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25 de junho de 2018

Faria e Maia — A minha velha pasta

A minha velha pasta (Tempos de Coimbra e Gente do meu tempo) / 1896-1901

Ponta Delgada, Tip. do «Diario dos Açores», 1937. In-8º de 219, [III], XXIII, [III] págs. Enc.
 
Primeira e única edição do livro de Francisco de Ataíde Machado de Faria e Maia (dos Faria e Maia açorianos do círculo de Antero de Quental), impressa em bom papel, com tiragem decerto restrita. Prefaciada pelo autor: Guardei numa velha pasta papeis, versos, folhetos e jornais do meu tempo de estudante em Coimbra. Ao folhear todos estes «documentos» (...) surgiu-me a ideia de escrever um pequeno livro de «recordações».
Do maior relevo para o estudo da academia coimbrã do entresséculo, conta uma série de episódios com professores e alunos da época (como o célebre Pad'Zé), destacando-se as várias histórias (e os dois longos capítulos individuais) sobre Afonso Lopes Vieira e Teixeira de Pascoaes, de quem Faria e Maia foi amigo próximo e colega no curso de Direito. Para além da narração das suas visitas à casa de Pascoaes, no Marão, e da que o poeta amarantino empreendeu, na sua companhia, aos Açores, aborda ainda traços e aspectos vários do convívio com o grande génio – de quem apresenta uma quadra até hoje (salvo erro) inédita senão aqui, escrita justamente na velha pasta que dá título ao livro, antes pertencente ao pai do autor e onde também Antero de Quental e Alberto de Oliveira haviam dado à pena [imagine-se o valor de tal peça se é que ainda existe...] 

Exemplar n.º 59, oferecido pelo autor em dedicatória manuscrita ao tenente Leopoldo Carmona, datada precisamente de 1937; tendo-o o nosso oficial (que integrou o CEP na primeira Grande Guerra) mandado revestir da modesta encadernação do costume, com a lombada em percalina, não conservando a suposta capa de brochura.
 
28€