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No 180º aniversário de Eça de Queirós

Para quem não tenha problemas mal resolvidos com o 25 de Abril, o único 25 de Novembro a assinalar hoje é o de 1845: Eça de Queirós nasceu há 180 anos. 
Uma vez que morreu há 125, e que ainda para mais se deu há 100 uma espécie de «segundo nascimento» do escritor, com a publicação de boa parte da impropriamente chamada «Obra Póstuma», quando os leitores puderam enfim conhecer «A Capital», «O Conde d'Abranhos», o volume de «Correspondência», etc... Pareceu um óptimo pretexto, aliás triplo, para acrescentar/actualizar a queirosiana, que pode agora ser consultada (quase) por inteiro

Boletim bibliográfico 3/2025

O terceiro deste ano chama à mesa (de trabalho) Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, Cervantes, o abade de Jazente, o conterrâneo Pascoaes e os seus dois amigos García Lorca e Eugénio de Andrade (que não o chegou a conhecer mas traduziu-o), Leite de Vasconcelos, Almada Negreiros e Lima de Freitas, Magalhães Basto, Raul de Carvalho, etc. 

Já disponível para consulta

Artur Lambert da Fonseca — Continuidades Poéticas

Continuidades Poéticas (prefaciadas pelo P.e Nuno Archer, S. J.)

Vila do Conde, MCMLVIII. (Gráfica Santa Clara – Vila do Conde – 250 ex. 25-9-58). In-4º de 112, [XII] págs. Br.

Parece ter sido o terceiro título publicado, em edição de autor, pelo próprio - com uma tiragem declarada de apenas 250 exemplares, segundo a nota de impressão na face inferior da capa em cartão; no exemplar, já um pouco esboroado. Em contrapartida, o exemplar integra um folheto com o título «Continuidades Poéticas (Opiniões)», reproduzindo algumas recensões críticas ao livro por João Ameal, Amândio César, Carlos Lobo de Oliveira e a sobrinha de Pascoaes, Maria José Teixeira de Vasconcelos, sua amiga e apreciadora; com data de MCMLXIX, deverá ter sido lapso, uma vez que esses textos datam de 1958 e 1959: se a publicação não foi simultânea, talvez tenha sido pouco posterior. Além disso, tem uma dedicatória de oferta manuscrita pelo autor em folha preliminar. 

19€

Artur Lambert da Fonseca — «a Sacra Pastorícia» / «as Muralhas de Sortelha»

«a Sacra Pastorícia»
Poesia KRAK – L. Sampedro. (1972) In-8º gr. de 28, [4] págs. Br.

[No mesmo volume, ao invés]:
«as Muralhas de Sortelha»
(idem), 58, [2] págs.

Boa edição em papel avergoado, a primeira de cada, apresentando em complemento os dois títulos reunidos, um de cada lado do volume (ilustrado por várias fotogravuras a página inteira com imagens de pastores e de vários aspectos do complexo amuralhado da conhecida e sui generis povoação serrana); tendo composição e impressão da Gráfica de Coimbra, sob chancela da editora lisboeta Sampedro; com tiragem decerto reduzida. «a Sacra Pastorícia» agrupa textos em verso e prosa; «as Muralhas...», exclusivamente em verso.

Exemplar por estrear.

14€

Jorge Amado — Seara Vermelha (romance)

Martins (1971). In-8º de 341, [III] págs. Br.

"Juntamente com «Terras do Sem Fim», é «Seara Vermelha» o romance de Jorge Amado mais traduzido e divulgado no mundo. A dura e dramática história do êxodo dos sertanejos e de suas lutas tem comovido milhões de leitores nos mais diversos recantos do universo, em traduções em línguas tão diversas quanto o albanês e o alemão, o chinês e o italiano, o russo e o francês, o ucraniano e o sueco, o árabe e o espanhol [sic], o búlgaro e o finlandês, o grego e o sloveno, o húngaro e o polonês, o tcheco e o slovaco, o servio-croata e o romeno, o lituano e o hebreu. (…) Enriquece "Seara Vermelha" nesta edição a série de magníficas ilustrações de Carlos Scliar (gravuras em linoleum)".

10€

Jorge Amado — O Amor do Soldado

O Amor do Soldado: História de um Poeta e sua Amante (em um prólogo, três atos e um epílogo) / 2.ª edição / Capa de Clovis Graciano

Livraria Martins Editôra / Edifício Mário de Andrade – São Paulo. (1958). In-8º de 225, [III] págs. Br.

“História de um amor dramático, é também a história das lutas do poeta genial pela abolição, pela República, pela liberdade. Acompanhamos a peregrinação de Castro Alves através do Brasil – Recife, Bahia, Rio, São Paulo –, levando a palavra generosa da abolição dos escravos, sacrificando às suas idéias até o amor de sua vida”.
Publicada originalmente ainda na década de 40 (1947), a peça teve aqui a sua primeira edição sob o título definitivo – entre muitas dezenas até hoje –, conforme o próprio Jorge Amado indicava em curta nota prévia.

Exemplar com ligeiro vinco no canto superior ao longo de boa parte do volume.

17€