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Lopes de Mendonça — Trovas de Portugal Descobridor

Trovas de Portugal Descobridor/As quais, para as crianças e para o povo da sua terra, compôs Henrique Lopes de Mendonça, antigo marinheiro, e editou a livraria Portugal-Brasil, no ano seguinte ao da primeira viagem aérea ao Brasil, era de Cristo de M.CM.XXIII.

Lisboa: Companhia Editora Portugal-Brasil, 1923. In-8º de 30 págs. Br.

Um opúsculo menos conhecido de Lopes de Mendonça (o autor da letra d’ A Portuguesa), impresso a duas cores em bom papel e ilustrado ao longo das páginas de texto. Invulgar.
 
14€

Lopes de Mendonça — Sangue Português (contos de outro tempo)

Lisboa: Portugal-Brasil – Limitada, sociedade editora. [S/d]. In-8º de 222, [4] págs. Enc.

Integra os textos «O Desafio», «O Terror Inglês», «A Cavalgada dos Nus», «Justiça do Viso-Rei» e «O Crime de Arronches», que em dedicatória a Bento Carqueja o autor referia ter já na maior parte publicado n’O Comércio do Porto por ele dirigido.

Exemplar revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele, esta última gravada a ouro sobre casas abertas; mandada executar pelo anterior proprietário, o Pe. Roque do Nascimento, que quis conservar a face superior da capa de brochura, com um quadro de Columbano. O corte das folhas foi aparado por inteiro.
 
25€  

Lopes de Mendonça — Gente Namorada

Lisboa: Portugal-Brasil Limitada, sociedade editora. [S/d]. In-8º de 246, [2] págs. Br.

O volume integra «O Resgate», «As Alviçaras», «Os Viriatos», «A Sorte do Cambaia» e «Ossos do Ofício».
Exemplar revestido de encadernação semelhante, semelhantemente conservando a face superior da capa de brochura; assinado na folha de rosto.
 
18€

Júlio Dantas — Pátria Portuguesa

Pátria Portuguesa/Ilustrações de Alberto Sousa/Terceira Edição, revista e acompanhada de um Elucidário das palavras obsoletas

1916 – Parceria António Maria Pereira, Livraria Editora, Lisboa. In-4º de 312, [4] págs. Enc.

Alguns dos capítulos: «Rei-Saudade», «O Prior do Hospital»,  «Frei António das Chagas», «Mousinho», «Santa Isabel», «As violas de Alcácer-Kibir».
Exemplar revestido de uma recente e superior encadernação em estilo meio-francês, com cantos e lombada (gravada a ouro) em pele e as pastas em fantasia; conservando a frente da capa de brochura, mas já algo fragilizado nas folhas preliminares.

30€

Júlio Dantas — Pátria Portuguesa

Livraria Bertrand, Lisboa. [S/d]. In-8º de 334, [2] págs. Br.

Não estando datada, a edição, uma mais de tantas publicadas deste livro, é pelo menos já dos anos 60, se não for posterior.
Excelente exemplar.
 
7€

Júlio Dantas — Cartas de Londres

Lisboa, Portugal-Brasil Sociedade Editora (Arthur Brandão & C.ª). 1927. In-8º de 268 págs. Br.

Primeira edição deste caderno de viagem escrito durante uma missão diplomática a terras de Sua Majestade. Na esteira dos de Garrett, Oliveira Martins e Eça de Queirós, que várias vezes cita, mas mais diversificado nos temas, o livro é um curioso mosaico – ainda que assumidamente ligeiro – da sociedade inglesa da época, cujos tipos, hábitos e feitios compara a todo o tempo com os da portuguesa. Com respeito a Portugal, aliás, é de destacar o capítulo «Seis poetas tísicos e uma inglesa loura» que supunha morrerem tuberculosos todos os poetas portugueses (notas sobre Soares de Passos, Nobre, Cesário, José Duro, etc.).

Exemplar em muito bom estado, com as folhas perfeitamente limpas e acusando apenas um ligeiríssimo desgaste na capa (pequenos rasgões e falhas de papel).
 
18€

Júlio Dantas — Cartas de Londres (2.ª edição / 2.º milhar)

Lisboa: Portugal-Brasil, sociedade editora / Arthur Brandão & C.ª (Rua da Condessa, 80). In-8º de 268 págs. Br.

Este segundo milhar é no fundo uma reimpressão da edição original, a que só a capa foi alterada – agora em nome da Bertrand, que nem o frontispício lhe mudou.
Exemplar igualmente bem cuidado, salvo leves picos de acidez justamente na capa.
 
10€

Júlio Dantas — Espadas e Rosas (segunda edição, ampliada)

Portugal-Brasil Sociedade Editora. S/d [192_?]. In-8º de 236, [4] págs. Enc.
 
Edição consideravelmente aumentada em relação à original, de 1919, contendo já vários novos capítulos.
Exemplar encadernado (pelo editor?) em tela com relevos em pele e gravações douradas, tendo o corte das folhas tintado à cabeça; conservando a capa de brochura. Em muito bom estado, apenas pontualmente e ao de leve marcado por alguma acidez.

15€

Júlio Dantas — Ao ouvido de M.me X.

Ao ouvido de M.me X. (O que eu lhe disse das mulheres. – O que eu lhe disse da arte. – O que eu lhe disse da guerra. – O que eu lhe disse do passado.)

Porto: Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, editores. 1915. In-8º de 285, [3] págs. Enc.

Primeira edição.

Exemplar da série encadernada pelos editores em percalina, com o respectivo emblema gravado a seco na pasta inferior e tendo também a seco motivos ornamentais na superior, onde foram, como na lombada, aplicadas ainda gravações a ouro.

22€

Júlio Dantas — Marcha Triunfal

Marcha Triunfal (narrativas da epopeia militar portuguesa do século XII ao século XX)

1954 / Lello & Irmão – Editores, Porto. In-8º de 307, [5] págs. Br.

Um dos últimos livros publicados pelo autor, narrativa de inspiração histórica muito ao jeito de Lopes de Mendonça.

Exemplar com pequena falha de papel no topo do encaixe; pertenceu a Neves Águas, de quem tem o egípcio ex-libris.
 
12€

Júlio Dantas — Revoada de Musas (As mulheres na vida dos homens célebres)

Portugália Editora, Lisboa. (1965). In-8º de 213, [5] págs. Br.

Primeira edição do livro, e primeira das várias publicadas póstumas dos textos que o autor deixou - no prefácio, defendiam-nas os editores enquanto "criações inteiramente acabadas", esta em particular incluindo "alguns dos mais belos retratos traçados" pela sua pena. Contam-se, entre os muitos capítulos, «As musas de Garrett», «As «diabólicas» de Rodin», «Goethe e as mulheres», «A mãe de D. Sebastião», «A infanta D. Maria», «Leonor de Áustria», George Sand», «As mulheres vistas por Erasmo», «A vida amorosa do Prior do Crato», «Luísa Todi», «As espanholas de Musset» e «As musas de João de Deus».

15€

Júlio Brandão — Poetas e Prosadores (à margem dos livros)

Livraria Cruz – Editora. [S/d - 1920?]. In-8º de 258 págs. Br.

Primeira edição, com dedicatória impressa a Jorge de Abreu. O volume reúne uma série de recensões publicadas pelo autor no então novo «Letras e Artes», do matutino portuense «O Primeiro de Janeiro», a livros acabados de sair (de João de Barros, D.João da Câmara, Fialho, Alberto Pimentel, etc.); e interessa, em particular, pelos vários episódios entremeados que conta de Camilo, Antero, Eça e Fialho, entre outros.

Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir. Em bom estado, salvo leves falhas na capa.
 
20€

Júlio Brandão — Bustos e Medalhas

Edição da Emprêsa do Primeiro de Janeiro. Porto. (1925). In-8º de 278, [2] págs. Br.

Primeira edição de um volume constituído em grande parte por apreciações críticas a livros saídos à época, de Luciano Cordeiro («As Cartas de Sóror Mariana»), Fortunato de Almeida («História de Portugal»), Jaime Cortesão («Itália Azul»), Aquilino («Estrada de Santiago»), etc. (temo-los quase todos); além, por exemplo, de «A propósito dos «Dispersos de Camilo»», «Herculano e Bulhão Pato» e «Gomes Coelho e os Médicos».

Exemplar valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo autor “Ao Dr. Julio Dias da Costa, of. o seu amigo e admirador”; com alguns picos de acidez na capa.
 
25€

Júlio Brandão — Galeria das Sombras : Memórias e Outras Páginas (2.ª edição)

Pôrto – Livraria Civilização, editora. [S/d]. In-8º de 285, [3] págs. Br.
 
Alguns dos capítulos: «Herculano, Camilo e Augusto Soromenho», «Boémia literária», ««Um Feixe de Plumas»», ««Os Nefelibatas»», «Em Leça da Palmeira», «Fialho e Guilherme de Azevedo», «Gaia e a Estatuária», «Silva Pinto», «Camilo e o «donjuanismo»», «Rocha Peixoto», «O pintor António Carneiro», «M. Teixeira Gomes», «João Penha», «Um editor bibliógrafo», «O estilo de Eça de Queirós», «Guerra Junqueiro em 1905».


14€

Teófilo Braga — João de Deus: Escorço biographico

Lisboa: Portugal-Brasil sociedade editora. [S/d – 1930?]. In-8º de 30, [2] págs. Br.
 
Embora não datada, foi a edição, de acordo com a nota do anterrosto, comemorativa do centenário do nascimento do escritor algarvio.

Exemplar por estrear, com as folhas ainda por abrir e praticamente impecável - salvo algumas marcas na capa.
 
10€

Teófilo Braga — Gil Vicente e as origens do theatro nacional

Porto: Livraria Chardron, Casa editora (successores Lello
& Irmão) / 1898. In-8º de 544 págs. Enc.

Intitula-se a introdução “Origens tradicionaes e populares do Theatro portuguez”, seguindo-se o estudo quase exaustivo sobre o grande dramaturgo vimaranense. Edição original.

Exemplar bem encadernado com a lombada em pele (revestida de percalina na casa com os dizeres) gravada a ouro; excepto no facto de lhe ter sido suprimida para o efeito a capa primitiva.
 
25€  

Teófilo Braga — Historia da Poesia Popular Portuguesa

Historia da Poesia Popular Portuguesa (cyclos epicos / 3.ª edição reescrita)

Lisboa: Manuel Gomes, Editor (Livreiro de Suas Majestades e Altezas) / 61 – Rua Garrett – 1905. In-8º de 569, [3] págs. Enc.
 
A edição original, que também temos, fôra publicada em 1867.

Exemplar revestido da mesma encadernação com cantos e lombada em pele, gravados a ouro nas demarcações e, na lombada, nos nervos e nas casas; conservando por inteiro a capa de brochura.

25€

Teixeira Gomes — Regressos

«Seara Nova» / Lisboa, 1935. In-8º de 326, [6] págs. Br.

“Reverter à nossa própria terra, de memória, e sem outro auxílio além do precário interêsse que deriva da renovação caprichosa de velhas sensações pitorescas, e isso quando vivemos longe, em ambiente de costumes e cenário muito diversos, e nos referimos particularmente a povoações ou sítios vistos de fugida, constitui uma espécie de «exotismo às avessas». Vamos fazer a experiência dêsse novo, ou ainda mal explorado género literário, e como êste começo de primavera, na região enevoada onde me encontro, seja mais desconsolado e frio do que um rigoroso português, lembrarei certa semana santa, assoalhada, quási tórrida, embora caísse no princípio de Abril, de que passei três dias em Évora, cidade que nunca visitara nem tornei mais a vêr”; seguindo-se à capital alentejana Alcobaça, Sintra, a Batalha, o Museu dos Coches, o Algarve, o Porto em 1893, Braga e o Bom Jesus, Coimbra, Lagos e Lisboa em 1895. Para muita gente, e com compreensível critério, foi este o melhor livro - aqui em segunda edição - da longa bibliografia de Teixeira Gomes.
O exemplar, bem cuidado, pertenceu à magnífica biblioteca de Laureano Barros, de quem tem a lápis a indicação de compra num leilão em 1966.
 
17€

Teixeira Gomes — Londres Maravilhosa

Londres maravilhosa e outras páginas dispersas

Seara Nova. Lisboa, 1942. In-8º de 143, [1], XVI, [IV] págs. Br.

Além do titular «Londres maravilhosa: Fantasias sôbre um Tema Infinito (fragmento)», o volume recolhe ainda «Diálogos impertinentes», o excerto de um discurso pronunciado em Stratford-on-Avon, «Apontamentos», «Carta a Castelo Branco Chaves sôbre a génese de um romance», «Filosofia de trazer por casa», «Novela imperfeita» e, no final, um posfácio escrito pelo mesmo Castelo Branco Chaves.
 
15€

Feira do Livro de Natal

Decorre até dia 24 em Guimarães, numa loja em frente à nossa Almanaque23, um Mercado de Natal que é quase em exclusivo Feira do Livro - com a participação da bibliographias, da Cólofon e da Snob.
Horário e restantes coordenadas podem ser consultados aqui

Teixeira Gomes — Novelas Eróticas

«Seara Nova» / Lisboa, 1934 [na capa e na nota de impressão: 1935]. In-8º de 212, [4] págs. Enc. 

O volume integra «Deus ex-machina», «A Cigana», «Margareta», «Cordélia», «?» e «O Sítio da Mulher Morta», que viria a conhecer publicação independente ainda há pouco tempo.
Primeira edição, declarando “Leitura para adultos – tiragem de 300 exemplares fora do comércio”, tendo este sido encadernado na casa portuense de Silvestre Pinto com lombada em pele gravada a ouro conservando ambas as faces da capa de brochura. Assinatura de Joaquim Barbosa, presumível primeiro proprietário, sobre essa justificação de tiragem e ex-libris de António da Silva Guimarães nas guardas. 
 
40€

Teixeira Gomes — Cartas sem Moral Nenhuma

Cartas sem Moral Nenhuma (3.ª edição)

«Seara Nova»/Lisboa, 1934. In-8º de 256, [4] págs. Br.

O livro, primeiramente publicado em 1903, engloba um conjunto de cartas/narrativas de viagem, meio biográficas, meio ficcionadas – em várias, talvez mais esta última –, no género costumeiro do Presidente-Escritor.
 
10€

Teixeira Gomes — Miscelânea (volume I)

«Seara Nova» / Lisboa, 1937. In-8º de 348, [4] págs. Br.

O livro recolhe cartas escritas pelo autor a António Patrício, João de Barros, Cortesão, António Sérgio, Câmara Reis e Sousa Lopes, entre alguns outros (delas se costumando destacar, compreensivelmente, uma das enviadas a João de Barros, longuíssima digressão auto-biográfica que bastante serviu às biografias depois ensaiadas do 7º presidente da 1ª República).
Edição original do primeiro e único volume publicado com este título - depois complementado com Carnaval Literário.
 
18€

Teixeira Gomes — Carnaval Literário

Carnaval Literário (2.ª parte de «Miscelânea» / 2.ª edição)

Portugália Editora, 1960. In-8º de 222, [X] págs. Br.

“Tão fielmente retratado me vejo neste livro que o ofereço aos meus amigos, como bilhete de despedida ... para o outro mundo”, rezava a advertência preliminar a um  hoje injustamente esquecido que, se não for o melhor, é certamente um dos mais interessantes da bibliografia do nosso Presidente-Escritor – aliando a fina sensibilidade à desenvoltura da prosa, sobretudo no primeiro conjunto de textos «Variações sobre velhíssimos temas», ao qual se somam «Figuras e quadros de pouca monta», «De tudo um pouco» e o também, como ele dizia, pleasant «Em pleno absurdo (Do canhenho de um louco)»; tendo quase sempre como pano de fundo temas e outros escritores da literatura nossa e alheia.

Exemplar em muito bom estado, quase imaculado, mas assinado na folha de guarda e rubricado na folha de rosto.
 
12€

Teixeira Gomes — Gente Singular

Lisboa: Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ia, 1909. In-8º de 273, [3] págs. Br.

São já pouco frequentes os exemplares desta primeira edição de um livro de contos e novelas, que coligiu «D. Joaquina Eustachia Simões d'Aljezur (historieta quasi romantica)», «Jogos de bôlsa», «Gente singular», «O album (conto grotesco)», «Sêde de sangue» e «O triste fim do major Tatibitate (conto symbolico)».

Exemplar francamente acima da média, padecendo apenas de pequenos defeitos.
 
27€

Teixeira Gomes — Gente Singular (2.ª edição)

«Seara Nova» / Lisboa, 1931. In-8º de 266, [4] págs. Br.

Acrescenta à original a short-story «Profecia Certa», a terminar a volume.
 
Exemplar em boa condição, apesar de alguma normal acidez pontualmente dispersa ao longo do volume.
 
18€

Teixeira Gomes — Cartas a Columbano

«Seara Nova» / Lisboa, 1932. In-8º de 212, [4] págs. Br.

“Estas cartas, escritas em viagem, ao correr da pena, e sem outra pretensão além de entreter o endereçado, deviam, assim mesmo singelas e correntias, ser acompanhadas de um estudo sobre a sua obra. Isso daria talvez algum interêsse ao livro em que aparecem reünidas. Mas ainda quando me sentisse com pulso para empreender e levar a cabo trabalho semelhante, recusar-me-ia a fazê-lo. E não era sòmente pelas sérias dificuldades que êle ofereceria, a quem se encontra impossibilitado de rever e considerar novamente a grande quantidade de pinturas, em tão diversos géneros e maneiras, que deixou. / Para escrever desafogadamente àcerca do Columbano, não omitindo a rasteira verdade a par da brilhante, seria preciso que eu morresse e ressuscitasse já livre da amizade que lhe dedicava, mas sem a sensibilidade embotada. Escrever agora sôbre o homem, sôbre o artista, equivaleria a desfazer-me da sua imagem, liquidar recordações que me andam no tesouro da alma, separar-me para sempre de alguém que, por excepção talvez única, a morte não conseguiu afastar da minha companhia”, assim começava Teixeira Gomes as suas extensas «Notas Ensartadas a Modo de Posfácio» desde Bougie no final do volume, aqui publicado em primeira edição.
 
20€

Teixeira Gomes — Cartas a Columbano

Cartas a Columbano (2.ª edição / Com três retratos do autor, por Columbano / Vinheta, na capa, de Bernardo Marques)

Portugália Editora, Lisboa. (1957). In-8º de 238, [10] págs. Br.

Um quarto de século depois, comemorava esta edição, inaugural das «Obras Completas de M. Teixeira Gomes», o centenário do nascimento de Columbano – que deve a este escritor e Presidente da República seu amigo, assim como a Raul Brandão (igualmente seu amigo, e de quem igualmente pintou vários geniais retratos), o principal da sua bibliografia na nossa literatura.
Apesar de estas epístolas ensaiarem sobretudo digressões acerca da arte em geral, há também apontamentos sobre arte portuguesa e, em particular, de Columbano – como por exemplo no posfácio já referido.
O exemplar conserva o folheto promocional que assinalava a inauguração da colecção e que em regra já não aparece.
 
14€

Teixeira Gomes — Inventário de Junho

Lisboa: Seara Nova, 1933. In-4º de 160, [4] págs. Br.

Outro exemplar, que pertenceu ao escritor 
José Loureiro Botas - de quem tem a indicação de propriedade e a assinatura na folha de rosto.

17€

Teixeira Gomes — Inventário de Junho

Lisboa: Seara Nova, 1933. In-4º de 160, [4] págs. Br.

Terceira edição, a mais esmerada do livro, impressa em bom papel e valorizada pelas ilustrações alusivas de Jorge Pinto gravadas no texto, em frontão e em vinheta. 

17€

Urbano Rodrigues — A Vida Romanesca de Teixeira Gomes

A Vida Romanesca de Teixeira Gomes (Notas para o estudo da sua personalidade e da sua obra)

1946 / Editora Marítimo-Colonial, Lda. (Rua do Comércio, 8, 1.º), Lisboa. (Composto e impresso na Sociedade Industrial de Tipografia). In-8º de 329, [3] págs. Br.
 
Não pretendendo, dizia, tirar importância às precedentes, mormente à de Norberto Lopes, justificava o autor esta sua biografia, por um lado, com o facto de ter convivido de perto com o Presidente-Escritor durante décadas, desde que o conheceu em Londres ainda nos tempos da Grande Guerra; por outro, mote imediato, com o fim de publicar uma série de cartas que dele recebeu, e que o próprio manifestara desejo de publicar. Além de muitas notas relativas à Guerra e à Primeira República, o volume trata também de figuras como Columbano, António Patrício, Sidónio Pais e Sacadura Cabral; e apresenta como ilustração, entre outras coisas, vários retratos de Teixeira Gomes na infância, na juventude e nos primeiros tempos de funções públicas.
 
15€

Norberto Lopes — O Exilado de Bougie: Perfil de Teixeira Gomes

O Exilado de Bougie: Perfil de Teixeira Gomes (Com um estudo de João de Barros)

Parceria António Maria Pereira, Lisboa // 1942. In-8º de 302, [2] págs. Br.
 
Edição original da ainda hoje mais conhecida biografia do presidente algarvio, entremeada por ilustrações em folhas destacadas de papel couché. “Êste perfil de Teixeira Gomes abrange a vida do falecido chefe de Estado desde a sua infância, em Portimão, até à sua morte no exílio de Bougie. Narram-se factos passados em Londres, durante o período em que êle foi ministro de Portugal, e faz-se um relato dos acontecimentos políticos que agitaram a sua breve passagem pela Presidência da República. Uma boa parte do livro ocupa-se da sua vida no exílio, que é quási totalmente ignorada”. Não adiantando muito, não se estranhará porém o prefácio de João de Barros, o também escritor por Teixeira Gomes indigitado como ministro para o governo da nação.

18€

João de Barros — Anteu

F. França & Armenio Amado – Editores / Coimbra, 1912. In-8º de 89, [5] págs. Enc.

Um dos primeiros de tantos livros publicados pelo autor, que já aqui começava a demonstrar a afeição depois tão recorrente pela Grécia Antiga. Edição princeps.

Exemplar bem encadernado com lombada em pele gravada a ouro, conservando ambas as faces da capa de publicação e tendo as guardas revestidas de um bonito papel decorativo em motivo floral; e ainda valorizado por dedicatória de oferta manuscrita pelo próprio João de Barros na primeira folha, de anterrosto.
 
28€

Homenagem a Dr. João de Barros e ao Visconde da Marinha Grande

Figueira da Foz, 1970. (Composto e impresso na Escola Gráfica Figueirense). In-8º gr. de 100, [4] págs. Br.
 
Ilustrado em folhas à parte por fotogravuras a sépia variadas. Transcreve a comunicação de Vitorino Nemésio e os discursos de Henrique de Barros e Jaime Lopes Dias, além de textos saídos na imprensa local. 

10€

João de Barros: evocação

João de Barros: evocação // (Discursos proferidos em Sessão realizada no Palácio Foz a 4 de Novembro de 1977 por iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos para apresentação do «Caderno FAOJ» / Cidadão João de Barros / prefácio e selecção de textos por Manuela d’Azevedo)

Lisboa, 1978. (Executado na Santelmo, Cooperativa de Artes Gráficas). In-8º gr. de 73, [3] págs. Br.

Reproduz as comunicações de Manuela de Azevedo («Perfil Humano de João de Barros»), David Mourão-Ferreira («Sobre a Poesia de João de Barros»), Manuel Alegre («João de Barros: Notas Precursoras da sua Poesia»), Romero de Magalhães («João de Barros: o Poeta metido a Pedagogo») e Henrique de Barros («Testemunho Porventura Suspeito mas sem Dúvida Sincero»). Com algumas fotogravuras do homenageado e desta sessão de homenagem bastante póstuma, o volume apresenta na capa o retrato do republicano composto por Columbano.
 
7€   

O Livro na Arte (XIII)

Atribuído numa página de arte ao pintor russo Vasily Perov (permitimo-nos duvidar), num séc.XIX que quer na Rússia quer em Portugal era ainda monárquico, este porém republicaníssimo quadro será a capa do nosso próximo catálogo - dedicado justamente à Primeira República. Para o «ilustrar», as palavras que ocorrem são de um vagamente monárquico contemporâneo português do pintor, Alexandre Herculano, que hoje continuaria céptico mas republicanérrimo:
 
"A instrucção tem por alvo o benefício do cidadão e a utilidade da Republica"