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Dicionário da Pintura Universal

Dicionário da Pintura Universal (planeado e organizado por Mário Tavares Chicó, Artur Nobre de Gusmão, José-Augusto França)

Editorial Estúdios Cor, Lisboa. (1963, 1965 e 1973). 3 vols. in-4º gr. de 447, [III]; 425, [I]; e 435, [XIII] págs. Enc.

Foi a edição conjunta, em três volumes encadernados pelo editor inteiramente em pele com gravações a ouro, dos fascículos impressos em separado nos anos anteriores (1959 a 1962), de que algumas capas são conservadas no final; sendo o terceiro volume dedicado só à arte portuguesa. Edição impressa em bom papel encorpado, com ilustrações a p/b e a cor (algumas de página inteira), num esmerado trabalho colectivo de várias tipografias e litografias nacionais. 

Todos os volumes bem cuidados – embora o terceiro apresente ligeiríssimo desgaste exterior.
 
85€

Quelques Images de L’Art Populaire Portugais

Edition du Secretariat de la Propagande Nationale, 1937. (Achevé d’imprimer le trente décembre mil neuf cent trente sept sur les presses de la Litografia Nacional à Porto. Composition typographique de l’Imprensa Portuguesa à Porto). In-folio inum. Br.

Edição de esmeradíssima composição gráfica, com tiragem de 1500 exemplares impressos sobre papel Abelheira (à parte a série especial de 50 em papel Hollande), tendo as folhas presas por um cordel acetinado: a «coqueluche» de quantas se prepararam para a participação portuguesa na Exposição Internacional de Paris. As belas ilustrações de Paulo Ferreira são reproduzidas ora no texto, ora em vinhetas e capitais, ora em clichés, ora em folhas destacadas; sempre com a maior graça. O volume reproduz o discurso de António Ferro – que, podendo não ter outros especiais méritos, lá tinha este de promover finas edições pelo SPN/SNI que dirigia – aquando da inauguração da Exposição de Arte Popular Portuguesa em Lisboa, 1936; e o mais longo texto expositivo de Augusto Pinto.
 
A bibliographias dispõe de dois exemplares: um, praticamente impecável (60€); e outro com acentuado desgaste da capa, sobretudo nas extremidades, além de marcas várias de acidez e má conservação em diversas folhas - a pedir futura encadernação  (35€).

Emanuel Ribeiro — Anatomia da Cerâmica Portuguesa

Anatomia da Cerâmica Portuguesa (Desenhos do autor)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1927. In-8º gr. de 53, [3] págs. Br.

Saído na colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa», o volume tem como ilustrações as gravuras de desenhos a tinta, do próprio Emanuel Ribeiro, reproduzindo muitos dos tipos de peças recenseados no texto.

Exemplar valorizado por dedicatória manuscrita de oferta “Ao escultor J. Santos” (José Pereira dos Santos).
 
20€

Emanuel Ribeiro — Colectânea de Notas sôbre Arte

Colectânea de Notas sôbre Arte, de Muito Interêsse para os Estudiosos que a ela se Dedicam

1930, Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos) - Lisboa. In-8º de 48 págs. Br.

Conjunto de cem aforismos acerca de temas artísticos, acompanhados ao longo do volume por algumas gravuras com ilustrações. Primeira (e, salvo erro, única) edição, já invulgar.
 
Bom exemplar, parecendo ainda por estrear.
 
15€

Manuel Mendes — Considerações sôbre as Artes Plásticas

Lisboa: «Seara Nova», 1944. In-8º de 163, [5] págs. Br.

“As páginas dêste volume, escritas em épocas diferentes, no decorrer dos últimos quinze anos, juntei-as agora num molho, a que não fiz mais do que dar um arranjo leve, como quem ageita e compõe sem pretensões de maior”. Com dedicatória a Diogo de Macedo, Abel Manta e Dórdio Gomes, foi este um dos primeiros títulos publicados pelo escritor, tendo capítulos como «Breves palavras sôbre o valor das artes plásticas e a razão dos seus estilos», «Sôbre o desenho e alguns desenhadores», «Os arquitectos no 1.º Salão dos Independentes», «À margem do Salão dos Modernistas», «Sôbre a natureza das artes», «A crítica de arte», etc. Vários desenhos e estudos pouco conhecidos de artistas portugueses são reproduzidos a plena página, pelo meio do volume.

Exemplar por estrear.  

10€

«Rei-Saüdade»: Até ao fim do mundo

É «só» uma lenda, mas daquelas que logo metem num bolso a própria História, e bastante plausível dado o indivíduo em questão: a coroação da Rainha Morta. Nunca se deixou de contar que Pedro, quando da transladação dos restos mortais de Inês de Coimbra para Alcobaça, obrigou a côrte inteira a desfilar no cortejo, em plena noite, madrugada dentro; e a beijar depois no Mosteiro os ossos do esqueleto daquela que com intrigas condenara, ou ajudara a condenar, na que terá sido a mais tétrica cerimónia da História de Portugal. Documentos, crónicas, afirmações históricas disto? Nada. E mesmo assim nisto apostaria o autor destas linhas, sem pestanejar entretanto, todos os seus reais. Euros, perdão.
De qualquer maneira, o cortejo é que não terá sido tão tétrico como esta gravura alusiva de João Carlos, que padece de um erro grave: Pedro não ia apoiado em ninguém. Iria lutuoso, mas altivo e feroz na perseguição da sua ideia. Intocável.
Percebe-se a intenção, mas é absurda.
 

Montemor: História, Poesia e Arte

Montemor: História, Poesia e Arte (Maria José Azevedo Santos / António Manuel Esteves Joaquim / Virgínia Morais Gomes)

Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, 1999. In-8º de 84, [20] págs. Br.

Foram os estudos aqui apresentados «Relações entre o Mosteiro de S. Paulo de Almaziva e as terras de Montemor-o-Velho (sécs.XIII-XVI)», «Francisco de Pina e Melo: o corvo ou o cisne?» (sobre um hoje pouco lembrado pré-romântico que nasceu e passou quase toda a vida na povoação) e «Manuel de Macedo e a Arte da Ilustração», ensaiando uma breve biografia artística e reproduzindo vários trabalhos daquele que foi o principal ilustrador português de oitocentos – também ele, como Fernão Mendes Pinto, um ilustre filho da terra “condenada a ser uma vila melancólica, mergulhada num sentimento de Outono, difícil de sobreviver entre duas cidades em plena expansão”.

Tiragem de mil exemplares, permanecendo este por estrear.

12€

Ernesto Veiga de Oliveira — Festividades Cíclicas em Portugal


Publicações Dom Quixote / Lisboa, 1984. In-8º gr. de 357, [3] págs. Enc.

“Os pequenos estudos que agora de novo se dão à estampa são, assim, singelas descrições de índole predominantemente folclorística, que entre nós se podem situar como um último eco daquelas concepções, no final de uma onda nascida com Adolfo Coelho, Teófilo Braga e Consiglieri Pedroso, e passando ainda por Rocha Peixoto e Leite de Vasconcelos, a abrir-se porém, nos nossos dias, a novos horizontes”; “de novo”, mas sendo esta a sua primeira edição em volume, tendo sido antes publicados de forma esparsa por periódicos como «O Comércio do Porto», «Douro Litoral», «Céltica» e «Revista de Etnografia». Os textos foram agrupados nas secções «Festividades Cíclicas», «Romarias e Festas», «Jogos» e «Vindicta Popular».
Exemplar encadernado com inteira manutenção da capa original – que porém apresenta pequenas manchas marginais.

19€

Ernesto Veiga de Oliveira — Instrumentos Musicais Populares Portugueses

Instrumentos Musicais Populares Portugueses (Análises e transcrições musicais de Domingos Morais, Carlos Guerreiro, Pedro Caiado, Pedro Caldeira Cabral e Rui Vaz)

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa / 1982. (Composto e impresso na Litografia Tejo). In-4º peq. de 526, [2] págs. Br.

Segunda edição, revista e aumentada, desta monumental recolha – cuja importância, por demais sabida, nem será necessário acentuar. O volume foi abundante e criteriosamente ilustrado por fotogravuras de todo o tipo e pelas pautas de temas e canções seleccionados.

Exemplar valorizado pela afectuosa dedicatória de oferta que Ernesto Veiga de Oliveira lhe apôs ao matemático Laureano Barros, senhor de uma das melhores bibliotecas do séc.XX português. Parece, apesar disso, ainda por estrear
 
40€
Tesouros da Literatura Popular Portuguesa: antologia organizada por António Manuel Couto Viana / ilustrações de Júlio Gil

Verbo. (1985). In-4º gr. de 385, [VII] págs. Enc.

A antologia foi dividida nas secções «Cancioneiro» («Quadras Soltas», «Quadras Musicadas» e «Anfiguris»), «Rimances», «Teatro» e «Contos».
Edição impressa sobre bom papel encorpado, sendo as ilustrações a p/b e a cores.

Encadernação editorial em tela, gravada a ouro na frente e na lombada.

20€

Pronúncia do Noroeste

Sentava-m'eu na ermida de São Simão
e cercaram-me as ondas que grandes são:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

Estando na ermida ant' o altar,
cercaram-me as ondas grandes do mar:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

E cercaram-me as ondas do mar maior;
não tenho barqueiro nem remador:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

E cercaram-me as ondas do alto mar;
não tenho barqueiro, nem sei remar:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

Não tenho barqueiro nem remador;
morrerei eu, formosa, no mar maior:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.

Não tenho barqueiro, nem sei remar;
morrerei eu, formosa, no alto mar:
eu atendendo meu amigo,
eu atendendo meu amigo.


[Segundo Stephen Reckert, terá sido esta a única canção que nos chegou de um quase anónimo Meendinho. (Ria de Vigo, para variar). A maneira como dança, com toda a simplicidade e toda a graciosidade, entre um nível de significação mais imediato e um segundo mais simbólico e profundo, é espantosa.
As "ondas do mar maior" são só uma metáfora, mas das melhores que alguém alguma vez sacou: a moça apaixonada quereria «apenas» dizer que perdeu o pé.
"Não tenho barqueiro, nem sei remar / morrerei eu, formosa, no alto mar": é a pronúncia do Norte que vos coube em sorte, Meendinho, Reininho. É um prenúncio de morte. É a paixão.

Rock in Rio Douro ou Folk na Ria de Vigo, só varia o ímpeto, que o destino é o mesmo. Mar alto.

Ilustríssima, a antepassada (in)directa da canção dos GNR.]

Do Cancioneiro de Amigo

Do Cancioneiro de Amigo (Stephen Reckert e Helder Macedo, com um texto de Roman Jakobsen e 50 cantigas de amigo)

Documenta Poética 3 / assírio e alvim. [S/d]. In-8º de 247, [5] págs. Br.

Segunda das três edições já dadas a lume, corrigida e aumentada relativamente à original, com tiragem de 1800 exemplares. Os textos preliminares são «A variação subliminar na poética da cantiga», «A textura poética de Martim Codax» e «Uma cantiga de Dom Dinis».

Exemplar com ligeiríssimo desgaste da capa; em muito boa condição no miolo, provavelmente por estrear.
 
14€

Pedro Fernandes Tomás — Canções Populares da Beira

Canções Populares da Beira (acompanhadas de 58 melodias recolhidas directamente da tradição oral / com uma introdução por J. Leite de Vasconcellos)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1923. In-8º gr. de XXXIII, [I], 254 págs. Br.

É extensa e como sempre proveitosa a introdução do ele mesmo beirão sábio Vasconcelos, com as notas comparativas e panorâmicas do costume, ao livro; que aqui conhecia a segunda forma, cuja nota de apresentação se reproduz:
“Estando ha muito esgotada a primeira edição desta colecção, que viu a luz da publicidade em 1896, na Figueira da Foz, sai ela agora em nova edição refundida e ampliada com mais algumas canções, recolhidas na mesma região. / Nesta edição suprimimos os acompanhamentos de piano, que figuravam na primeira, reproduzindo-se as melodias tais quais o povo as canta, em toda a sua simplicidade, a exemplo do que já fizemos nas nossas colecções Velhas Canções e Romances Populares, e Cantares do Povo”.

Exemplar com uma desconjunção total a meio do volume, aconselhando futura encadernação.

23€
 

Pedro Fernandes Tomás — Canções Portuguesas

Canções Portuguesas (do século XVIII à actualidade)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1934. In-8º gr. de [4], 169, [3] págs. Enc.

Fernandes Tomás dividiu a sua recolha nas secções «Romances», «Canções religiosas», «Cantigas velhas» e «Danças de roda e descantes».

Exemplar n.º 70 da série especial de 120 impressos sobre bom papel de linho, assinados pelo editor Teixeira de Carvalho. Foi entretanto recoberto de uma cuidada encadernação mais recente, com pastas e guardas em marmoreado e a lombada em pele gravada a ouro; corte das folhas carminado à cabeça e intacto nas restantes margens; conservando na íntegra a capa de brochura (e até a própria tira do encaixe). Única e ligeiríssima pecha: leves e esporádicos vestígios de acidez.
 
50€

Carolina Michaëlis — O Cancioneiro Fernandes Tomás

O Cancioneiro Fernandes Tomás (índices, nótulas e textos inéditos)

Coimbra: Imprensa da Universidade, 1922. In-8º de 171, [3] págs. Br.

Explicava Carolina Michaëlis no prefácio ter este trabalho sido concebido para inclusão no In Memoriam preparado por Cardoso Marta em honra do amigo defunto Fernandes Tomás; ultrapassada em muito a extensão suposta para o efeito, acabou por ter aqui a sua primeira edição.

Exemplar em bom estado, mas com uma falha de papel e vários pequenos defeitos na capa. Pertenceu ao polígrafo (ligado à Seara Nova) Neves Águas, de quem tem o ex-libris no verso da folha de rosto.

20€

Teófilo Braga — Romanceiro Geral Portuguez

Lisboa: Manuel Gomes, Editor (Livreiro de Suas Majestades e Altezas). 1906-1907. 2 vols. in-8º de VIII-639-[1] e  [IV], 588 págs. Br.

O primeiro volume colige «Romances Heroicos, Novellescos e de Aventuras» e o segundo «Romances de Aventuras, Historicos, Lendarios e Sacros», numa recolha de indiscutível interesse (só não o terá a classificação absurda de Teófilo, pelas habituais tolices nas digressões em matérias etnográfica e antigo-histórica).
Segunda edição, ampliada.
 
O segundo volume está parcialmente desconjuntado a meio, no que é o principal defeito dos exemplares aqui apresentados.
 
23€

Alberto Pimentel — A Triste Canção do Sul

A triste canção do sul (subsídios para a história do fado)

Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor (158 – Rua da Prata – 160) – 1904. In-8º de 302, [4] págs. Enc.

Ainda hoje de referência, divide-se o estudo nos capítulos «Origens do Fado», «Fadistas», «Os assumptos do Fado», «A Severa e o Conde de Vimioso», «Fados de nomenclatura – Fados litterarios», «Bibliographia musical do fado». Primeira edição, a mais apreciada e valiosa.
 
Exemplar bem encadernado ao estilo meio-amador com a lombada de pele gravada a ouro em casas abertas, mas tendo já uma pequena fenda sob o título; aparado por inteiro, conservando apenas a frente da capa original. 
 
30€

Gil do Monte — Figuras Populares de Évora

Livraria Nazareth / Évora, 1984. In-8º gr. de [16], 95, [3] págs. Br.

Julgo, mas não garanto, ter sido esta a edição definitiva de um trabalho interessantíssimo à bibliografia eborense, pretendendo “evocar os tipos populares da nossa terra, tão dignos de comiseração do próximo, que em mudo cortejo perpassam pelo firmamento da Vida como meteoros desprovidos de qualquer cintilação”. Não menos interessantes as ilustrações que pontuam todo o volume, da pena de vários artistas, podendo salientar-se os Espanca (Apeles, irmão de Florbela, Demóstenes e João).

Exemplar com ligeiras marcas de corrosão na capa; de resto, impecável.
 
15€

Túlio Espanca — Évora: Guia Histórico-Artístico

Comissão Municipal de Turismo de Évora, 1949. (Composição, impressão e gravuras de Bertrand (Irmãos), Lda. – Lisboa). In-8º de 116, [2] págs. + [1] desd. Br.

Ao contrário do que era regra com as publicações de impressão na casa lisboeta, terá aqui mais interesse o texto – bastante extenso, reproduzido em caracteres pequenos – descritivo de Túlio Espanca do que propriamente as gravuras, preparadas a partir de fotografias originais do MNAA e de, entre outros, Mário Novais, Mário Tavares Chicó e Abreu Nunes; dividindo-se pelos capítulos «Évora – Generalidades», «Nota Histórica», «Nota Notística», «Bibliografia Real [sic – geral?]» e «Itenerário [sic] e Descrição». O termo do volume guarda ainda uma planta da cidade, composta por Daniel Sanches, a cor, sobre folha óctupla desdobrável.
 
Bom exemplar.
 
18€ 

Frederic Marjay — Évora

Évora: – A Cidade Milenária – e seu Distrito, suas Belezas e seus Encantos (texto e realização artística de (...))

Livraria Bertrand, S. A. – Lisboa. In-4º gr. de 32, 80, [6] págs. Enc.

“Não é de admirar que numa cidade assim os arqueólogos e os historiadores, os escritores, os poetas e os artistas encontrem motivos de interesse inesgotáveis. Também os encontrarão, sem dúvida, todos aqueles que anseiem repousar num ambiente de beleza, longe da agressividade do mundo em que vivemos. Será sempre com uma sensação indelével de nostalgia que um dia se regressa, deixando Évora, com a sua poesia, a sua arte, e a sua rica história, esfumada nas distâncias das paisagens alentejanas”.
Para além do roteiro propriamente dito, interessarão sobremaneira, como de costume, as belas fotogravuras impressas com a qualidade então habitual da casa Bertrand; a partir de originais de, entre outros, Mário Novais, Nuno Ferrari e Manuel San Payo.
Álbum publicado na «Colecção Romântica».

O exemplar, sem defeitos significativos, conserva a sobrecapa ilustrada que recobre a encadernação em tela, mas com alguns rasgões e marcas.
 
25€

Urbano Tavares Rodrigues — O Alentejo

Alto e Baixo Alentejo (introdução, selecção e notas por Urbano Tavares Rodrigues)

Livraria Bertrand, Lisboa. [S/d]. In-8º peq. de 204 págs. Br.

Terceiro título publicado na colecção Antologia da Terra Portuguesa, no figurino habitual da série: recolha ilustrada do que na literatura portuguesa principalmente se escreveu sobre cada rincão do país – deste dizendo Urbano, logo ao começar a introdução, “o Alentejo é das províncias de Portugal aquela que na nossa literatura aparece como figura sobresselente e decisiva mesmo quando devera ser cenário”.

Bom exemplar, parecendo por inaugurar e apenas padecendo de muito ligeiras marcas na capa.
 
15€

Conde de Monsaraz — Musa Alemtejana

Lisboa – Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ta (Praça dos Restauradores, 20)– 1908. In-8º de 252, [4] págs. Enc.
 
Primeira edição, rara pela procura.
 
Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada (gravada a ouro) em pele; conservando por inteiro a capa primitiva; aparado e carminado à cabeça com um marcador em cetim, mantendo-se as restantes margens como saíram do prelo. 
 
45€

Conde de Monsaraz — Musa Alentejana / Lira de Outono

Lisboa: Livraria Ferin, 1954. In-4º de 240, [26] págs. Enc.
 
“Esta obra foi editada por subscrição particular na província do Alentejo como justa homenagem de apreço e gratidão pelo criador da sua poesia regional”, de quem aqui se comemorava o centenário do nascimento, sob iniciativa de Mário Beirão – que em carta aberta publicada no Diário do Alentejo a isso instara os seus comprovincianos. Não tendo chegado a entrar no mercado, a edição é já, por isso, de pouco frequente aparecimento; dela se destacando a impressão em bom papel e a esmerada composição gráfica, enriquecida pelas ilustrações saídas da mão experiente de Alberto de Sousa. À re-publicação de Musa Alentejana junta-se aqui a primeira de Lira de Outono, conjunto de inéditos agrupados nas duas secções Poemas do Alentejo e Últimas Poesias. O prefácio, bastante longo, foi assinado por António Sardinha.
 
Exemplar de uma série não declarada, encadernada de origem em percalina com a capa de brochura sobreposta.
 
45€

Feira do Livro de Braga

Este ano, a bibliographias troca Viana (mas oh quantas saudades...) por Braga.
A Feira do Livro volta a decorrer na Avenida Central e tem como homenageado Manuel Alegre.
De 1 a 17, encerrando ora às 23h (domingo e dias da semana), ora à meia-noite (sexta e sábado).

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha

Coimbra, 1944. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 197, [5] págs. Br.

Primeira edição, ilustrada na capa por Victor Palla e inteiramente numerada pelo editor com a rubrica de Torga. Ao exemplar – tem no rosto uma assinatura que parece também de um Formigal, e conserva-se ainda de modo geral em bom estado, apesar de ligeiro desgaste da capa – coube o n.º 1068.
 
45€

Miguel Torga — Novos Contos da Montanha (2.ª edição)

Coimbra, 1945. (Nas oficinas gráficas da Coimbra Editora). In-8º de 201, [3] págs. Br.

Em tudo o resto igual à anterior, apenas distinguem esta segunda edição a carta-prefácio escrita pelo autor ao “Querido Leitor” e a nova capa de Palla.
O exemplar, com o n.º 496, pertenceu a Júlio Formigal, conhecido médico da geração anterior à de Torga; e tem aposto, na face inferior da capa e numa das páginas secundárias do miolo, o carimbo de oferta da Bial. Pequenos defeitos e ligeiro desgaste exteriores.
 
30€

Teixeira de Carvalho — Tempo Perdido

Tempo Perdido (contos e baladas) / prefaciado pelo Dr. João de Barros

Coimbra / Imprensa da Universidade, 1924. In-8º de XV, [I], 314, [2] págs. Br.

Depois de demonstrar por ele aquele embevecimento que, de modo geral, toda a sua geração em Coimbra partilhou, João de Barros sustentava no prefácio que “A originalidade de inspiração e de estilo, de emoção e de arte que se encontra nestas pequenas composições, fizeram de Teixeira de Carvalho um escritor de rara sedução, num género quási inédito na nossa literatura. E, depois, se outros livros seus nos revelam a cultura, a erudição, a curiosidade infatigável da sua inteligência – êste como nenhum outro, dá-nos a imagem exacta e fiel da sua sensibilidade excepcional”.
 
Belo exemplar.

25€

Teixeira de Carvalho — Notas de Arte e Crítica

Notas de Arte e Crítica (com um prefácio do Dr. Joaquim Costa)

Porto: Livraria Moreira – Editora (42 - Praça da Liberdade - 44) – 1926. In-8º de XI, [I], 474, [2] págs. Br.

Primeira edição desta recolha de dezenas de textos, dedicados a gente e temas tão vários como o cancioneiro beirão, a pesca em Portugal, o bilhete postal ilustrado, Mafra, Columbano, Fialho, Gonçalo Velho, Gil Vicente, etc. – e, no que toca a Coimbra, a Sé Velha, o ferro forjado e a escultura, as freiras de Lorvão, a Rainha Santa e as festas que lhe são consagradas, por exemplo. O prefácio de Joaquim Costa dedicava-se a explicar por que foi Teixeira de Carvalho, “o dr. Quim Martins”, o “generoso preceptor” da sua geração na capital do Mondego.

Bom exemplar, mantendo os cadernos por abrir ainda em mais de metade do volume.
 
35€

Sebastião Antunes Rodrigues — Rainha Santa

Rainha Santa: cartas inéditas e outros documentos

Coimbra Editora, Limitada / 1958. In-8º gr. de 189, [3] págs. Br. 
 
Aproveitando umas férias, percorremos os lugares por onde viveu, estivemos na alcova da Aljaferia de Saragoça onde se diz que nasceu, embora històricamente não esteja provado, estivemos em Santiago de Compostela à procura de algum dos muitos objectos que na sua piedosa romagem oferecera ao Apóstolo Santiago e detivemo-nos no Arquivo da Coroa de Aragão, em Barcelona. (...) Nada encontramos a esse respeito, mas em contrapartida apareceram cinquenta cartas inéditas da Rainha e outros documentos”. Primeira edição em volume independente, inteiramente numerada e rubricada pelo autor, recolhendo o que fôra publicando no Arquivo Coimbrão.
 
Bom exemplar.
 
23€

João de Castro — Raínha Santa (elegía)

Edições Lusitania / Lisboa, 1920. In-4º de 44, [4] págs. Br. 

Hoje francamente invulgar, foi esta a primeira edição do que suponho o primeiro livro do autor, apadrinhada por Albert Jourdain – que pouco antes se instalara em Portugal, e que compôs para este efeito um painel reproduzido em estampa hors-texte ao abrir o volume.

O exemplar, valorizado pela conservação dessa folha de estampa (que por vezes falta), foi revestido de uma cobertura em boa cartolina sobre a qual se colou um cliché com uma imagem de Isabel de Aragão.

32€

António de Vasconcelos ― D. Isabel de Aragão, Raínha de Portugal

D. Isabel de Aragão, Raínha de Portugal (Ilustrações de Marques Abreu)

(Imprensa das Oficinas de Fotogravura de Marques Abreu / Avenida Rodrigues de Freitas, 310 – Pôrto. 1930). In-4º de 48 págs + [27] ff. de estampa + [1] planta desd. Enc. 

É bem conhecido este trabalho do professor coimbrão, remodelando os textos de duas conferências proferidas em Coimbra e em Aveiro, “em ordem a formarem um corpo homogéneo” que se debruçou, principalmente, sobre a actividade da Rainha Santa no apoio a Dinis na condução dos negócios do reino – e muito em particular o habitual afã conciliador e pacificador, tal o que decidiu em Lisboa a paz entre o marido e o filho (“cá se fazem, cá se pagam”, haveria a este último de acontecer o mesmo quando o então Infante Pedro, tendo bastante mais razão, fulo de raiva pela morte de Inês de Castro, contra ele levantou hostes tomando pouco mais ou menos as mesmíssimas povoações). Como sempre belas, as estampas de Marques Abreu reproduzem clichés contemporâneos de Coimbra, do Mondego, da Sé Velha e de Santa Clara; de Trancoso, Pombal e Leiria (todas estas, pouco a propósito); e, no final, dos túmulos do casal real e iconografia vária relacionada com o culto da aragonesa.

O exemplar foi enriquecido por uma boa encadernação em jeito meio-amador com os cantos e a lombada em pele gravada a ouro nos filetes, floretes e dizeres; conservando por inteiro a capa primitiva; e ainda mais valorizado por uma expressiva dedicatória de oferta manuscrita pelo artista, fotógrafo e tipógrafo portuense a Eleutério da Fonseca, poucos dias após a saída dos prelos. Único senão: vários vestígios antigos de humidade, embora sobretudo marginais e, por regra, não demasiado pronunciados. 

50€

António de Vasconcelos ― Evolução do culto de Dona Isabel de Aragão

Evolução do culto de Dona Isabel de Aragão / esposa do rei lavrador / Dom Dinis de Portugal (a Rainha Santa): Estudo de investigação historica / feito pelo doutor Antonio Garcia Ribeiro de Vasconcellos / lente cathedratico da faculdade de theologia da Universidade de Coimbra / e socio effectivo do Instituto da mesma cidade.

Anno de M. Dccc. xciv. Foi impressa esta obra em a antiga e mui nobre cidade de Coimbra / na Imprensa da Universidade. 2 vols. in-4º peq. de X, [II], 616, [2] e 634, [4] págs. Enc.

Trabalho de referência da bibliografia isabelina, já consideravelmente escasso nesta edição original, cuja nota de impressão indica terem saído dos prelos 1100 exemplares.
O primeiro volume é o estudo propriamente dito, ilustrado por um bom conjunto de estampas por fotogravura (o exemplar mantém todas, incluindo a da bela vista de Coimbra da fototipia de Emílio Biel que mais costuma faltar), sendo o segundo baseado na transcrição de documentos. Ambos foram bem encadernados com lombada em pele gravada a ouro e pastas em marmoreado, mantendo as duas faces das capas de brochura; corte das folhas aparado e carminado à cabeça e parcialmente aparado na margem lateral; as lombadas apresentando já alguns sinais de desgaste e de corrosão sobre o encaixe; e as folhas finais do segundo pequenos rasgões, apesar de sem prejuízo do texto. Ostentam um e outro o ex-libris (na versão maior) de Sebastião Centeno Fragoso. 

85€

Feira do Livro de Coimbra

Integrada na terceira edição da Feira Cultural, decorre de 3 a 12 de Junho a Feira do Livro de Coimbra, uma vez mais com a participação da bibliographias. 
Parque Verde do Mondego.