catálogo on-line

bibliographias

Livraria / Editora / Alfarrabista } { Porto bibliographias@gmail.com

.

.

Sophia — os três reis do oriente

os três reis do oriente (Ilustrações de Fedra Santos)

figueirinhas (Impressão e Acabamento / ITC - Porto). [S/d - DL 2010]. In-8º quadrado de 42, [II], [iv] págs. Br.

Texto integrado nos «Contos Exemplares», aqui publicado numa de várias edições autónomas.

Exemplares novos.

8€

Sophia — A Noite de Natal (Ilustrações de Júlio Resende)

figueirinhas (Impressão e Acabamento/ Rainho & Neves, Lda.). [S/d - DL 2012]. In-8º quadrado de 33, [i], [II] págs. Br.

Última das edições publicadas na Figueirinhas, a casa da literatura infantil de Sophia até ao fim dos seus dias, após o qual os filhos herdeiros passaram os respectivos direitos de autor para um grupo editorial (a Porto Editora) – processo bastante típico, sobretudo no ultra-concentrado mercado editorial português, e que é mais uma boa razão para pensar se os direitos de autor não se deveriam extinguir após a morte do dito cujo... Tratando-se ainda por cima de património imaterial, e não material, é mesmo essa a nossa opinião.

10€

Maria de Castro Henriques Osswald — A Ronda dos Meses

Natal de 1934
/ Editora – Educação Nacional (Rua das Oliveiras, 75–Porto). (Executado nas Oficinas Gráficas da Sociedade de Papelaria, Lda. Rua da Boavista, 321). In-8º de 108, [II], [ii] págs. Br.

Ilustrado por fotogravuras e reproduções de trabalhos artísticos, o livro faz corresponder um capítulo a cada um dos meses do ano, respectivamente: «A lenda da neve», «Uma criança caminha», «A história de S. José», «A balada das rosas», «O hino da felicidade», «A história do oiro», «Sangue de Cristo», «As canções andam no ar», «O mês dos heróis», «Os anjos da guarda», «A festa do pensamento» e «O milagre – o Natal».

Exemplar valorizado por nota de oferta manuscrita pela própria Maria Osswald e datada de Junho de 1959 (Porto).

20€

Maria de Castro Henriques Osswald (trad.) — Milagres do Natal

Milagres do Natal (histórias para a festa das festas) / tradução do alemão de (...)

Natal de 1934 / Editora: Educação Nacional–Rua das Oliveiras, 75–Porto. (Executado nas Oficinas Gráficas da Sociedade de Papelaria, Lda. Rua da Boavista, 321). In-8º de 67, [iv], [I] págs. Br.

Pontuado por algumas ilustrações no texto e duas a plena página, o volume recolhe «Milagre do Natal», de Hans Watzlik, «Êle viu o Pai Natal», de Fritz Gunsberg, «O anão do castelo de Kipfenberg», de E. B. Bahnung, «Noite de Natal na Floresta», de Hinz Steguweit, «Anamiri», de Irmgard Prestel, e «O próprio rei Herodes», de Franz Bauer.

14€

Natal... Natais (Oito séculos de Poesia sobre o Natal)

Natal... Natais (Oito séculos de Poesia sobre o Natal / Antologia de Vasco Graça Moura)

(Editor: Público, Comunicação Social, SA / Impressão: Gráfica Maiadouro, SA.) In-8º gr. de 378, [vi] págs. Cart.

"Esta antologia reúne oito séculos de poesia em língua portuguesa sobre o Natal. Inicia-se com Afonso X, o Sábio, cujas Cantigas de Santa maria foram escritas em galego-português no século XIII, e termina com Rui Lage e Pedro Sena-Lino, poetas que começaram a publicar em livro em 2002 e 2005, respectivamente. Inclui 202 textos de 130 poetas. (...) Não se trata, evidentemente, de uma recolha exaustiva. (...) seria preciso, pelo menos, o dobro do espaço e mais do dobro da quantidade dos textos recolhidos para que pudéssemos aproximar-nos de um panorama razoavelmente completo, só no tocante ao nosso país"

O volume foi cartonado e revestido de sobrecapa de papel (na imagem).

18€

Charles Dickens — Cântico de Natal

Cântico de Natal (Adaptação de António Marques Francisco / Capa de José Antunes / Ilustrações de João Pedro Cochofel)

Editorial Publica (Composto e impresso por Printer Portuguesa / Outubro de 1989). In-8º peq. de 192 págs. Br.

Além do por cá mais famoso «tale» que deu título ao volume, tem este a seguir também uma versão - aparentemente, resumida - do talvez ainda mais fabuloso «The Chimes» / «Os Carrilhões».
As ilustrações de Cochofel, cinco no total, foram impressas a plena página.   

5€

Sommerset Maugham — Férias de Natal

Férias de Natal (Tradução de Leonel Vallandro revista para Portugal por A. Vieira d'Areia)

Edição «Livros do Brasil» Lisboa. In-12º de 247, [i] págs. Br.

Publicado na «Colecção Miniatura» com a conhecida advertência preliminar ao leitor que assim terminava: "Defenda a sua saúde não manuseando livros usados", o que mesmo num tempo em que não existia «Lei do Preço Fixo» já soaria um tanto hipocondríaco.

Exemplar usado, este, sem malefícios para a saúde. 

5€

500 anos de Camões

Assinalando o quinto centenário do nascimento do Épico-Lírico, que se comemorou ao longo do biénio 2024/2025, actualizámos finalmente a nossa camoniana - na qual deram entrada muitas novas entradas de catálogo, entre várias dezenas de títulos.

Pode ser consultada

aqui

António Ramos Rosa — O Princípio da Água

centro cultural do alto minho (Impressão: Gráfica Casa dos Rapazes - Viana do Castelo). [S/d - DL 2000]. In-8º gr. de 42, [iv], [II] págs. Br.

Como habitualmente nas publicações da casa, não deverá ter sido muito ampla a tiragem desta edição.

Exemplar por estrear.

10€

José Saramago — Democracia e Universidade

fundação José Saramago / ed.ufpa  // Belém, 2013. In-8º de 73, [ii], [I] págs. Br.

"Este livro traz ao leitor dois textos de José Saramago sobre democracia, inéditos no Brasil. O primeiro deles é a conferência «Democracia e Universidade», proferida na Universidade Complutense de Madri [sic], em 2005, e vem acompanhado do debate que teve lugar de seguida. A partir da referência ao conto «Pierre Menard, autor do Quixote», de Jorge Luis Borges (...) O segundo texto que ganha lugar nesta edição é «Verdade e Ilusão Democrática». Trata-se, neste caso, de conferência (...) lida em Santiago do Chile, em abril de 2003, no ciclo «Las Conferencias de La Moneda» 

Exemplares novos.

10€ 

No 180º aniversário de Eça de Queirós

Para quem não tenha problemas mal resolvidos com o 25 de Abril, o único 25 de Novembro a assinalar hoje é o de 1845: Eça de Queirós nasceu há 180 anos. 
Uma vez que morreu há 125, e que ainda para mais se deu há 100 uma espécie de «segundo nascimento» do escritor, com a publicação de boa parte da impropriamente chamada «Obra Póstuma», quando os leitores puderam enfim conhecer «A Capital», «O Conde d'Abranhos», o volume de «Correspondência», etc... Pareceu um óptimo pretexto, aliás triplo, para acrescentar/actualizar a queirosiana, que pode agora ser consultada (quase) por inteiro

Boletim bibliográfico 3/2025

O terceiro deste ano chama à mesa (de trabalho) Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, Cervantes, o abade de Jazente, o conterrâneo Pascoaes e os seus dois amigos García Lorca e Eugénio de Andrade (que não o chegou a conhecer mas traduziu-o), Leite de Vasconcelos, Almada Negreiros e Lima de Freitas, Magalhães Basto, Raul de Carvalho, etc. 

Já disponível para consulta

Álvares Cabral e o Templo da Graça

(Santarém. Edição dos Serviços de Turismo. 1968). In-8º de [8] págs. Br.

Edição comemorativa do 5º centenário do nascimento do navegante, de quem são apresentados o escudo de armas e alguma genealogia (e uma árvore genealógica ilustrada); além da campa tumular inscrita em caracteres góticos na bela igreja santarena, que aparece ainda ainda em duas fotografias (uma da frente e outra do absidíolo direito, justamente o do túmulo). Por via do casamento, viveu Pedro Álvares Cabral muito tempo na capital do Ribatejo, onde viria a morrer, sendo a mulher, Isabel de Castro, descendente precisamente do fundador da Graça: Afonso Telo, próximo de Pedro I e constituído (ou por ele ou depois pelo filho Fernando, perdoe-se o esquecimento) primeiro Conde de Ourém.

8€

Artur Lambert da Fonseca — Continuidades Poéticas

Continuidades Poéticas (prefaciadas pelo P.e Nuno Archer, S. J.)

Vila do Conde, MCMLVIII. (Gráfica Santa Clara – Vila do Conde – 250 ex. 25-9-58). In-4º de 112, [XII] págs. Br.

Parece ter sido o terceiro título publicado, em edição de autor, pelo próprio - com uma tiragem declarada de apenas 250 exemplares, segundo a nota de impressão na face inferior da capa em cartão; no exemplar, já um pouco esboroado. Em contrapartida, o exemplar integra um folheto com o título «Continuidades Poéticas (Opiniões)», reproduzindo algumas recensões críticas ao livro por João Ameal, Amândio César, Carlos Lobo de Oliveira e a sobrinha de Pascoaes, Maria José Teixeira de Vasconcelos, sua amiga e apreciadora; com data de MCMLXIX, deverá ter sido lapso, uma vez que esses textos datam de 1958 e 1959: se a publicação não foi simultânea, talvez tenha sido pouco posterior. Além disso, tem uma dedicatória de oferta manuscrita pelo autor em folha preliminar. 

19€

Artur Lambert da Fonseca — «a Sacra Pastorícia» / «as Muralhas de Sortelha»

«a Sacra Pastorícia»
Poesia KRAK – L. Sampedro. (1972) In-8º gr. de 28, [4] págs. Br.

[No mesmo volume, ao invés]:
«as Muralhas de Sortelha»
(idem), 58, [2] págs.

Boa edição em papel avergoado, a primeira de cada, apresentando em complemento os dois títulos reunidos, um de cada lado do volume (ilustrado por várias fotogravuras a página inteira com imagens de pastores e de vários aspectos do complexo amuralhado da conhecida e sui generis povoação serrana); tendo composição e impressão da Gráfica de Coimbra, sob chancela da editora lisboeta Sampedro; com tiragem decerto reduzida. «a Sacra Pastorícia» agrupa textos em verso e prosa; «as Muralhas...», exclusivamente em verso.

Exemplar por estrear.

14€

Jorge Amado — Seara Vermelha (romance)

Martins (1971). In-8º de 341, [III] págs. Br.

"Juntamente com «Terras do Sem Fim», é «Seara Vermelha» o romance de Jorge Amado mais traduzido e divulgado no mundo. A dura e dramática história do êxodo dos sertanejos e de suas lutas tem comovido milhões de leitores nos mais diversos recantos do universo, em traduções em línguas tão diversas quanto o albanês e o alemão, o chinês e o italiano, o russo e o francês, o ucraniano e o sueco, o árabe e o espanhol [sic], o búlgaro e o finlandês, o grego e o sloveno, o húngaro e o polonês, o tcheco e o slovaco, o servio-croata e o romeno, o lituano e o hebreu. (…) Enriquece "Seara Vermelha" nesta edição a série de magníficas ilustrações de Carlos Scliar (gravuras em linoleum)".

10€

Jorge Amado — O Amor do Soldado

O Amor do Soldado: História de um Poeta e sua Amante (em um prólogo, três atos e um epílogo) / 2.ª edição / Capa de Clovis Graciano

Livraria Martins Editôra / Edifício Mário de Andrade – São Paulo. (1958). In-8º de 225, [III] págs. Br.

“História de um amor dramático, é também a história das lutas do poeta genial pela abolição, pela República, pela liberdade. Acompanhamos a peregrinação de Castro Alves através do Brasil – Recife, Bahia, Rio, São Paulo –, levando a palavra generosa da abolição dos escravos, sacrificando às suas idéias até o amor de sua vida”.
Publicada originalmente ainda na década de 40 (1947), a peça teve aqui a sua primeira edição sob o título definitivo – entre muitas dezenas até hoje –, conforme o próprio Jorge Amado indicava em curta nota prévia.

Exemplar com ligeiro vinco no canto superior ao longo de boa parte do volume.

17€

Fernando Campos — A Casa do Pó

A Casa do Pó (11.ª edição)

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / Outubro 1999). In-8º de 436, [2], [ii] págs. Br.

"Na esquina da Avenida João XXI com a Avenida de Roma, uma senhora vendia livros em segunda mão num antigo triciclo de gelados transformado em livraria ambulante. Era pelos idos de 1976. O então desconhecido escritor namorava um exemplar raríssimo de Frei Pantaleão de Aveiro com data de 1700. Cinco contos era muito dinheiro. Depois de bem negociado, acabou por ficar por um conto e quinhentos. A sua leitura precipitou a escrita de A Casa do Pó - concluído o livro, foi só fazer uma listagem das editoras presentes nas Páginas Amarelas e, como a que estava mais perto era a Difel, foi para lá que a filha do escritor se encaminhou com o original. Nasceu, com esta simplicidade, um dos grandes êxitos da literatura portuguesa contemporânea" [José do Carmo Francisco]

Exemplar com dedicatória manuscrita e assinada pelo autor.

15€

Fernando Campos — A Sala das Perguntas

A Sala das Perguntas (2.ª edição)

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / Janeiro 1999). In-8º de 399, [1], [iv] págs. Br.

“Neste romance o leitor viaja com Damião de Góis pela Europa do segundo quartel do séc.XVI e conhece o Portugal contraditório da glória dos descobrimentos, dos primeiros sinais da decadência e do começo da Inquisição. Venha, leitor, a Antuérpia, à feitoria portuguesa, ver junto ao Esclada a faina do embarque e desembarque das mercadorias. / Dê um salto a Londres conversar com Henrique VIII e com Tomás Morus. / Vá de jornada à Dinamarca, passe em Vitemberga a almoçar e merendar com Lutero e Melâncton. / Em Gdansky conheça os mercadores da Hansa, assista, no porto, ao carregamento de mastros das florestas do norte para as naus portuguesas, ouça Góis falar sobre o Preste João e sobre a infeliz sorte dos Lapões com o bispo de Upsala, João Magnus Gotus e seu irmão Olau... / Regresse à Flandres, matricule-se na universidade de Lovaina e, ao defendê-la de um cerco de tropas francesas, seja feito refém só resgatável a peso de ouro... E regresse à pátria para ser perseguido por ter amor à verdade e para ser finalmente acusado ao Santo Ofício, preso nos cárceres da Inquisição, inquirido sobre a sua consciência na sala das perguntas dos Estaus..."

10€

Fernando Campos — A Esmeralda Partida

Difel / Difusão Editorial, S. A. (Impressão e acabamento: Tipografia Guerra – Viseu / 1995). In-8º de 682, [1], [v] págs. Br.

"É o século XV que nos entra nos sentidos. (...) A galeria dos Almadas e dos Senhores de Montemor-o-Velho, que nos impelem para lugares como Alfarrobeira e o panteon de S. Marcos. Os vultos isolados dos nomes mais sonantes da época em que os portugueses foram universais. / A acção ultrapassa fronteiras além Pirinéus. A Inglaterra, a Flandres e a Borgonha, a França do pérfido Luís a contracenar com o temerário Carlos e o inocente Afonso de Portugal. O Sacro Império do imperador Segismundo, Roma, Veneza e outros tantos lugares sem esquecer as plagas africanas e as terras por desvendar."

Edição original - dois exemplares disponíveis, um melhor e outro com ligeiro desgaste exterior.

12€ / 14€

Magnus Berström — Coitas de Amor

Coitas de Amor (A primeira saüdade portuguesa – Claridade e sombra – Estrêla de alva – O Rei-Trovador - «Até a Fin do Mundo») / Ilustrações de Alberto Sousa, Alfredo Morais e Armando de Lucena / 3.ª Edição

Emprêsa Nacional de Publicidade (Lisboa, 1938). In-8º de 202, [I], [ii] págs. Enc.

“O Tempo, sempre a fugir, sôbre ruínas, vitórias e bençãos de santidade, conseguiu construir o monumento que aos homens indica o Passado, com as suas misérias e grandezas, ― a História. Nas páginas desta ficam estampadas as tempestades da alma humana, desde a ambição de glória que foi vertigem, até àquelas alucinadas paixões que, transformadas em lágrimas de saüdade, orvalham as velhas campas do Amor”; Teresa e Fernão Peres, Pedro e Inês. Os três capítulos intermédios estão igualmente indicados no subtítulo e referem-se a Sancho I, Branca e o avô do Pedro com que encerra o volume este luso-sueco, filho de pai svensk e mãe portuguesa que ainda em criança terá vindo para Portugal, onde se formou em Direito mas estudou também muitas coisas mais interessantes – sobretudo história medieval portuguesa e linguística, sendo autor de vários livros do género deste, sobre personagens do tempo da formação da nacionalidade. Entre muitos outros ofícios, dirigiu a Empresa Nacional de Publicidade que editou esta peça. 

Encadernação do editor, com capa de plausível série em brochura. 

15€   

Patrick Modiano — Na Rua das Lojas Escuras

Na Rua das Lojas Escuras (Tradução: Ana Luísa Faria e Miguel Serras Pereira)

Crime Imperfeito (Relógio d’Água, 1987). In-8º de 185, [iii] págs. Br.

Salvo erro, foi esta a primeira edição em Portugal do escritor francês, Prémio Nobel da Literatura em 
Capa de Jorge Colombo.

12€

Georges Sadoul — Dicionário dos Cineastas (actualizado por Émile Breton / 1977)

Livros Horizonte (1979). (Fotocomposto por Gris Impressores / Impresso na Litografia Amorim). In-8º de 335, [1] págs. Br.

Quem olhe para a capa e de imediato reconheça Lia Gama logo suspeitará de uma edição «à portuguesa», e aparentemente assim foi, com as fichas dos cineastas nacionais a serem asseguradas por Jorge Leitão Ramos, Manuel Machado da Luz e Salvato Teles de Meneses.

Terceiro título publicado na colecção «Horizonte de Cinema».

14€

Georges Sadoul — Dictionnaire des Films

Microcosme / Éditions du Seuil. (1965). In-8º de 279, [VII] págs. Br.

Quinto volume publicado numa bem conhecida colecção que imediatamente antes dera a lume o complementar deste - Dictionnaire des Cinéastes. Abundantes ilustrações no texto, em pequeno ou quando muito médio formato, reproduzindo fotogramas de grande parte dos filmes recenseados por este famoso especialista em História do Cinema.


10€

Georges Sadoul — A Vida de Charlot

(Portugália Editora). (Composto e impresso na Tip. Leandro). In-12º de 278, [VII], [iii] págs. Br.

Esta edição portuguesa, integrada na série «o livro de bolso», teve tradução de Maria Helena da Costa Dias e capa de João da Câmara Leme.

Exemplar em 2.ª mão, mas sem defeitos de maior.

8€


The Lumiere Project: the European Film Archives at the Crossroads

(Edited by Catherine A. Surowiec) The Lumiere Project: the European Film Archives at the Crossroads

(Associação Projecto LUMIERE / Printed in PORTUGAL (Guide – Artes Gráficas, Lisboa) February 1996). In-4º gr. de 261, [III] págs. Cart. 

"As cinema celebrates its first hundred years, we ourselves also stand at the brink of a new millenium. The preservation of film history is at a crossroads. (...) Lavishly illustrated in glorious colour, this book helps to bring alive the common concerns facing the future of our cinema heritage". Devido em boa parte a esforço de portugueses como António-Pedro Vasconcelos, e presidido por José Manuel Costa, que aqui assina um longo texto introdutório, este Projecto Lumiere, entre outras coisas, dedicou-se à restauração de um corpus de cem clássicos do cinema europeu (incluindo o nosso Oliveira, por exemplo); neste álbum apresentados com algum detalhe e informação útil (sabiam que o Aniki-Bobó deve o argumento a um texto do republicano Rodrigues de Freitas?) e abundantemente ilustrados por fotogramas retirados dos filmes a restauro.  
Cartonado e revestido de uma sobrecapa em papel, o volume teve design gráfico do habituée Manuel Rosa.   
  
Exemplar usado; com o selo da livraria portuguesa do Instituto Português do Oriente e ex-libris aposto.

30€

Marcello Mastroianni — Eu lembro-me, sim, bem me lembro

Eu lembro-me, sim, bem me lembro (Tradução de José Colaço Barreiros)

teorema (impresso no mês de outubro de 1997). In-8º de 184, [VI] págs. Br.

"Talvez nenhum actor se tenha jamais despedido do público com um testamento palpitante de vitalidade como Mi Ricordo, si, io mi Ricordo, o filme-confissão realizado pela sua companheira Anna Maria Tató, durante a rodagem, em Portugal, de Viagem ao Princípio do Mundo, de Manoel de Oliveira. Ao longo deste texto, que serviu de suporte ao filme, Mastroianni puxa pelos múltiplos fios da memória e da reflexão, para nos dar um retrato do seu percurso de cinquenta anos através da vasta constelação do cinema em que brilham nomes como De Sica, Visconti, Fellini, Ferreri... um riquíssimo passado, pontuado também por muitas leituras, mas sem renunciar àquilo que chama a "nostalgia do futuro"."
Dizia Mastroianni: "Aos 72 anos e depois de mais de 170 filmes, continuo cada vez mais ávido de experiências novas. Como, por exemplo, esta, aqui nestas montanhas de Portugal" - as de Castro Laboreiro, em Melgaço, alternadas na outra ponta do alto Alto-Minho com Caminha, onde vários planos foram também filmados; o quartel-general da comitiva era em Peso, mas já se sabe que o realizador e ex-automobilista de competição só estava bem a fazer longas viagens de carro... A propósito, uma das entradas deste «diário», "88 anos!", reza assim: "Manoel de Oliveira tem oitenta e oito anos. Nunca vi os filmes dele, mas conheço-o de nome, é considerado um papa do cinema internacional. Achei a ideia de trabalhar com um realizador de oitenta e oito anos um privilégio. (...) Mas digo: oitenta e oito anos! Chega a ser irritante, na sua energia. De manhã às oito está na piscina a tomar banho, e faz frio, eh!".

Exemplares por estrear.

10€

Paul Virilio — Guerra e Cinema: Logística da Percepção

Guerra e Cinema: Logística da Percepção (Tradução Luís Lima)

Orfeu Negro (Impressão: Guide – Artes Gráficas / Lisboa, Janeiro de 2019). In-8º peq. de 202, [VI] págs. Br.

“Este ensaio desenvolve uma abordagem praticamente inexistente, que consiste na utilização sistemática das técnicas cinematográficas nos conflitos decorridos ao longo do século XX. (...) Hoje compreende-se melhor a importância decisiva dessa «logística da percepção» e o segredo que a rodeia. Guerra das imagens e dos sons que substitui a guerra dos objectos (projécteis, vectores explosivos mais ou menos devastadores...) em prol de uma vontade de iluminação generalizada, capaz de tudo dar a ver e a saber, em cada lugar, a cada instante, versão técnica do olho de Deus que proibiria para sempre o acidente, a surpresa”.
Capítulos: «A força militar é regulada na sua relação com o semelhante»; «O cinema não é eu vejo, mas sim eu voo» [sic - falta um circunflexo para o vôo]; «Deixai toda a esperança, ó vós que entrais no inferno das imagens»; «A impostura da imediatez»; «A sala de cinema Fern Andra»; «Quem tem prioridade no tempo tem prioridade no direito»; «Um travelling com oitenta anos». 
A edição original francesa saíra em 1984 nos celebérrimos Cahiers du Cinéma.

Exemplares novos, com o marcador próprio da edição.

15€

Shakespeare no Cinema

Shakespeare no Cinema (em colaboração com o Teatro Nacional D. Maria II / com o apoio do British Council e de Filmes Lusomundo / por Ocasião da vinda a Portugal da Renaissance Theatre Company de Kenneth Branagh). 

Cinemateca Portuguesa, Sala Dr. Félix Ribeiro / Abril de 1990. 18 ff. em policópia, agrafadas.  

De tiragem plausivelmente não muito ampla, dada a opção por impressão policópia, com o conjunto de folhas A4 agrafado manualmente a uma capa em cartolina, a publicação teve uma «Nota de Abertura» do director, Bénard da Costa, intitulada «Um Programa Shakespeare»; e depois o texto principal («Shakespeare e o Cinema») de Frederico Lourenço, que para quem não saiba foi fugaz crítico de cinema antes de se lançar na literatura e na linguística; terminando por uma bastante exaustiva «Filmografia» preparada por Manuel Cintra Ferreira.

15€

The Complete Works of William Shakespeare, edited by Thomas Keightley

The Complete Works of William Shakespeare, edited by Thomas Keightley / with a preface by J. H. Lobban, M. A. "Editor of The Granta Shakespeare", Lecturer in English Literature, Birbeck College (University of London) / with 32 illustrations in colour after famous artists (...)

Virtue & Co., ltd. / Selfridge & Co. Ltd. (Printed in Great Britain at The Mayflower Press, Plymouth). In-4º de xiv, [ii], 209, [i]; [ii], 237, [i]; [ii], 198; e [ii], 299, [i] págs. Enc.

A nota preliminar, mais extensa do que o prefácio aludido, argumentava que a divisão tripartida tradicional das peças - a do «First Folio» - era incongruente e insatisfatória, defendendo a que aqui se adopta (quadripartida - quatro partições aliás numeradas de forma autónoma) com a ideia de que "The critical rearrangement of the plays, the nineteenth century's greatest contribution to our literary history, was the result of a vast amount of detailed and highly specialised international research, textual, bibliographical, prosodic".
Edição esmerada, com cerca de um milhar de páginas (em tamanho de letra pequeno) impressas sobre papel fino tendo o corte dourado por todo e encadernadas em pele maleável também gravada a ouro. As boas ilustrações foram impressas em folhas à parte de papel couché, reproduzindo trabalhos de uma dúzia de artistas entre os quais os nomes cá mais conhecidos serão hoje os de Millais, Collier e Holman Hunt.

Dois ligeiros rasgões em cada uma das extemidades da lombada; de resto, sem defeitos significativos a destacar.  

40€

Shakespeare — Obras Completas

Obras Completas / estudio preliminar, traduccion y notas por Luis Astrana Marin / primera version integra del ingles / unica edicion completa en lengua castellana / (octava edicion)

M. Aguilar, editor / Madrid, 1947. In-8º de 1877, [III] págs. Enc.

Recolha no figurino e formato habituais da Aguilar, com o volume encadernado em pele maleável gravada a ouro e a seco - e, neste caso, tendo o corte das folhas tintado com motivos ornamentais que parecem decalque de antigos padrões saxónicos. Os textos dramáticos ocupam naturalmente quase toda a extensão do livro, cabendo pouco mais de uma centena de páginas finais à produção lírica, mormente os sonetos – que aqui foram traduzidos de forma um tanto preguiçosa, em prosa, e não «à Graça Moura».
A ilustrar as guardas está um quadro do grande astro literário do período isabelino declamando em face precisamente da sua rainha Elizabeth.

40€

Shakespeare — O Rei Lear

O Rei Lear (Tradução e notas de Álvaro Cunhal / Introdução de Luís de Sousa Rebelo)

caminho (Impressão e acabamento: Tipografia Peres / Data de impressão: Setembro de 2002). In-8º gr. de 269, [I] págs. Enc.

“A versão d’O Rei Lear, que agora se publica, apareceu inicialmente nas Obras de Shakespeare, editadas em fascículos pela Tipografia Scarpa em Lisboa, que, para o efeito, se assumiu como editora do projecto. (...) O problema da produção da capa para o último volume, devido à falência da casa fornecedora, deixou o conjunto da obra materialmente deficiente, impedindo a sua posterior circulação no mercado. Estas circunstâncias fazem da edição (...) uma raridade bibliográfica”, assim começava Rebelo o seu prefácio, passando depois a explicar as circunstâncias e o anonimato da tradução – de um Cunhal que, como Lear..., se encontrava então preso pelo regime.
Falando nisso, vêm bem a propósito estas palavras da fala do Duque da Cornualha, a págs. 77, que imediatamente nos fazem pensar no principal saudoso do dito regime nestes nossos parvos tempos, mais e menos parvos do que ele: “Isto é um homem que, louvado pela sua sem-cerimónia, afecta uma insolente grosseria e afasta a fala do seu uso natural: ele não sabe adular, ele! Sendo honesto e franco, tem de dizer a verdade; se é bem recebida, tanto melhor; se não o é, fica a franqueza. Conheço bem esta espécie de mariolas que, sob tal franqueza, escondem mais manhas e más intenções que vinte cortesãos insignificantes e mesureiros, que entretanto cumprem com o máximo escrúpulo os seus deveres”.

Encadernação em tela fina gravada a dourado, com sobrecapa ilustrada de papel.

17€    

Shakespeare — Medida por Medida

Medida por Medida (Introdução, tradução e notas por M. Gomes da Torre)

Campo das Letras (Novembro de 2001). In-8º de 152, [I], [iii] págs. Enc. 

“O enredo de Medida por Medida foi algumas vezes usado por outros dramaturgos como base para adaptações expurgadas das partes mais escabrosas em situações e linguagem, assim se adaptando à mentalidade dominante dos períodos em que tais adaptações foram feitas. Em face de tudo isto, pode ser um tanto ou quanto surpreendente que no último meio século (...) tenha figurado entre as peças de Shakespeare mais frequentemente representadas” 

Volume publicado na colecção «Shakespeare para o século XX», com capa cartonada gravada a dourado. 

Exemplar novo.

12€

Shakespeare — Muito Barulho por Nada

Muito Barulho por Nada (Introdução, tradução e notas por Maria João Pires)

Campo das Letras (Novembro de 2001). In-8º de 151, [v], [II] págs. Enc.

No texto introdutório, a tradutora dizia esta a terceira edição da comédia publicada em Portugal, tendo-a precedido uma de Sophia (que traduziu o Hamlet, recorde-se) uma década antes e a de Henrique Braga e João Grave na década de 1920, para a Lello, na colecção shakesperiana que começou nessa altura – embora Maria João Pires, por lapso, referisse noutro passo que datou da segunda metade do século. “Nada nesta peça se afigura previsível: a vivavidade e a espontaneidade, com as quais os brilhantes jogos de palavras e de wit se revelam, mantêm sempre presente o compromisso entre a liberdade, a criatividade e o carácter formal das personagens e suas atitudes.  

Outro que tal (ver acima).

12€

Shakespeare — Como Queiram

Como Queiram (tradução e prefácio: Daniel Jonas)

húmus (Impressão: Papelmunde / Maio de 2014). In-8º de 121, [vi], [I] págs. Br.

"A tradução aqui publicada foi realizada para a criação apresentada no Teatro Carlos Alberto (Porto), entre 14 e 23 de Fevereiro de 2014", com encenação de Beatriz Batarda e interpretações de, entre outros, Bruno Nogueira, Leonor Salgueiro, Marco Martins, Nuno Lopes, Rui Mendes e Sara Carinhas.

12º título da «Colecção Teatro Nacional São João», no habitual figurino gráfico da série.  

8€

Georg Büchner — Woyzeck (tradução e prefácio: João Barrento)

húmus (Impressão: Papelmunde / Março de 2010). In-8º de 

Woyzeck é o mais (in)acabado exemplo de “drama aberto” da dramaturgia pós-moderna. Não se saberá nunca o que seria esta peça que não chegou a sê-lo, se Georg Büchner não tivesse morrido prematuramente [sic], de tifo, aos vinte e três anos, no exílio suíço. (...) Os fragmentos dos quatro manuscritos de que dispomos poderiam ter evoluído para uma tragicomédia absurda da qual saltasse a imagem ampliada da grande opacidade, impenetrável, da natureza humana (como na farsa trágica Leôncio e Lena). Ou também numa monumental sátira, escrita da perspectiva tomista-materialista, céptica e cínica, do médico e do pensador anti-idealista Georg Büchner. (...) Assim, fragmentária e redundante como nos chegou, é matéria movediça e fulgurante, como a dos sonhos”
Assim começava Barrento o seu longo prefácio, a que chamou “a majestade do absurdo”.

9€

Pirandello — Cecè / O Barrete de Guizos / O Homem com a Flor na Boca / Sonho (ou talvez não)

Cecè / O Barrete de Guizos / O Homem com a Flor na Boca / Sonho (ou talvez não) // tradução e prefácio: Simão do Vale Africano

húmus (Impressão: Papelmunde / Novembro de 2018). In-8º de 144, [ii], [II] págs. Br.

Como todas as desta série, a edição é graficamente cuidada, revestido o volume de sobrecapa ilustrada de papel.

10€

Maria Velho da Costa — Madame / versão de cena (2000)

húmus (Impressão: Papelmunde / Novembro de 2018). In-8º de 80 págs. Br. 

Publicada na colecção Teatro Nacional São João, que a co-edita, a edição contou com prefácios da própria Maria Velho da Costa (explicando como e porque reconfigurou a peça para esta encenação, após várias conversas com encenador e actrizes, alterando substancialmente a verão original publicada na Dom Quixote) e do encenador Ricardo Pais; e com um posfácio de Abel Barros Baptista, aproveitado do programa de sala à altura da encenação.
O texto cruza temas e personagens femininas (Maria Eduarda e Capitu, representadas por Eunice Muñoz e Eva Wilma, que pelos vistos pretendiam contracenar – funcionando esta peça quase como encomenda para esse efeito) dos romances Os Maias, de Eça, e Dom Casmurro, de Machado de Assis. 

8€   

Maria Teresa Horta: A Life of Writing, Writing Lives

Maria Teresa Horta: A Life of Writing, Writing Lives / Uma Vida de Escrita, Escrevendo Vidas // Edited by Ana Raquel Fernandes / Translations and notes by Patricia Odber de Baubeta and Margarida Vale de Gato

ULICES • CEAUL / húmus (Printing / Impressão: Papelmunde – V. N. Famalicão, Maio 2019). In-8º de 114, [ii] págs. Br.

A nota editorial na capa dizia este “um projecto singular, que justapõe poesia e ficção breve, no original e em tradução, de uma autora notável. (...) Cruzando as fronteiras da linguagem e do género literário, o presente volume oferece uma seleção [sic] de contos e poemas para dar a conhecer a obra multifacetada da autora nas línguas inglesa e portuguesa”. Há ainda dois textos de homenagem das tradutoras, uma para as prosas e outra para os versos, que naturalmente abordam também alguns dos tópicos das respectivas traduções.  

12€ [P.V.P.]

Maria Teresa Horta — Os Anjos

Litexa Portugal, 1983. In-8º de 120, [4] págs. Br.

Edição publicada na colecção poética «De Viva Voz» (dirigida por Artur Lucena).

Exemplar valorizado por autógrafo da autora, sem mais, na folha de rosto.
 
15€

Filomena Cabral — Os anjos andam nus

imagem do corpo, n.º 22 (Ulmeiro, Fevereiro de 1985). In-8º de 57, [ii], [V] págs. Br.

Exaustiva ou não, a lista apresentada de bibliografia da autora indicava este como o seu quinto título, depois de Sol Intermitente (1976), Poemas do Amor e da Morte (1977), Muxima (1979), todos estes de poemas, e Staccato (1981).

Bom exemplar. 

10€

Filomena Cabral — Iluminuras

átrio, 1987 (Impressão: Tipografia do Carvalhido, Porto). In-8º de 99, [i] págs. Br.

Este livro de poesia da portuense foi o segundo título publicado na colecção Harpa, e ilustra bem os  traços que alguém muito mais tarde apontaria quer à poética, quer à prosa (muitas vezes poética) desta escritora e jornalista: “uma inscrição do feminino no que de mais secreto e inapreensível ele 
possui, aqui cercado na sensualidade dos olhares, dos perfumes, das relações espectaculares. Escrita  de um erotismo algo místico”.

10€

Dalila Pereira da Costa — Duas Epopeias das Américas

Duas Epopeias das Américas: Moby Dick e Grande Sertão: Veredas (ou o problema do Mal)

1974 / Lello & Irmão – Editores, Porto. In-8º peq. de 147, [i] págs. Br.

Duplo ensaio: o primeiro, «A Baleia», constando dos capítulos «A Baleia Branca», «Os baleeiros», «As pradarias marinhas», «O capitão Ahab», «O filho do século» e «O prisioneiro e a muralha»; e o segundo, «O Andrógino», com «Da existência e essência do Demónio», «Os que se decidiram: milícias celestes e jagunços», «Os gerais: o campo da luta», «Riobaldo», «A procura da vereda estreita», «O homem ensimesmado e a perplexidade lúcida», «Para o vislumbrar de Deus», «A sobrecoisa e o instantâneo de realidade» e «O andrógino».

12€