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Boletim bibliográfico 1/2025

O primeiro propriamente dito deste ano tem como de costume muita literatura e poesia - e também alguma arte, algum teatro, algum cinema.
Disponível para consulta

Maximiliano de Lemos — Camilo e os Médicos

Camilo e os Médicos (prefácio de João de Araújo Correia)

Modo de Ler (Outubro de 2012). (Impressão e acabamento: Empresa Diário do Porto). In-8º gr. de 424, [IV], [ii] págs. Br.

«O Cunhado de Camilo, Francisco José de Azevedo», «O Boticário Macário Afonso, de Friúme», «Os Estudos no Porto: Professores e Condiscípulos», «Os Médicos de Fanny Owen – O Dr. António Ferreira Moutinho», «O Processo de Camilo – Médicos que nele Intervieram», «Júlio Dinis», «Sousa Viterbo», «Ricardo Jorge», «A Cegueira de Camilo – Médicos Oculistas», «O Segundo Casamento de Camilo – Urbino de Freitas», «O Último Médico de Camilo: Edmundo de Magalhães Machado». 

20€

Camilo Castelo-Branco — Páginas quase esquecidas

Páginas Quase Esquecidas (Recolha, apresentação e notas de Alexandre Cabral)

Editorial Inova sarl. [Na capa: Depositários: Modo de Ler, editores e livreiros limitada]. In-8º de 285, [IX], [iv] e 309, [X], [v] págs. Br.

Reedição em tomo único, não datada, dos dois volumes originalmente publicados em 1972 e 1973 – agora com uma nova capa a congregá-los, e já com edição da Modo de Ler, «herdeira» da Inova.

Exemplar igualmente por estrear, este em depósito pós-devolução.

25€

Camilo Castelo-Branco — Páginas quase esquecidas

Páginas Quase Esquecidas (Recolha, apresentação e notas de Alexandre Cabral)

Editorial Inova sarl (Novembro 1972 – Julho 1973). 2 vols. in-8º de 285, [IX], [iv] e 309, [X], [v] págs. Br.

“Estas PÁGINAS QUASE ESQUECIDAS, com que a Editorial Inova abre a sua «Biblioteca Camiliana», são uma colectânea de prefácios escritos por Camilo para obras alheias, (...) de indubitável interesse para o conhecimento do genial escritor, tanto mais que, não reflectindo, por pertencerem a um género «menor», os aspectos fulgurantes e até mais conhecidos do seu talento, revelam, em contrapartida, devido à sua espontaneidade, uma visão mais íntima do seu temperamento e artista”. 

Primeira edição, em dois volumes semi-consecutivos, ambos por estrear.

30€

Camilo Castelo-Branco — O Judeu

E-Primatur (Papelmunde em Janeiro de 2016). In-8º gr. de 320 págs. Br.

"António José da Silva, conhecido como "o judeu", apesar de praticamente esquecido nos nossos dias foi um dos maiores dramaturgos da literatura portuguesa. A sua vida inspirou várias obras literárias entre as quais este romance histórico de Camilo", assim finalmente reeditado.

15€


Camilo Castelo-Branco — Contos e Novelas. Toda a Ficção Curta / Volume I

Contos e Novelas. Toda a Ficção Curta de (...) / Volume I / organização ∙ introdução ∙ notas: Hugo Pinto Santos

E-Primatur (Papelmunde em Novembro de 2019). In-8º gr. de 764, [III], [i] págs. Br.

Este primeiro volume publicado agrupava «Maria! Não me mates que sou tua mãe», «Vinte Dias de Agonia» (de «Um Livro»), as curtas «Cenas Contemporâneas» (incluindo a mais conhecida «Uma Praga Rogada nas Escadas da Forca»), «A Sorte em Preto» e «Dinheiro» (de «Cenas da Foz»), as quatro de «Duas Horas de Leitura» (incluindo a recentemente autónoma «Impressão Indelével»), «Doze Casamentos Felizes», «Noites de Lamego» (com as duas consecutivas e mais conhecidas «Como Ela o Amava!» e «História de uma Porta») e, em apêndice, a transcrição do auto de julgamento da matricida Maria José, a Maria do opúsculo de Camilo que inaugura a recolha.

24€  

Camilo Castelo-Branco — Contos e Novelas. Toda a Ficção Curta / Volume II

Contos e Novelas. Toda a Ficção Curta de (...) / Volume II / organização ∙ introdução ∙ notas: Hugo Pinto Santos

E-Primatur (Papelmunde em Novembro de 2019). In-8º gr. de 800 págs. Br.

Agora o interessantíssimo «Cenas Inocentes da Comédia Humana», o acabado de reeditar em edição autónoma «No Bom Jesus do Monte», Vinte Horas de Liteira», «Cousas Leves e Pesadas», «As virtudes antigas ou a freira que fazia chagas e o frade que fazia reis», «Voltareis, ó Cristo?», o mítico «A Infanta Capelista», «O Carrasco de Victor Hugo José Alves»; e no final, em apêndice, reproduz-se outro texto de Camilo sobre o Bom Jesus bracarense. 

25€  

Camilo Castelo-Branco — Contos e Novelas. Toda a Ficção Curta / Volume III

Contos e Novelas. Toda a Ficção Curta de (...) / Volume II / organização ∙ introdução ∙ notas: Hugo Pinto Santos

E-Primatur (Papelmunde em Dezembro de 2022). In-8º gr. de 440 págs. Br.

“O presente volume, terceiro na integral da ficção breve de Camilo Castelo Branco, compreende-se entre as datas de 1872 e 1876”, abarcando contos, novelas e «short stories» de Quatro Horas Inocentes, Noites de Insónia e Novelas do Minho.

22€ 

Feira do Livro Camiliano - 15/16 de Março, Centro Português de Fotografia

Nos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo-Branco, livrarias e editoras vizinhas e quase-vizinhas da antiga Cadeia da Relação juntam-se numa iniciativa porventura inédita: uma feira do livro inteiramente camiliana (só livros de e sobre Camilo). O cenário teria de ser este mesmo - o local onde o escritor esteve preso com Ana Plácido e onde compôs, entre outros romances, o Amor de Perdição que deu nome ao largo diante do edifício. Não serão 200, serão mais livros à vossa espera; incluindo, é claro, variadíssimas edições dessa «obra-prima» desdenhada pelo seu autor.
Desde primeiras edições oitocentistas a outras acabadas de sair, desde tiragens especiais e livros mais raros às colecções mais correntes, haverá de tudo um pouco.

Uma organização da bibliographias e do Centro Português de Fotografia (CPF).    

Catherine Hogarth Dickens - À Mesa com Charles Dickens

À Mesa com Charles Dickens (Tradução, adaptação, prefácio e posfácio: Edite Vieira Phillips)

colares editora (2018). In-8º de 104, [II] págs. Br.

“Grande parte da vida social passava-se à mesa e a organização dos menus e selecção dos convidados era criteriosamente planificada pelo casal Dickens. Catherine Hogarth Dickens tomou sistematicamente a devida nota dos célebres jantares o que permite neste livro (...) aceder aos cardápios que documentam os hábitos alimentares da época victoriana”

Vários exemplares disponíveis.

12€

Charles Dickens — As Aventuras do Sr. Pickwick

As Aventuras do Sr. Pickwick (versão de Raul Feio / ilustrações de Álvaro Duarte de Almeida)

Edições Romero. [S/d]. 2 vols. in-8º de 128 págs. nums. em conjunto. Br.

Versão abreviada, para um público juvenil.

Ambos os exemplares com ligeiro desgaste exterior, o do segundo volume com um pequeno rasgão (sem falha de papel) ao alto.

10€

Charles Dickens — The Pickwick Papers

The Pickwick Papers (With an introduction by Alec Waugh)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Holland by Druckkerij Holland, N. V., Amsterdam). (1953). In-8º peq. de 796, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça; neste caso impresso na Holanda, e não nas oficinas da própria Collins, ao contrário do habitual. 
O estudo de Waugh é de bastante proveito.

20€

Charles Dickens — The Old Curiosity Shop

The Old Curiosity Shop (With an introduction by R. Brimley Johnson)

Collins / London and Glasgow. (Printed in Great Britain by Collins Clear Type Press). (1953). In-8º peq. de 510, [II] págs. Cart.

Volume publicado na série da editora londrina com cartonagem revestida a pele maleável gravada na lombada a dourado e o corte das folhas carminado à cabeça.

20€

Charles Dickens — A Loja de Antiguidades

Loja de Antiguidades (Traduzido do inglês por Basílio Cardoso / 3.ª edição)

Portugália Editora, Lisboa. (Composto e impresso na Compugráfica, Lda. 1972). In-8º de 526, [VI] págs. Br.

O primeiro período deste livro - página e meia, como no caso do Húmus de Raul Brandão - é dos mais interessantes da história da literatura (os noctívagos e adeptos de sossego em geral apreciá-lo-ão); passando depois essa toada especulativa ao registo mais romanceado típico do grande romancista inglês.


12€ 

Charles Dickens — Grandes Esperanças

Grandes Esperanças (Tradução de Armando de Morais)

Portugália Editora, Lisboa. (Este livro foi composto e impresso na Companhia Editora do Minho, Barcelos / Março de 1989). In-8º de 556, [III], [i] págs. Br. 

Versão recentemente recuperada pela principal editora portuguesa actual de Dickens, a E-Primatur, que assim descrevia este livro: "Romance de formação que acompanha o protagonista desde os últimos anos da sua infância até à idade adulta, é também uma obra portentosa sobre as relações entre homens e mulheres e o ódio e o amor que as atravessam. É também o retrato de uma época e de uma moral ainda vigente; ao mesmo tempo romance de aventuras, história romântica, meditação filosófica sobre os valores que nos regem, é, acima de tudo, um livro sobre as esperanças que temos e que têm para nós no futuro."

12€

Boletim bibliográfico 4/2024

O último do ano, abarcando grosso modo o último trimestre de 2024, tem naturalmente como epicentro (literário) o centenário do primeiro «Manifesto Surrealista» de André Breton - que aqui comparece com vários dos seus «compagnons-de-route», «alentours» e precursores. Estão também a nossa estadia alentejana, representada por Florbela Espanca e Mariana Alcoforado; os 90 anos de Jorge de Alarcão; o centenário de O'Neill; e várias «antiguidades» e novidades editoriais independentes, como costume.

Disponível para consulta
 

Charles Dickens — O Natal, à medida que envelhecemos

bibliographias, livraria editora (Impressão: Papelmunde / Dezembro 24). In-16º de 16 págs. Br.

Aquele que é um sério / o mais sério candidato a mais belo texto natalício alguma vez escrito tem enfim a sua primeira edição portuguesa, acabada hoje mesmo de sair, 173 anos depois da publicação original.
O preço abaixo indicado não é engano, é mesmo o melhor e mais barato presente de Natal que imaginar se possa. Palavra de livreiro-tradutor-editor.

4€

Pascoaes — O Bailado

Officina Noctua, 2024. 

Já cá aguardávamos há algum tempo esta edição especial, artisticamente ilustrada por Mário Peixoto, que vem também q.b. a propósito no ano em que se comemora o primeiro Manifesto do Surrealismo – deste livro que o seu grande divulgador e principal adepto, o nosso surrealista Cesariny, afirmava ser, 3 anos antes, “surrealista sem o surrealismo”. E por coincidência, ao chegar às oficinas gráficas onde ficou a preparar o nosso próprio livrinho de Natal, estava este a acabar de sair… O fantasioso português Pascoaes e o fantasista inglês Dickens, lado a lado; não parece mal.

Disponível, como de costume nas publicações desta galeria de arte e editora amarantina, em duas séries: uma comum, de 270 exemplares; e uma especial, dentro de estojo e acompanhada de uma serigrafia, numerada e assinada pelo artista, de apenas 30.

17€ / 40€

Heiner Müller — Poemas (1944-1995)

officina noctua (2022). In-8º de 71, [V] págs. Br.

Bonita edição, ilustrada por José Pereira, com a recolha das traduções compostas por Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta, para o espectáculo «Müller no Hotel Hessischer Hof» (1997) - estando em Portugal, já nem espanta que só duas décadas e meia depois alguém se tenha enfim lembrado de concretizar esta ideia óbvia...
Tiragem de 250 exemplares na série comum; à qual acresce uma outra de apenas 30 com as respectivas ilustrações e capa em serigrafia, encadernados manualmente, numerados e assinados pelo tradutor e pelo ilustrador. Em baixo estão os preços respectivos.

15€ / 50€

Heiner Müller — A Missão e outras peças

(Organização, tradução e posfácio de Anabela Mendes / Ilustrações e capa de José Castanheira)

a páginas tantas / Teatro / Lisboa  1982. (em Março de 1983 foi composto e impresso na sociedade industrial gráfica telles da silva, em lisboa). In-8º de págs. Br.

O volume recolhe «O Horácio», «Mauser», «A Máquina-Hamlet», «A Missão», «O Pai», «Anúncio de Morte»; rematados pelo texto crítico final da tradutora, em panorâmica, apresentando o autor ao público português «A Des-Construção da História - A propósito de Heiner Müller e de algumas das suas peças». A tradução de Anabela Mendes teve a colaboração do acima apresentado em nome próprio João Barrento, dinamizador desta «cooperativa de serviços culturais», editoriais inclusive.

15€

Franz Kafka — Le Procès (Der Prozess) / nouvelle édition

Le Procès (Der Prozess) / nouvelle édition, enrichie des variantes du texte original / Traduit de l'allemand avec une introduction par Alexandre Vialatte / Préface de Bernard Groethuysen

nrf / Gallimard, Paris (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Moderne (...) a Montrouge (Seine), le cinq octobre mil neuf cent soixante). In-8º de 349, [III] págs. Br.

Publicado na mesma colecção do anterior, sendo de bastante proveito quer a introdução do tradutor (que dedicou esta sua versão a Jean Paulhan), quer o prefácio do ensaísta de Antropologia Filosófica, salvo erro o seu único livro traduzido por cá.

12€

Franz Kafka — La Métamorphose (traduit de l'allemand par Alexandre Vialatte)

nrf / Gallimard, Paris VIIe (achevé d'imprimer sur les presses de l'Imprimerie Moderne (...) a Montrouge (Seine), le trente août mil neuf cent soixante et un). In-8º de 219, [V] págs. Br.

Além do mais célebre que lhe deu título, o volume, saído na colecção «Du Monde Entier», integra outras prosas de Kafka: outra novela, «Le Verdict», e os contos/textos curtos «Le Nouvel Avocat», «Un Médecin de Campagne», «La Galerie», «Une Vieille Page», «Devant la Loi», «Chacals et Arabes», etc. 

10€

De Poe a Kafka: para una teoría del cuento

Eudeba Editorial Universitaria de Buenos Aires (1968). In-8º peq. de 61, [III] págs. Br.

O autor, Mario Lancelotti, dividiu o seu estudo nos capítulos «El problema», «Sociologia y naturaleza del cuento», «La teoría de Poe», «El cuento como pasado activo», «Los límites del cuento», «Kafka y el cuento», «El tiempo en la obra novelística de Kafka».
A edição primitiva fôra em 1965. 

6€


Thomas Mann — as melhores novelas de (...)

Lisboa: Editorial Hélio, MCMXLVIII. In-8º de 194, [6] págs. Br.

Antologia elaborada a partir dos livros Mário und der Zäuber, The Pocket Book of Short Stories e Tónio Krüger, recolhendo «Um Pouco de Felicidade», «O Senhor Friedmann», «Mário e o Hipnotizador», «A Criança Prodígio», «Tobias Mindernickel» e «Alma Infantil». Abre o volume uma «Nota sobre o autor» redigida por Pedro Morais Carvalho.

O exemplar conserva-se ainda por estrear, com os cadernos por abrir. 

14€

Feira do Livro de Natal - Sociedade Martins Sarmento, Guimarães

Como habitualmente nos últimos anos, entre uma série de livrarias vimaranenses, também esta ex-«vimaranense» adoptiva participa a título de convidada na imperdível Feira do Livro de Natal da Sociedade Martins Sarmento.
Durante o resto do ano pode não ser, mas no Natal - não se sabe se por lá ter «nascido» a «nacionalidade», até porque há quem defenda com muito bom critério que foi noutra terra «nossa», Santa Maria da Feira - é Guimarães, entre as suas luzes e o seu prenúncio de início de Inverno, a mais bela cidade portuguesa (Santa Maria com o seu castelo vem logo a seguir). 
Se a isto se acrescenta uma bela duma Feira do Livro...

Há uns dias Guimarães já estava linda, ainda as luzes se começavam a preparar.
A partir de hoje é mesmo para visitar. Não percam.

Federico García Lorca — A morte da mãe de Charlot

A morte da mãe de Charlot / La muerte de la madre de Charlot (colección gallo verde, 19)

Ediciones El Gallo de Oro. (Esta edición se terminó de imprimir en el mes de mayo de 2022 en Printhaus, Bilbao). In-8º de 51, [I], [ii] págs. Br. 

Primeira edição portuguesa (bilingue, acompanhada do texto original castelhano) de um texto quase desconhecido por cá, redigido por Lorca antes da viagem aos Estados-Unidos e, curiosamente, dando à prosa uma toada surrealista semelhante à que de lá depois traria o seu esse sim tão conhecido Poeta em Nova Iorque.
Graficamente engraçadíssima, com capa e maquetes muito bem apanhadas de Yolanda Isasi, o único senão desta edição, ainda assim imperdível, foi algum descuido na tradução de Fernando Llarco – o que é pena, porque também teve soluções bastante boas ao verter o texto para o nosso idioma.

12€

Herberto Helder — La Muerte sin Maestro / A Morte sem Mestre

La Muerte sin Maestro / A Morte sem Mestre // Traducción de José Luis Puerto

Ediciones El Gallo de Oro (noviembre de 2016). In-8º de [ii], 87, [2], [iii], [ii] págs. Br.

“La Muerte sin Maestro viene a ser el testamento poético de Herberto Helder. Y funciona como un rito. El poeta, a la altura de la edad, en el umbral entre vida y muerte, en ese finis gloriae mundi en que se encuentra, vuelve a pronunciar -con exaltación y melancolía y con un lenguaje irracionalista, versicular y deslumbrante- los principales motivos de su decir poético: amor, eros, fascinación ante la figura de la mujer... y siempre, como telón de fondo, la vibración de un cosmos incesante.
A cinta editorial cita o poeta espanhol Antonio Gamoneda que dizia ter sido e ser então ainda este “o maior dos poetas contemporâneos da Europa, pelo menos”.  

15€

Feira do Livro de Portalegre

Por simpático convite da Livraria Nun'Álvares, que a organiza com o apoio do município, a bibliographias marca presença a título de visitante na Feira do Livro de Portalegre - decorre até domingo, nos belos claustros do convento de Santa Clara onde mora a biblioteca.
Na(s) banca(s) teremos muito do costume: uma selecção de editoras independentes, incluindo algumas novidades publicadas nos últimos meses; fundos variados; e aqui também um friso de livros mais antigos (com primeiras edições) do vila-condense José Régio, «padroeiro» literário desta cidade onde deu aulas durante décadas e onde ficaria quase até morrer.
Na memória, já que de morrer se fala, teremos o Paulo Vidal Nazaré, amigo desta casa e um dos mais habituais comentadores desta página - que viajou para muito mais longe e nos deixa saudade.

Se estiverem por perto (leia-se: menos de 100 kms), passem por cá. 

Artaud — O Teatro e o seu Duplo

O Teatro e o seu Duplo / Prefácio de Urbano Tavares Rodrigues / Tradução de Fiama Hasse Pais Brandão

Ensaio ――――― Editorial Minotauro, Lda. (Composto e impresso na Sociedade Industrial Gráfica – Lisboa). In-8º de 207, [II], [iii] págs. Br.

“Na sua repulsa veemente do teatro psicológico ocidental, que assenta na palavra – instrumento da razão, Artaud condena com raiva tudo o que seja brilharete intelectual, conversa de personagens sentadas, por mais subtil e mais lúcida. A acção do teatro não decorre, aos seus olhos, no plano social, moral ou psicológico. O teatro, para este visionário, filho do delírio e da paixão, é metafísico.” (Do prefácio de Urbano)

Exemplar por estrear, conservando os cadernos por abrir.

20€

Nos 100 anos do «Manifeste du Surréalisme»

Comemora-se hoje precisamente um século sobre a publicação do primeiro Manifesto do Surrealismo, de 
André Breton, saído dos prelos em Paris a 15 de Outubro de 1924. "Para sempre" é muito tempo, mas o mínimo que se pode dizer é que mudou a História da Literatura («malgré lui») pelo menos para mais outro século... Desde o Romantismo progenitor, e até hoje, não apareceu nada que se lhe possa sequer equiparar. Além disso, que é objectivo (mas não acaso), mudou também a relação de muitos de nós com a leitura e a literatura, com a arte, e até com a vida, o que não parece pouco. De resto, e sem especular demasiado, serão bastantes os livreiros que, se o surrealismo não tivesse existido, provavelmente não o seriam (livreiros) - e por conseguinte muitas livrarias, em Portugal e no estrangeiro, nunca teriam chegado a abrir portas. "O ser que desejas, existe": interpretando por extenso, assim nasceram editoras, assim nasceram livrarias. 

André Breton — Manifestos do Surrealismo

Livraria Letra Livre, 2016. In-8º de 358 págs. Br.

A edição, mais recente entre nós publicada deste(s) livro(s) fundamental(is), aproveita a tradução de Pedro Tamen já utilizada em edições anteriores noutras casas; agregando os dois manifestos, os prolegómenos a um terceiro manifesto, textos variados e Poisson Soluble, que justifica a capa de Luís Henriques.

16€

Rimbaud — Iluminações / Uma Cerveja no Inferno

Iluminações / Uma Cerveja no Inferno (tradução, prefácio e notas de Mário Cesariny / com sete traduções plásticas das «Iluminações»)

Estúdios Cor (1972). In-8º esguio de 154, [8] págs. Enc.

Num país até hoje com tantas e tão gritantes lacunas editoriais, não espantará demasiado que fosse apenas esta a primeira edição portuguesa das Illuminations – “A poesia escrita deve às «Iluminações» um terreno limite que muita gente explora mas para além do qual ainda ninguém atravessou”, como referia no prefácio o poeta tradutor, sendo o outro terreno limite conhecido, aliás anterior, os últimos hinos e fragmentos de Hölderlin; quanto a Uma Cerveja no Inferno, com o mais canónico título Uma Época no Inferno, fôra já publicada nesta versão do mesmo Cesariny pela Portugália em 1960. Além disso, o interesse desta edição é o de reproduzir os trabalhos aquados do próprio Cesariny, inspirados (ou a fingir) em excertos do poema, que salvo erro já não apareceriam em nenhuma das edições seguintes, incluindo as actuais na Assírio & Alvim.  

20€

Rimbaud — Oeuvres (Texte Établi et Présenté par René Char)

C. 1957 (CET OUVRAGE, composé d’après les maquettes de Jacques Daniel en caractère French Round Face corps 12 et tiré sur papier boufflant, a été achevé d’imprimer le 15 mars mil neuf cent cinquante-sept sur les presses des imprimeries Paul Dupont à Paris et relié par Engel à Malakoff. / CETTE ÉDITION, en tirage limité HORS COMMERCE, est réservée exclusivement aux membres du club français du livre. Elle comprend huit mille exemplaires numérotés de 12.001 à 20.000). In-8º q/quadrado de XIX, [i], 338, [II], [ii] págs. Enc.

Não podendo reproduzir aqui a dezena de páginas do prefácio de Char, ele mesmo interessantíssimo poeta, dos melhores que deu a árvore surrealista, fiquem estas passagens: “Aller à Rimbaud en poète est une folie puisqu’il personnifie à nos yeux ce que l’or était pour lui: l’intrados poétique”; “Rimbaud va du doux traversin d’herbe où la tête oublieuse des fatigues du corps devient une eau de source, à quelque chasse entre possédés au sommet d’une falaise qui crache le déluge et la tempête”; “Rimbaud est le premier poète d’une civilisation non encore apparue, civilisation dont les horizons et les parois ne sont que des pailles furieuses”. Entretanto, eram citados os predecessores Heraclito, Georges de la Tour (ideia um tanto forçada...), Baudelaire e Hölderlin, com óbvia vantagem nisso e em quase tudo para os dois H’s... E a seguir, num mais breve «Avertissement», esta ideia justa que também o nosso Cesariny seguiria: é de crer que as Illuminations, ou pelo menos uma grande parte delas, tenham sido compostas após Une Saison en Enfer.
A encadernação, revestida de uma sobrecapa de papel, foi em veludo com o nome Rimbaud gravado a ouro na pasta cimeira e na lombada. 

30€

La Vie Passionée d'Arthur Rimbaud

Editions Seghers - L'Inter (acheve [sic] d'imprimer le 20 Septembre 1961 sur les presses de Gerard & Cº, a Verviers (Belgique), pour le compte des Editions Seghers, Paris). In-8º de 377, [III] págs. Cart.

O volume foi ilustrado nas folhas preliminares por desenhos do próprio Rimbaud e dos amigos Verlaine e Delahaye. 
Com capa em percalina, parece faltar ao exemplar a sobrecapa de papel que primitivamente o revestiria; de resto, sem defeitos a assinalar. 

15€

Baudelaire — Les Fleurs du Mal

Les Fleurs du Mal / Les Épaves - Bribes - Poèmes divers - Amoenitates Belgicae

Éditions Garnier Frères / 6, Rue des Saints-Pères, Paris. (Achevé d'imprimer par l'Imprimerie André Tardy a Bourges le 31 Janvier 1968). In-8º de 490, [1], [III] págs. Br.

É extenso o aparato crítico preliminar, com um texto introdutório de Antoine Adam, bibliografia (incluindo a usada para a fixação do texto) e tábua cronológica; ilustradas por uma série de fotogravuras em sequência.

12€

Imaginários Portugueses (Antologia de Autores Portugueses Contemporâneos)

Imaginários Portugueses (Antologia de Autores Portugueses Contemporâneos) // António Arnaut ● Bento da Cruz ● Ernesto Rodrigues ● Fernando Campos ●  Fernando Dacosta ● Francisco José Viegas ● João de Melo ● José Manuel Mendes   José Saramago ● José Viale Moutinho ● Lídia Jorge ● Manuel Alegre ● Maria Graciete Besse ● Maria Judite de Carvalho ● Maria Ondina Braga ● Mário de Carvalho ● Mário Cláudio ● Mário Dionísio ● Natália Correia ● Urbano Tavares Rodrigues ● Vasco Pereira da Costa ● Virgílio Martinho ● Wanda Ramos

(Fora do Texto 1992 - impressão e acabamento da Tipografia Lousanense — Lousã). In-8º de 295, [VII] págs. Br.

Depreende-se do prefácio dos editores (explicando ser esta Fora do Texto a continuação da coimbrã Centelha) terem os textos que compõem o volume sido disponibilizados graciosamente pelos respectivos autores; alguns deles editados pela casa. Apresenta no final uma útil bibliografia dos participantes, decerto preparada pelos próprios, e que serve por exemplo para verificar que a de Urbano Tavares Rodrigues era só até 1992 mais vasta do que toda a que conhecíamos.  

Exemplar com ligeiro desgaste da capa; fora isso, sem defeitos significativos.

14€

José Saramago — Discursos de Estocolmo

Fundação José Saramago [S/d - 2018?]. In-8º de 23, [I] págs. Br.

Edição comemorativa do 20º «aniversário» do único Prémio Nobel português, para o qual tinha já Pascoaes estado na short list nos anos 40 e outros nomes depois mais ou menos aventados: Aquilino, Ferreira de Castro e Torga, pelo menos. Reproduz o longo discurso pronunciado na Academia Sueca a 7 de Dezembro de 98 («De como a personagem foi mestre e o autor seu aprendiz») e o mais breve no banquete do Nobel, a 10; finalizando com uma pequena resenha biográfica de Saramago. 


Vários exemplares disponíveis; e também na edição anterior em português, inglês e castelhano, com capa diversa.

5€ (P.V.P.)

In Memoriam Ruben Andresen Leitão

(Acabou de imprimir-se em tipografia e offset em Março de 1981 nas Oficinas Gráficas da Casa da Moeda). 3 vols. in-4º gr. de 328, [6] págs.; 281, [7] págs.; e [8], 43, [15], [12] págs. + [25] ff. de estampa. Br.

Promovida por um grupo de amigos e simples admiradores do autor d’A Torre da Barbela, entre os quais Alexandre O’Neill, Veríssimo Serrão, Palla e Carmo e Sommer Ribeiro, a edição integra bibliografia, correspondência e fotografias de Ruben A., mas ocupando a maior parte dos dois primeiros volumes os depoimentos de homenagem de tanta gente que só se cita, a título de exemplo, os nomes que seguem: C. R. Boxer, Freitas Branco, António Cruz, Artur de Gusmão, Eduardo Lourenço, Pina Martins, Mourão-Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Palma-Ferreira, Blanc de Portugal, António Quadros, Tomás Ribas, Orlando Ribeiro, Hein Semke, Gaspar Simões, Marcelo Rebelo de Sousa, Torga, Jorge Amado, Eduardo e Jacinto do Prado Coelho, Oliveira Marques, Raul Rego. O terceiro volume, impresso sobre encorpado papel couché mate, ajunta versos e trabalhos artísticos de, também por exemplo, a prima Sophia, Raul de Carvalho, Cinatti, Natália Correia, Ana Hatherly, Pedro Homem de Melo, Nemésio, Ramos Rosa, Jorge de Sena, Alberto de Serpa, Pedro Tamen, Sarah Afonso, Almada, Fernando de Azevedo, Carlos Botelho, Cargaleiro, Dourdil, Menez, Emília Nadal, Júlio, Skapinakis, Arpad Szenes e Vieira da Silva.

Exemplares embalados, por estrear, em fundo de edição.

60€

Feira do Livro do Porto

Entrou hoje na última semana a 11ª edição da nova Feira do Livro do Porto, que leva agora uma década (2014-2024) desde a inauguração do novo formato nos tão maravilhosos jardins do Palácio de Cristal.

Esta vossa livraria tem à vossa espera no «anexo» ao largo da Avenida das Tílias boa parte dos catálogos de (muito) boas editoras independentes portuguesas e espanholas (e «mistas» galegas), que representa no certame: a Companhia das Ilhas, a Figueirinhas, a Fundação José Saramago, a luso-belga portuense-bruxelense Orfeu, a galega e mui lorquiana e recomendável Alvarellos, a madrilena La Umbría y La Solana (talvez a editora estrangeira com maior publicação actual de autores portugueses - o editor também é galego...), a valenciana Pre-Textos (geralmente a mais considerada editora independente do país-vizinho), etc. 

Também os fundos de catálogo de interessantes editoras portuguesas, galegas e espanholas (e francesas), algumas em actividade e outras já saudosas: a Abysmo, a Através, a Cotovia, a Estampa, a João Sá da Costa, a Relógio d'Água, a Teorema; entre algumas mais.

Até domingo, dia 28. Pavilhão 104

Manuel António Pina — Dito em Voz Alta (Organização de Sousa Dias)

Pé de Página Editores (Abril de 2007). In-8º de 127, [I] págs. Br.

"Estas entrevistas têm também esse atributo: são coisas raras que nos despertam a curiosidade por nos darem a conhecer o lado de dentro de um poeta nas suas relações com o que escreve, com o que lê, com a cidade onde vive, com os gatos com que partilha a existência, com a infância, o amor, a memória, a morte, enfim, com os grandes temas que atravessam a sua obra e, claro, com a própria vida, aquilo que motiva as interrogações de que é feita a sua poesia" [Do prefácio de Inês Fonseca Santos] 
Conjunto de entrevistas por A.A.Lindeza Diogo e Osvaldo Manuel Silvestre (talvez a mais interessante), Carlos Vaz Marques, Ana Marques Gastão, Sarah Adamopoulos, etc.
Edição original, há uns anos reeditada noutra(s) casa(s). 

Exemplares por estrear, em fundo de edição.

10€

Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena / António Oliveira (org.)

(Letras & Coisas / Livros Arte Design). (Impressão e Acabamento: Rainho & Neves / 25 de Abril de 2015). In-8º gr. de 67, [1] págs. Br.

As cartas aqui reproduzidas haviam sido devolvidas a Eugénio por Mécia de Sena (irmã de Óscar Lopes) após a morte do marido, tendo-lhe o poeta de As Mãos e os Frutos remetido igualmente as do seu correspondente. Vale citar desde logo a primeira, de 30 de Maio de 1955, ano e meio após a morte do propriamente Eu-Génio que adoptou o pseudónimo Pascoaes: "Diga-me quando puder qualquer coisa sobre a antologia do Pascoaes. Não voltou a pegar-lhe? Era bonito aparecermos com isso no próximo inverno. Quando passar pelo Porto previna-me". A segunda, de Novembro do mesmo ano, falava de um amigo não menos genial de Pascoaes - Federico García Lorca.

10€

Eugénio de Andrade — inéditos ou quase

inéditos ou quase (Poemas inéditos, dedicatórias e variantes poéticas de Eugénio de Andrade) // Prefácio: Arnaldo Saraiva   Organização e texto: António Oliveira

(imagem e layout: Aurélio Mesquita  1.ª edição: Agosto de 2024  impressão: Greca artes gráficas). In-4º gr. de 167, [i] págs. Br.

Do prefácio de Saraiva: “Eu sabia da existência na Fundação e fora dela de alguns textos eugenianos inéditos (poucos), de variantes inéditas de textos editados (muitas) e de textos inacabados ou imperfeitos (alguns); sabia, até por exemplos como ainda o de Pessoa, que mais tarde ou mais cedo seria inevitável a sua publicação e poderíamos ter de nos confrontar com o delicado problema da inclusão ou exclusão da sua obra canónica. (...) António Oliveira refere oportunamente vários casos em que a vontade expressa de um autor foi desrespeitada por amigos ou editores, e que isso contribuiu afinal para a sua maior glória, ou redundou em benefício para os leitores. Não admira que se tenha empenhado tanto na publicação de “inéditos ou quase” (...), como os que já distribuíra por obras como Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena, Correspondência de Eugénio de Andrade a Dario Gonçalves, e Fotobiografia de Eugénio de Andrade” (temos todos na livraria).  
A edição é do próprio António Oliveira, investigador eugeniano a quem Dario Gonçalves doou o seu espólio, no qual este trabalho quase exclusivamente se baseia.   

27€ 

Eduardo Lourenço — Ocasionais I

Ensaios / A Regra do Jogo, Edições. (1984). In-8º gr. de 117, [I] págs. Br.

Entre outros, agrupa os ensaios A Europa e a Morte, D.A.F. de Sade ou o Anel de Giges, Alexandria Ano Zero ou a 26ª Hora, Humanismo e Terror ou a Denúncia do Pacifismo Hipócrita, Sentido e Não Sentido do Moderno. Para um Conceito Actual de Modernidade, Um Tradicionalismo Nietzschiano, Para um Congresso Nacional de Escritores, Estranha Claridade sobre o Mito de Lorca, A propósito de Freyre (Gilberto), Explicação pelo inferior ou a crítica sem classe contra Fernando Pessoa.
Primeira edição; primeiro e salvo erro único volume publicado, pelo menos sob este título. 

14€

Boletim bibliográfico 3/2024

Composto quase todo em Julho, o boletim de Verão tem em destaque a França e a literatura francesa, mas também algumas novidades editoriais independentes, algumas raras antiguidades francesas e portuguesas, etc.

A consultar no sítio do costume:

Leo Lania — Hemingway

Hemingway (texte français de Claire Guinchat)

Hachette (1963). In-4º de 140, [II] págs. Enc.

Fotobiografia do escritor norte-americano desde a infância à morte, com uma riqueza documental apreciável e sobretudo uma qualidade ainda mais apreciável das ilustrações - tendo o álbum sido impresso numa oficina alemã; são por exemplo extraordinárias duas imagens da guerra civil espanhola, onde Hemingway esteve, uma de Madrid após bombardeamento aéreo franquista e outra de barricada republicana em Barcelona.
Logo de início, Lania começava por explicar por que óbvia razão esta fotobiografia o é também de tanta primeira metade do século XX, tendo em conta que o biografado andou por todo o lado e que a sua influência "sur la génération d'entre les deux guerres dépasse en importance et en durée celle de tout autre écrivain contemporain".
Publicado na colecção «Les Écrivains par l'Image», o volume foi encadernado em tela revestida de sobrecapa de papel plastificado, esta última com um pequeno restauro no exemplar.  

15€