Fausto: Tragédia Subjectiva (Fragmentos) // Estabelecimento do texto, ordenação, nota à edição e notas: Teresa Sobral Cunha / Prefácio: Eduardo Lourenço
Editorial Presença (Impressão e acabamento: Guide-Artes Gráficas, Lda. / 1.ª edição, Lisboa, 1988). In-8º de 222, [ii] págs. Br.
Foi bastante extenso o prefácio de Eduardo Lourenço, «Fausto ou a Vertigem Ontológica», que começava por chamar a esta uma “suicidária aventura poética” inevitável pelo confronto “com uma obra escrita por um homem tão diferente do que nós supomos ser Pessoa, como Goethe”; por outro lado, louvando o labor de Teresa Sobral Cunha, dizia após a leitura desta versão ter passado a considerá-la “a mais orgânica e coerente obra de Pessoa”. Também extensa, embora não tanto, a nota inicial da organizadora do volume, uma entre tantas criaturas que mergulharam a fundo numa arca cheia de composições como esta: fragmentária, inacabada e insuficiente, de um poeta que nela confessava ter ódio à mera ideia de as terminar – e ainda assim abundante de passos interessantíssimos, amiúde mais do que os de Goethe, e nisso, apesar de nada pessoanos, divergimos da opinião de Lourenço.
Edição original, entretanto recuperada pela Relógio d’Água em duas diferentes edições.
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