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Sarmento de Beires — De Portugal a Macau (A Viagem do «Pátria»)

Porto (na Imprensa Social da Cooperativa do Povo Portuense). 1968. In-4º de 237, [19] págs. Br.

Terceira edição, do autor, com dedicatória impressa a Brito Pais – o companheiro de viagem, entretanto falecido – e reprodução do texto de dedicatória da edição original «Ao Povo de Portugal», além do texto panegírico de Gago Coutinho. Inclui uma série de curiosas gravuras, em folhas destacadas, com mapas e fotografias dos aviadores, dos aviões (desta e de outras expedições), de locais de passagem, etc. A terminar, tem ainda um apêndice de «Recapitulação técnica da viagem» - uma tabela de várias páginas com todas as indicações técnicas de aeronáutica.

Exemplar em muito bom estado, sem defeitos de relevo.

12€

Sarmento de Beires — Asas que Naufragam

Asas que Naufragam (de como o avião Argos, ao fim de dezasseis mil quilómetros de voo, se perdeu ao largo das costas da Clevelândia e do mais que durante a viagem se passou) // (2.ª edição) / (3.º milhar)

1955 – Porto. (Acabou de imprimir-se esta segunda edição aos quatro de Novembro de mil novecentos e cinquenta e cinco, na Tipografia da Oficina de S. José, Rua Alexandre Herculano, 123-Porto. // As fotogravuras foram realizadas por Simão Guimarães, Filhos, Rua Miguel Bombarda, 465 – Porto). In-8º gr. de 364 págs. Br.

Impressa a duas cores sobre bom papel, “a presente edição compõe-se de seiscentos e vinte e cinco exemplares numerados e rubricados pelo autor”, que a este fez caber o n.º 093 e com efeito o assinou a tinta.

15€

Sarmento de Beires — Asas que Naufragam

Asas que Naufragam (de como o avião Argos, ao fim de dezasseis mil quilómetros de vôo, se perdeu ao largo das costas da Clevelândia e do mais que durante a viagem se passou)

Depositários: Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos) – Lisboa, MCMXXVII. In-8º de 367, [1] págs. Br.

Primeira edição, ilustrada em folhas couché à parte, com tiragem indicada de 2000 exemplares; estando este bem conservado no miolo, mas com falhas de papel e vincos na capa.

20€

Norberto Lopes — Cruzeiro do Sul: crónicas da travessia aérea do Atlântico

Cruzeiro do Sul: crónicas da travessia aérea do Atlântico com um prefácio e autógrafo de Gago Coutinho

Editor: A Renascença Portuguesa – Porto. (1923). In-8º de 254, [2] págs. Br.
 
Dizia Gago Coutinho que Norberto Lopes conseguiu dar neste livro a impressão de que “se Pedro Álvares Cabral descobriu a terra do Brasil por mar, nós, portugueses do século XX, fomos pelo ar descobrir, no Brasil moderno, o coração e o sentimento”, chamando-lhe com exagero q.b. “um dos Caminhas de hoje, um dos nossos mais talentosos cronistas, ou jornalistas, como agora se diz”. Após numerosos capítulos dedicados às principais etapas e escalas percorridas durante a aventura, o volume termina com um interessante perfil de cada um dos aviadores, apresentando o autor Gago Coutinho como mais reservado e Sacadura Cabral mais satisfeito no papel de herói e «pinga-amor» do mulherio brasileiro. Primeira edição, ilustrada na capa por Stuart.
 
22€

Saudação aos Aviadores Portuguezes

Em Nome da Sociedade de Geographia de Lisboa (na Tip. Renascença – Rio [de Janeiro]). [S/d]. In-4º de [8] págs. Br. 
 
Opúsculo hoje raro, preparado por Rui Chianca e integrando, a abrir, um texto inédito de Junqueiro em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral – “ A gloria eterna das nossas descobertas, que unificaram e deslumbraram o mundo, evocada por vós, levanta-se da Historia e vem saudar-vos (…) Voltamos a viver, numa hora infinita, o passado augusto, e o grandioso coral das duas patrias abraza-se de amor e desenrola-se em livro ardente do futuro. E então o vosso acto heroico nimba-se por milagre dum esplendor sagrado e religioso. É que nas azas da vossa caravella harmonicamente iam voando a bandeira da patria e a cruz de Christo.”
 
Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir. 
 
20€

João Chagas — As minhas razões

Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor (158, Rua da Prata, 160) – MCMVI. (Na capa: A’ venda na Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Rua das Carmelitas, 144 – Porto). In-8º de 462, [8] págs. Enc.

Recolhe as crónicas que este jornalista republicano publicara n’O Primeiro de Janeiro entre Janeiro e Junho de 1906.
Exemplar com assinatura de propriedade (quase um século atrasada) sobre a folha de rosto.
 
23€

João Chagas — Bom Humor

Lisboa: Ferreira & Oliveira, L.da – Editores (Rua do Ouro, 132 a 138) – 1905.

“O mundo christão celebra mais uma vez o nascimento do Christo, ou seu salvador, com abundantes ingestões de alimentos solidos e liquidos; e esta pratica é por tal fórma a unica que accusa no meio das idéas e dos costumes humanos a existencia do christianismo, que, reflectindo bem, perguntámos a nós proprios se a doutrina christã é com effeito uma velha religião, ou apenas uma velha receita para assar perús”, assim começava uma das típicas crónicas, esta a 25 de Dezembro e pouco católica, que o volume agrupa.
 
23€

João Paulo Freire — O Aldrabão Pimenta e a sua «História»

O Aldrabão Pimenta e a sua «História» (Análise contundente às parvoíces insanáveis dum – magalómano mental –)   

Edição do Autor. (Comp. e imp. na Imprensa Lucas & C.ª – Lisboa). 3 vols. in-4º de 60; 75, [1]; e 86, [2] págs. Br.

“Cá o temos! Aos saltos, às upas, em cabriolas de palhaço, é vê-lo a espolinhar-se como javardo nas 568 páginas duns pseudo Elementos de História de Portugal.
Que elementos! Que História! Nemo dat quod non habeo, ninguém dá o que não possui, e é bem certo. Há de tudo, neste calhamaço, menos probidade e vergonha”, assim começava o jornalista a sua apresentação a este exercício que faz o Manifesto Anti-Dantas, de Almada, quase parecer meigo, e que por alguma razão publicou em edição de autor: ou para poupar editores, ou porque eles próprios se quiseram precaver contra consequências como processos penais...
Embora seja o único por inaugurar, conservando ainda os cadernos por abrir, o primeiro volume é o que se apresenta em pior estado, com a frente da capa manchada (exposição à luz solar) e pequenos rasgões junto ao encaixe, mal de que também padece o terceiro.
 
25€

João Paulo Freire — Alcácer-Kivir !

Alcacer-Kivir !  (Apontamentos historicos sobre a acção da Hespanha antes do dominio dos Filippes)

1928 – Parceria Antonio Maria Pereira, livraria editora (Rua Augusta – 44 a 54), Lisboa. In-8º de 128, [2] págs. Enc.

Livro de “apenas ligeiros apontamentos, cuidadosamente rebuscados nos escriptores coévos d’esse tremendo desastre nacional, e que se colligem hoje para os que por estas coisas se interessam, sem tempo para grandes estudos”.
Exemplar recoberto de uma boa encadernação recente com lombada gravada a ouro e pastas marmoreadas; conservando ambas as faces da capa de publicação.
 
22€

João Paulo Freire — Fogos-Fátuos

Edição de «A Renascença Portuguesa», Pôrto – 1925. In-8º de 173, [3] págs. Br.

Volume dedicado “à memória sagrada de António Granjo, ao mais infeliz dos homens honrados desta terra e ao mais leal dos amigos” (de quem aliás faz a reportagem do funeral com milhares de pessoas, em Chaves, após «A Noite Sangrenta», e no qual entre outros Leonardo Coimbra improvisou um discurso que também «Mário» diz ter sido impressionante); e justamente a Leonardo, “ao mais extraordinário e mais brilhante talento da minha geração”. Recolhe os textos publicados no jornal lisboeta A Imprensa da Manhã, dividindo-os aqui pelas duas secções «Alguns problemas nacionais à margem... da política» e «Documentos para a história do movimento revolucionário do «19 de Outubro»».
O exemplar tem no rosto o carimbo da livraria de Pedro Dias, de Lagos.

15€

António Cabral — Homens e Episódios Inolvidáveis

Homens e Episódios Inolvidáveis (Cartas Inéditas de Camilo/O Berço de Eça/Páginas de Memórias Políticas)

Livraria Bertrand. Lisboa. (1947). In-8º de 218 págs. Br.

O volume inclui os capítulos «Camilo e Eça de Queirós», «Algumas páginas de Memórias Políticas», «Cartas régias», «Páginas tristes», «Páginas alegres» e «Quatro prefácios».

Exemplar em muito bom estado, talvez por estrear, conservando ainda o papel praticamente limpo.

17€

António Cabral — Homens e Episódios Inolvidáveis

Homens e Episódios Inolvidáveis (Cartas Inéditas de Camilo/O Berço de Eça/Páginas de Memórias Políticas)

Livraria Bertrand. Lisboa. (1947). In-8º de 218 págs. Enc.

Outro exemplar, este revestido de muito boa encadernação, conservando ambas as faces da capa de brochura (um tanto manchada na frente) 


25€

António Cabral — Cartas d’El-Rei D. Manuel II

Cartas d’El-Rei D. Manuel II (O Homem, o Rei, o Portuguez / - Notícias e revelações / - Memorias Politicas)

Livraria Popular de Francisco Franco —  Lisboa – 1933. In-8º de 378, [6] págs. Br.

Uma primeira parte do volume cumpre-lhe o subtítulo, compondo-se de apontamentos do próprio António Cabral; seguindo-se o repositório das várias cartas do bibliófilo e melancólico monarca a uma dezena de destinatários, entre eles José Luciano de Castro, José Maria Rodrigues, o organizador do volume e o seu pai, Alexandre Cabral.
 
15€

Carlos Malheiro Dias — Pensadores Brasileiros (pequena antologia)

Lisboa: Livraria Bertrand (73, Rua Garrett, 75). [S/d – Pref. 1934]. In-8º de 154, [2] págs. Br.

Depois de um longo prefácio do próprio Malheiro Dias, o livro dedica capítulos a Gilberto Amado, Ronald de Carvalho (a quem o volume é dedicado), Baptista Pereira, Azevedo Amaral, Gilberto Freire (de quem temos várias edições originais), Tristão de Ataíde e Plínio Salgado (idem aspas).
Bom exemplar, ainda por estrear – conserva a totalidade dos cadernos por abrir. Ligeiro desgaste exterior; selo da «Livraria Universitária (Livros de todo o mundo)» no Campo Grande em Lisboa; discreta assinatura de propriedade na primeira folha (de anterrosto), datada de 1963.
 
14€ 

Carlos Malheiro Dias — O «Piedoso» e O «Desejado»

Lisboa: Portugal-Brasil (sociedade editora / Arthur Brandão & C.ª) – 1925. In-8º de [VI], 178, [VI] págs. Br.

Edição impressa a duas cores e castiçamente ilustrada em letras capitais, vinhetas e ornamentos gráficos vários. Conforme o título insinua, um dos ensaios é dedicado a um menos popular D. João III e o outro a um bastante mais batido D. Sebastião – que, para os monárquicos portugueses como o autor, é duplamente simbólico: tal como a monarquia, desapareceu.

Belo exemplar, tendo como único defeito significativo pequenas manchas no pé da capa, na frente.

18€

Carlos Malheiro Dias — Zona de Tufões

Zona de Tufões, por (...) / (Da Academia de Sciencias de Lisboa e da Academia Brasileira de Lettras)

Aillaud, Alves & Cia | Francisco Alves & Cia – 1912. In-8º de 591, [7] págs. Br.

Numa nota preliminar, anunciava este monárquico (em comparação) reconhecidamente civilizado e tolerante, mas que como quase todos nunca chegou a conseguir aceitar a República, constituir o volume um “índice, embora prolixo [pôr prolixo nisso, sobretudo na prosa...], dos successos politicos incluidos no periodo que decorre desde a incursão monarchica de Outubro (1911) até a catastrophe sinistra de Miragaya, que consideramos como o corolario do desvario nacional n’estas sombrias paginas narrado”.
O exemplar conserva a curiosa e penitente tarja aposta sobre o anterrosto “Este livro deveria ter sahido em Outubro de 1912, mas um desarranjo de machina tendo inutilisado grande parte da composição, os editores tiveram de recomeçar todo o trabalho, motivo pelo qual esse é posto em venda com quatro mezes de atrazo”.

18€

Carlos Malheiro Dias — Entre Precipicios...

Entre Precipicios... (Na capa: Chronicas politicas dos ultimos tempos)

Lisboa: Empresa Lusitana Editora (Calçada do Ferregial 23). In-8º de 335, [1] págs. Enc.

Conjunto de XXIV capítulos todos no mesmo género, bastando para ter uma ideia o elenco do primeiro e do último: «A hora que passa – O erro republicano – Suas causas e suas consequencias – A anarchia portugueza – Vulcão em actividade»; «A cella de uma prisioneira – A neta de Vasco da Gama no Aljube – Uma santa do seculo XX – A mãe de setecentas creanças pobres». Não estando datada, a capa indica tratar-se da segunda edição, sendo de crer que só ela e a folha de rosto divirjam da original (1913).
Exemplar encadernado em percalina conservando a referida capa de brochura.
 
12€

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados (Obra compilada e dirigida por um antigo official da Secretaria do Parlamento)

1911 – Livraria Ferreira (Ferreira, L.da, Editores / 132, R. Aurea, 138), Lisboa. In-8º de 541, [3] págs. Br.
 
“Nos principais paizes e em cada legislatura são publicadas, official ou particularmente, e sob diversos titulos obras no genero da que, pela primeira vez, agora apparece em Portugal contendo os retratos e notas biographicas dos membros do Parlamento. (...) Aproveitando a circumstancia de ser a actual Camara muito numerosa e de importancia historica pela missão que lhe esteve confiada, damos n’esta obra, sob o titulo de As Constituintes de 1911 e os seus Deputados, não só os retratos de todos os membros das Constituintes, que hoje compõem o primeiro Senado e a primeira camara dos deputados da Republica, como tambem varias notas interessantes e uma resenha dos principais factos occorridos na Assembleia Nacional, desde a sua abertura, em 19 de Junho de 1911, até ás eleições do Presidente da Republica e do Senado, com as quaes, nos ultimos dias de agosto do mesmo anno, findaram os seus trabalhos”. (Da introdução «Ao Leitor»).
Não estando atribuída no volume a autoria, corre que o "antigo official" em causa foi o escritor Alberto Pimentel.
 
45€ (reservado)

Alberto Pimentel ― A Princeza de Boivão

A Princeza de Boivão: Romance original

Lisboa: Typ. da Companhia Nacional Editora. 1897. In-8º de 322 págs. Enc.

Primeira edição, já consideravelmente invulgar, publicada com uma dedicatória impressa «Aos Portuguezes no Brazil/Testemunho de reconhecimento da Mala da Europa». O romance, dos mais conseguidos de Pimentel, tem como pano de fundo as terras de Alto-Minho, em particular a bonita e verdejante zona de Boivão, Valença.

Exemplar protegido por uma razoável encadernação com lombada em pele – já um tanto descorada – gravada a ouro; não conservando a capa de brochura. Em bom estado no miolo, mantendo-se ainda as folhas de modo geral limpas, só algumas pontuadas por marcas de acidez.
 
23€

Alberto Pimentel ― O melhor casamento

O melhor casamento (romance)

Livraria Editora Guimarães & C.ª. Lisboa. [S/d - 1921?]. In-8º de 254, [2] págs. Enc.

Primeira edição, dedicada à memória do escritor Julio Cesar Machado, “Principe dos folhetinistas portugueses”.
 
Exemplar revestido de encadernação com lombada em percalina gravada a ouro; conservando a frente da capa de brochura. Em muito bom estado, com as folhas ainda praticamente limpas.

18€

Alberto Pimentel ― Do portal á claraboia

Do portal á claraboia (2.ª edição revista pelo auctor)

1913 / Guimarães & C.ª – Editores, Lisboa. In-8º de 175, [1] págs. Br.

Reedição já tardia de um livro originalmente publicado em 1873, marco da bibliografia portuense, “Porque é um intimo prazer dos velhos reviver o passado pela recordação e pela saudade. Porque este livro fala da minha terra, dos melhores anos da minha vida, da primavera do meu lar, fala de tudo quanto eu primeiro amei e amo ainda”. Um dos não muitos títulos portugueses dados a lume na principalmente estrangeira colecção «Horas de Leitura».
Bom exemplar, sem defeitos de maior a referir. 

17€

Alberto Pimentel ― O Arco de Vandoma

O Arco de Vandoma (romance)

1916 / Guimarães & C.ª – Editores, Lisboa. In-8º de 344, [2] págs. Br.

Edição original deste livro sobre a vida portuense, tendo por capítulos, entre muitos outros sem directa referência toponímica, «Espinhos da rua das Flores», «Sarau musical no Paço do Bispo», «Uma cavaqueira de rapazes no café Guichard», «No Bom Jesus do Monte» e «Ruínas pressagas do Arco de Vandôma».

Exemplar razoável, com algum desgaste da capa e discreta assinatura de propriedade na folha inicial, de anterrosto.
 
20€

Alberto Pimentel ― O Arco de Vandoma

O Arco de Vandoma (romance)

1945 / Livraria Figueirinhas – Pôrto. In-8º de 417, [3] págs. Br.

Segundo título publicado na conhecida colecção popular da portuense Figueirinhas que reeditou os portuenses Alberto Pimentel e Arnaldo Gama.
Bom exemplar.

8€

Alberto Pimentel ― O Pôrto por Fora e por Dentro

1945 / Livraria Figueirinhas – Pôrto. In-8º de 277, [3] págs. Br.

“Reedição popular de algumas das principais obras de Alberto Pimentel / Edição revista por seu filho Dr. Alberto Pimentel, Filho” – sendo este o terceiro título publicado.
Exemplar bem conservado, apenas com pequenos picos de acidez.
 
8€

Album Litterario e Artistico Folhas d’Ouro

Album Litterario e Artistico Folhas d’Ouro (gentilmente collaborado por Escriptores e Artistas Portuguezes). (Na capa: “O producto total da venda reverte a favor do Sanatorio para Empregados Tuberculosos dos Caminhos de Ferro do Estado”).

Lisboa, MCMXVII ― Typ. dos Caminhos de Ferro do Estado. In-4º de 355, [3] págs. Br.

Colaboração de, entre muitíssimos outros, Afonso Lopes Vieira, Alberto Pimentel, Alberto de Monsaraz, Alfredo Pimenta, Ana de Castro Osório, António Cândido, António Correia de Oliveira, Augusto Gil, Augusto Santa-Rita, Aires Ornelas, Branca de Gonta Colaço, Cândido de Figueiredo, Conde de Sabugosa, Eugénio de Castro, Guerra Junqueiro, Lopes de Mendonça, Leite de Vasconcelos, Magalhães Lima, Joaquim Leitão, José Caldas, Júlio Brandão, Júlio Dantas, Luís de Magalhães, Manuel de Arriaga, Maria Amália Vaz de Carvalho, Mário Beirão, Martinho da Fonseca, Mayer Garção, Ricardo Jorge, Sousa Costa, Teixeira de Pascoaes, Teixeira de Queirós, Vicente Arnoso, Virgínia de Castro Almeida e Visconde de Vila-Moura. O volume, impresso sobre bom papel de linho com a brochura gravada a ouro e a mancha a várias cores, foi ilustrado por zincogravura a partir de trabalhos de, por exemplo, Afonso Dornelas, Carlos Reis, Helena Roque-Gameiro, Veloso Salgado, João Vaz, José Malhoa, Roque Gameiro, Teixeira Lopes, etc.

Exemplar ainda valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo organizador, Carlos de Vasconcelos Porto, ao “distincto compositor” João  Ramires; tendo o n.º645 de uma tiragem (talvez de mil, dada a relativa raridade da peça) não indicada; ligeiramente aparado à cabeça, conserva as restantes margens conforme saíram do prelo.
 
60€  

Branca de Gonta Colaço — Poetas d'Hontem

Poetas d'Hontem (Conferencia realisada na sede da Liga Naval, na tarde de 22 de Maio de 1914.)

Lisboa: Typographia Castro Irmão, 1915. In-4º de 85, [3] págs. Enc.
 
“O pensamento que suggeriu e dictou as linhas dos Poetas d'Hontem, foi o desejo de juntar n'um circulo intellectual o maior numero dos poetas que viveram no tempo de Thomaz Ribeiro” (o pai de Branca). Ao texto da conferência, que reproduz algumas composições dos escritores aludidos e recenseia muitos dos respectivos títulos, acrescenta esta publicação em volume uma espécie de dicionário de autores, disposto por ordem alfabética, com indicações bio-bibliográficas, algumas de particular utilidade – ou por darem conta de nomes hoje positivamente ignorados, ou por apontamentos menos conhecidos relativos aos que o não são. No final, transcreve-se «O Douro», de Serpa Pimentel – poemeto a que é feita referência no princípio do texto –, cuja  impressão original fôra encomendada por Alberto Pimentel à Magalhães e Moniz num pequeno opúsculo que era, já então, muito raro.

Edição especial limitada a 525 exemplares numerados, sendo este o nº 408, da série em papel vergé nacional, e revestido de uma boa encadernação – com lombada e cantos em pele gravada a ouro, preservada por inteiro a capa de brochura (que tem também aplicações a ouro); apresenta uma dedicatória de oferta manuscrita pela autora à Biblioteca Imperial de São Petersburgo, a que não deverá porém ter chegado.
 
35€

Álvaro J. da Costa Pimpão — Fialho (I): Introdução ao Estudo da sua Estética

Coimbra, 1945. (Na capa: Coimbra Editora). In-8º gr. de XI, [I], 241, [1] págs. Br.

Primeira edição propriamente pública, corrigida e acrescentada, da dissertação de doutoramento em Filologia Românica que o autor apresentara em 1943 à Faculdade de Letras de Coimbra (com Hernâni Cidade e Vitorino Nemésio como arguentes), que logo a fez sair em restritíssima tiragem da Revista da Universidade. Ultrapassando com razoável sucesso os inevitáveis perigos e tentações dos estudos biografistas, é este, à custa de aturada pesquisa documental, um dos mais ricos repositórios que ainda hoje se encontrará da vida e da carreira literária de Fialho de Almeida, carreando muito material inédito e disperso que, de outra sorte, se teria talvez esquecido. Deste único volume publicado são também de salientar as folhas destacadas com gravuras da casa Marques Abreu, reproduzindo aspectos de Vila de Frades, retratos de familiares e os famosos cadernos de viagem, com apontamentos e desenhos.

Exemplar em bom estado; a capa, porém, apresenta pequenas imperfeições, sobretudo à face inferior, ligeiramente prejudicada por breves marcas de corrosão. Tem aposto na folha de rosto o que parece um autógrafo do próprio Costa Pimpão, manuscrito em Cucujães à época do édito.
 
25€

Fialho de Almeida — Lisboa Galante (episodios e aspectos da cidade)

Livraria Civilisação (casa editora de Costa Santos, Sobrinho e Diniz / 4 – Santo Ildefonso – 12), Porto. (1890 – Typographia Elzeviriana). In-8º de 321, [7] págs. Enc.

Edição original de um dos títulos principais da bibliografia lisboeta, com capítulos como «Lisboa velha e Lisboa nova», «As ruas – O demonio da vitrine – Um adulterio côr de rosa», «Amor de velhos», «Sentimental Journey», «A senhora Ministra», «Miss Ellen», etc. Foi um dos primeiros livros do escritor.
 
Exemplar revestido de boa encadernação recente, conservando ainda ambas as faces* da pouco frequente capa primitiva e nessa condição valorizado; o corte das folhas foi carminado à cabeça e aparado por todo.
* (A superior tem uma assinatura de propriedade, a inferior apresenta algumas publicações da editora, com destaque para as de Camilo Castelo Branco, que morreria - ou morrera já? - precisamente em 1890, tendo Fialho vindo de Lisboa ao funeral onde segundo reportou poucas mais pessoas compareceram. Teria vindo também tratar das últimas provas para o livro?)
 
36€

Fialho de Almeida — Figuras de Destaque

Figuras de Destaque (Livro Póstumo)

Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1923. In-8º de 308, [4] págs. Br.

Primeira edição de um livro com grande interesse para o estudo da nossa literatura oitocentista, agregando capítulos dedicados a Herculano, Camilo, Eça, D.João da Câmara, Venceslau, etc.
Exemplar do 4º milhar impresso.
 
15€

Fialho de Almeida — Vida Errante

Vida Errante (Livro Póstumo)

Lisboa: Livraria Clássica Editora. 1925. In-8º de 340, [4] págs. Br.

Primeira edição. O livro, de superficiais apreciações de arte, inclui vários capítulos conhecidos (sobretudo o «Concurso de Pintura Historica» e os dedicados às exposições na Academia de Belas Artes em que Cesariny, já na segunda metade do século, tanto viria a zurzir, levando Ramalho, outro caso semelhante - embora um bocadinho mais conhecedor... -, na mesma passada).
 
A folha de rosto indica tratar-se do primeiro milhar impresso; a capa, do segundo.
O exemplar tem um pequeno rasgão ao alto do encaixe, onde estão os dizeres de autor e título.
 
12€ 

Henrique de Vasconcelos — O Sangue das Rosas

1912 – Livraria Ferreira (132, R. Aurea, 138), Lisboa. In-8º de  págs. Br.

Livro de prosas entre o confessional e o impressivo, registando apontamentos acerca de Paris e de Veneza e outras povoações italianas.

Exemplar valorizadíssimo por dedicatória de oferta manuscrita e assinada pelo autor na folha de anterrosto ao Visconde de Pindela.
 
25€

Campos Lima — O Estado e a Evolução do Direito

Livrarias Aillaud e Bertrand | Livraria Francisco Alves, 1914. In-8º gr. de 413, [3] págs. Br.

São já consideravelmente raros os exemplares desta edição, que publicava a dissertação de concurso feita pelo autor para professor assistente da Faculdade de Estudos Sociais e de Direito da Universidade de Lisboa, pouco antes inaugurada; pretendendo demonstrar, coisa não assim tão estranha num velho anarquista que lá acabou por condescender mais com a ideia de Direito do que com a de Estado, que “a ideia da soberania como explicação fundamental do direito publico é uma ideia condenada”. Este (exemplar) encontra-se quase impecável, e com as margens ainda por aparar.
 
23€

Campos Lima — Nova Crença

Coimbra: Livraria Portugueza. 1901. In-8º de 45, [1] págs. Br.

Primeira edição de um dos livros iniciais do autor, um ensaio curto e incisivo sobre o tipo do português de um triplo ponto de vista: política, religião e arte. O primeiro, principal em qualidade e quantidade, determinou algumas passagens que poderiam parecer escritas um século depois – “politicamente somos o povo mais imbecilmente conduzido que há. A nossa incapacidade de gerir, que nos vem já de antepassados, está sufficientemente comprovada nos desastres a toda a hora sucedidos na administração publica. A divida interna e externa dia a dia vem augmentando. E, sendo o nosso maior mal, é ella sempre o nosso recurso, o expediente banal dos arruinados – e, entre críticas a monárquicos, republicanos e socialistas, faz advogar, de forma lúcida (i.e. sabendo que a sua propaganda limitada a intelectuais e operariado dificilmente se imporia, como não se impôs), o anarquismo, de que constitui uma das principais peças na bibliografia portuguesa.
Exemplar com algum desgaste exterior, parcialmente desconjuntado e por isso já frágil. Miolo em bom estado.

14€