hasse Pais Brandão ― Novas Visões do Passado
Fiama Hasse Pais Brandão ― O Texto de João Zorro
Primeira (e salvo erro única) edição desta que foi a primeira recolha da produção poética de Fiama, a partir dos seus primeiros títulos publicados desde «Poesia 61»: Morfismos (1961), Barcas Novas (1967), (Este) Rosto (1970), aos quais aqui se junta o inédito Era (1974). Publicada na colecção «Coroa da Terra» com um desenho de Ângelo de Sousa na capa e um retrato da antologiada, tirado por Egito Gonçalves, em fotogravura sobre folha destacada.
Sofia de Melo Breiner ― Antologia (2.ª edição, aumentada)
Recolhe composições de Poesia, Dia do Mar, Coral, No Tempo Dividido, Mar Novo, O Cristo Cigano, Livro Sexto e Geografia, acrescentando o apêndice final Arte poética. A edição original saíra dois anos antes, na igualmente famosa colecção «Poetas de Hoje», da Portugália.
15€
Sofia de Melo Breiner ― Contos Exemplares
Portugália Editora (1970). In-8º de 195, [9] págs. Br.
85.º título publicado na célebre colecção «contemporânea», com a habitual capa de Câmara Leme, o volume apresenta na face inferior da dita capa um retrato de Sophia e nas abas apreciações críticas ao livro da pena de Álvaro Salema e José Palla e Carmo. É nesta edição que pela primeira vez aparece o longo paratexto do bispo do Porto aproveitado nas dezenas de edições seguintes que o livro conta até hoje.
14€
Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado
Editorial Inova Limitada (1969). In-8º gr. de 134, [10] págs. Br.
O próprio Eugénio de Andrade assinava primeiro o texto introdutório e a nota bibliográfica final que logo esclarecia: “A presente tradução, que me foi encomendada em 1957 pelo meu amigo José Cardoso Pires, foi feita sobre o texto da primeira edição das Lettres Portugaises” e cotejada com as compatriotas anteriores, das quais o poeta destacava a de Luciano Cordeiro (2.ª edição, de 1891, que também temos). Entretanto não publicada, conheceria aqui a sua estreia, a celebrar o 300.º aniversário da edição original francesa e a inaugurar uma colecção «arte de amar» que, salvo erro, não terá continuado.
Exemplar da tiragem comum, mesmo assim impressa sobre bom papel offset de 100 gramas e apresentando em folhas destacadas (in-texte, embora não numeradas) os seis desenhos de Rodrigues.
Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado (tradução)
Eugénio de Andrade ― Os Afluentes do Silêncio
Eugénio de Andrade ― Antologia Breve
Editorial Inova Limitada. (1972). In-8º de [4], 88, [8] págs. Br.
Primeira edição desta recolha, publicada na colecção «Duas Horas de Leitura», com a capa ilustrada na frente por um retrato fotográfico do autor e atrás por uma fotografia das Fontainhas, no Porto, tirada por José Rodrigues. «Da Palavra ao Silêncio» colige textos de entrevistas concedidas por Eugénio de Andrade, aqui reproduzidas em montagem feita pelo próprio. Além do prefácio, o volume transcreve, em folha preliminar, apreciações sobre Eugénio de António José Saraiva, Eduardo Lourenço, João Rui de Sousa, Jorge de Sena, Marguerite Yourcenar e Vergílio Ferreira.
Arnaldo Saraiva ― Eugénio de Andrade
A recolha consta de um ensaio biográfico, uma longa reposição bibliográfica e uma antologia de textos sobre Eugénio; de quem se apresenta também, a meio do volume, em folhas de papel couché, uma selecção fotográfica.
Arnaldo Saraiva — Literatura Marginalizada
Porto, 1975 (composição e impressão de rocha / artes gráficas – Vila Nova de Gaia). In-8º de 168, [4] págs. Br.
O volume reúne nove textos acerca dos temas enunciados em subtítulo, alguns (se não todos) dos quais já antes publicados.
Exemplar com marcas de uso.
7€
Arnaldo Saraiva — Encontros Des Encontros
O volume recolhe entrevistas a Fidelino de Figueiredo, Almada Negreiros, José Régio, Jorge de Sena, E. M. de Melo e Castro, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa, Haroldo de Campos, Samuel Beckett, etc.; além de dois inquéritos e textos e ensaios diversos.
Exemplar autografado por Saraiva na folha de rosto; e pela anterior proprietária na de guarda.
Arnaldo Saraiva — Conversas com Escritores Brasileiros
O volume recolhe as entrevistas mantidas com autores brasileiros de entre as publicadas em Encontros Des Encontros, às quais acrescenta outras de vária publicação dispersa.
Exemplar com dedicatória de oferta manuscrita à colega ensaísta e colega de trabalho Vera Vouga.
Óscar Lopes — Álbum de Família
editorial Caminho (1984). In-8º de 190, [2] págs. Br.
“Os textos reunidos neste volume encontravam-se dispersos e quase todos eles praticamente inacessíveis ao leitor português actual”, dedicados a Garrett, Arnaldo Gama, Camilo, Júlio Dinis, Herculano, Eça e Oliveira Martins, além de um final mais abrangente «Trinta anos de poesia oitocentista (1860-1890). Panorâmica» - que se não falha a memória fôra o estudo preliminar da antologia Realistas e Parnasianos publicada ainda nos anos 40.
8€
Óscar Lopes - As Mãos e o Espírito
Distribuidores: Divulgação, Porto. (1958). In-8º de 43, [5] págs. Br.
Muito rara edição de autor (a primeira do livro, publicado de novo há alguns anos pela Campo das Letras), cuja tiragem terá decerto sido restrita.
Exemplar ainda por estrear, conservando as folhas por abrir e em condição francamente boa.
20€
A. J. Saraiva & Óscar Lopes — História da Literatura Portuguesa
Primeira das muitas edições que já conta o tratado de António José Saraiva e Óscar Lopes, aqui ainda dividido nas secções de capítulos «Introdução Geral», «Das Origens a Fernão Lopes», «De Fernão Lopes a Gil Vicente - O Fim da Idade Média», «O Renascimento», «A Época Barroca», «O Século das Luzes» e a algo confusa «O Romantismo», cujo capítulo final, «Correntes Literárias Modernas», chega já, por entre alguns tropeços cronológicos, aos nomes cimeiros da primeira metade do séc.XX.
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Óscar Lopes "Para a colega Maria da Conceição Fonseca, com as homenagens de afectuoso respeito", datada de Novembro de 54; da «homenageada» sendo decerto os sublinhados e esparsos apontamentos a tinta que, de outro modo, o prejudicariam significativamente; assim, apenas o desdouram certo desgaste exterior, com ligeira fissura na lombada, e o escurecimento das folhas iniciais.
35€
A. J. Saraiva & Óscar Lopes — História da Literatura Portuguesa
Porto Editora, Lda. (Rua da Fábrica, 54 – Porto) / Empresa Lit. Fluminense, Lda. (R. da Madalena, 145 – Lisboa-2). [S/d]. In-8º de 1134, [2] págs. Enc.
Exemplar encadernado com gravações douradas na pasta superior e na lombada; não conservando porém a capa primitiva. Bastantes folhas sublinhadas, quer a lápis quer a tinta, desvalorizando-o por isso q.b.
Sentido que a Vida Faz: Estudos para Óscar Lopes
Publicado por ocasião do 80.º aniversário do ensaísta, este monumental volume apresenta dele uma extensa biobibliografia de duas dezenas de páginas e depois os cerca de sessenta estudos – alguns deles camilianos – divididos pelas secções «Literatura» e «Linguística»: da autoria de, entre outros, Onésimo Teotónio Almeida (pondo de castigo o Camilo polemista), Beatriz Berrini, Helena Carvalhão Buescu, Fernando Guimarães, Ana Hatherly, Maria Lúcia Lepecki, Isabel Pires de Lima, Eugénio Lisboa, Rosa Maria Martelo, Fernando Martinho, Fernando Cabral Martins, Vasco Graça Moura, Maria Helena da Rocha Pereira, Luciana Stegagno Picchio, Carlos Reis, Clara Crabbé Rocha, Urbano Tavares Rodrigues, Giuseppe Tavani, Alexandre Pinheiro Torres, Giulia Lanciani e Maria Helena Mira Mateus.
Encadernação em tela com sobrecapa de papel.
O exemplar apresenta dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio Óscar Lopes a um político conterrâneo matosinhense.
35€
Feira do Livro do Porto
Henrik Sienkiewicz — Quo Vadis
Edição cuidada, com belas ilustrações alusivas no texto e em frontão, tendo ainda cada capítulo letras capitais desenhadas no início e vinhetas decorativas no fim. Volume inaugural da «Collecção de Obras Celebres».
Exemplar revestido de uma boa encadernação com cantos e lombada em percalina, esta última gravada a ouro; conservando por inteiro a capa de brochura.
Stefan Zweig — O Combate com o Demónio (Hölderlin, Kleist e Nietzsche)
Stefan Zweig — Balzac
Stefan Zweig ― Triunfo e Infortúnio de Erasmo de Roterdão
Livraria Civilização – Editora. In-8º de 239, [1] págs. Enc.
“Aquele que sabe sugerir aos homens um novo ideal, a fé no progresso moral da humanidade, torna-se o guia dos seus contemporâneos: Erasmo foi esse homem.” Livro este ano reeditado pela Assírio & Alvim, que assim continua a dedicar-se ao escritor austríaco quando já ninguém diria, acompanhando aliás uma tendência da edição internacional.
Exemplar revestido de encadernação com cantos e lombada em pele (couro), conservando a face superior da capa de brochura.
14€
Stefan Zweig — Maria Stuart (tradução de Alice Ogando)
Versão portuguesa, a partir do original em língua alemã, da conhecida biografia da monarca da Escócia, ilustrada ao longo do volume pela reprodução de gravuras e retratos antigos sobre folhas destacadas de papel couché. Da rainha dizia Zweig no prefácio que “Nenhuma outra mulher da História Universal provocou uma eclosão tão abundante de dramas, de romances, de biografias e de discussões” e que “talvez não exista outra que tenha sido pintada com traços tão diferentes: ora como assassina, ora como mártir, ora como tonta intriguista, e até como santa”.
Exemplar revestido de uma bem conseguida encadernação em material sintético, gravada a ouro e a seco com o escudo de armas escocês sobre a pasta superior; e conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado no miolo, mantendo ainda as folhas, por regra, praticamente limpas.
10€ (reservado)
Stefan Zweig — Fernão de Magalhãis
Livraria Civilização – Editora. (1939). In-8º gr. de 282, [6] págs. Br.
Na sua introdução ao livro, o escritor austríaco explicava como ele resultou de um sentimento de vergonha por, estando a viajar para a América do Sul num luxuoso transatlântico, ter ao fim de alguns dias sentido um crescente tédio, de que se penitenciou ao confrontar as cómodas facilidades da sua travessia com a dificuldade das que fizeram os navegadores dos Descobrimentos; resolvendo por isso começar a estudá-los na biblioteca do navio e contando que um vulto se destacou da leitura, o de Magalhães, responsável por aquela que fôra talvez “a mais extraordinária odisseia na história da humanidade” e sobre quem ainda assim, dizia, tão pouco se havia estudado. Segunda edição, publicada logo poucos meses após a primitiva.
Stefan Zweig — Amok
Stefan Zweig — Um Segrêdo Ardente (tradução de Alice Ogando)
Stefan Zweig — Caleidoscópio
Livraria Civilização - Pôrto. [S/d - 1942?]. In-8º de 177, [7] págs. Br.
Volume de contos originalmente publicado em 1936 - «Raquel acusa Deus», «Os olhos do Padre Eterno», «A lenda da terceira pomba» e «Gémeas desiguais».
Bom exemplar: discretíssima assinatura sobre a face superior da capa (quase não se vê na imagem); selo duplo da Coimbra Editora no respectivo verso.
8€
Stefan Zweig — Vinte e Quatro Horas da Vida de Uma Mulher
Henrique Galvão — Pele
“Este romance não pretende demonstrar seja o que for que, em comédia humana, não esteja demonstrado há centenas de anos. / Também não pretende levantar, e, menos, agitar qualquer problema ou questão social. / Não é o que soi chamar-se uma obra de tese e não se filia nem deseja integrar-se em qualquer escola, movimento, corrente, ou clube literários. / É apenas o que é: uma história de gentes civilizadas, e baptizadas, do Ocidente, contada como eu gostaria que me contassem.”
Exemplar já um quanto desgastado, prejudicado por manchas antigas de humidade e vincos de manuseio.
14€
Henrique Galvão — Por Angola
Edição do Autor/Depositária: Livraria Popular, Lisboa. (Composto e impresso na Gráfica Santelmo). In-8º gr. de 367, [1] págs. Br.
“Não tem este livro, que ressuscita os trabalhos do autor, durante os quatro anos da quarta Legislatura, em que representou Angola na Assembleia Nacional, outro intuito senão mostrar àqueles que o elegeram como cumpriu o mandato que lhe foi confiado – e àqueles outros que desejariam ter sido representados por outro deputado e lutaram por outras ideias, que os interesses de Angola nem por isso deixaram de ser defendidos e apregoados com isenção e probidade”; Galvão, então ainda nas boas graças do Estado Novo, fôra convidado por Marcelo Caetano, pela época o Ministro das Colónias, a encabeçar uma nova lista às eleições em questão.
Primeira edição, pouco frequente.
25€
Henrique Galvão — Teatro
Lisboa — 1950. (Composto e impresso na Tipografia da Empresa Nacional de Publicidade – Lisboa). In-8º de 258, [2] págs. Br.
O volume recolhe a produção teatral do autor, e é ocupado na grande maioria pela primeira peça, estreada em Maio desse ano no D. Maria II com Amélia Rei Colaço no papel principal; a terceira estreara em Abril no São Luís igualmente com a actriz como cabeça de cartaz.
Bom exemplar.
17€
Henrique Galvão — Kurika
Livraria Popular de Francisco Franco / Lisboa. [1944]. In-8º de 231, [1] págs. Br.
É a primeira edição deste já «clássico» da nossa literatura infanto-juvenil, ilustrada por capitulares e vinhetas não só no início mas também no fim de cada capítulo; além de duas folhas à parte de fotogravuras.
O exemplar apresenta uma nota manuscrita coeva que aparenta ter sido passada em nome do autor – andou de facto pelo “Mindelo” (e por Cabo Verde em geral) nesses anos 40 – mas não necessariamente por ele, até porque a caligrafia não parece exactamente a que lhe conhecemos dos anos 50.
22€
Henrique Galvão — Terras do Feitiço (contos africanos)
Primeira edição, publicada pelo próprio autor e já relativamente rara. Constam do volume os contos «A aventura de António Pais», «Mulheres Boers», «Pai, filho e dono», «O branco que odiava as brancas», «História sentimental dum leão e dum porco», «A valorização de M.me Gaudens», «O macaco e o macaqueiro», «Regresso às Trevas», «Feitiço», «Aquela branca no mato», «Terras do Feitiço (Usanças do gentio)», «Pretos e brancos» e «Era uma vez em África».
Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de Galvão, sobre a folha de anterrosto, a Pinheiro Torres.





