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Fernando Pessoa — Antinoo (tradução de Luís Nogueira)

Fenda (na Tipografia Safil, Lisboa, em Março de 1988). In-8º peq. de 33, [i], [II] págs. Br.

Uma das primeiras edições da hoje para muita gente saudosa editora coimbrã, da qual um dos editores, Vasco Santos, está hoje a solo na que leva o seu nome.

Exemplar no geral bem conservado, apesar de ligeiro desgaste da capa, sobretudo na face inferior (e respectiva aba).

8€

Fernando Pessoa — Fausto: Tragédia Subjectiva (Fragmentos)

Fausto: Tragédia Subjectiva (Fragmentos) // Estabelecimento do texto, ordenação, nota à edição e notas: Teresa Sobral Cunha / Prefácio: Eduardo Lourenço

Editorial Presença (Impressão e acabamento: Guide-Artes Gráficas, Lda. / 1.ª edição, Lisboa, 1988). In-8º de 222, [ii] págs. Br.

Foi bastante extenso o prefácio de Eduardo Lourenço, «Fausto ou a Vertigem Ontológica», que começava por chamar a esta uma “suicidária aventura poética” inevitável pelo confronto “com uma obra escrita por um homem tão diferente do que nós supomos ser Pessoa, como Goethe”; por outro lado, louvando o labor de Teresa Sobral Cunha, dizia após a leitura desta versão ter passado a considerá-la “a mais orgânica e coerente obra de Pessoa”. Também extensa, embora não tanto, a nota inicial da organizadora do volume, uma entre tantas criaturas que mergulharam a fundo numa arca cheia de composições como esta: fragmentária, inacabada e insuficiente, de um poeta que nela confessava ter ódio à mera ideia de as terminar – e ainda assim abundante de passos interessantíssimos, amiúde mais do que os de Goethe, e nisso, apesar de nada pessoanos, divergimos da opinião de Lourenço.

Edição original, entretanto recuperada pela Relógio d’Água em duas diferentes edições. 

14€