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2 de dezembro de 2014

O Manual dos inquisidores

Edições Afrodite, fernando ribeiro de mello. (Lisboa, 1972). In-8º de 325, [3] págs. Br.

Publicada na «colecção clássicos», e vinda aqui muito a propósito depois do post precedente, foi esta uma das mais conseguidas das famosas edições Afrodite, com ilustrações em friso a debruar todas as folhas (desenhos de Eduardo Batarda, Carlos Ferreiro, Nuno Amorim e Diogo Vieira) e impressão em bom papel creme, sendo a capa em cartolina. Os comentários ao código do catalão Nicolau Emérico (fidagal perseguidor de outro catalão, Raimundo Llul) asseguraram-nos Manuel João Gomes, o bispo do Porto, António Ferreira Gomes, Salgado Zenha – sempre desassombrado, acabava a denunciar o limite máximo da duração da detenção em Portugal, naqueles tempos finais do Estado Novo: 4320 horas, bem mais do que as 24 na Alemanha, na Bélgica e na Inglaterra; e comparava, distinguindo-lhes motes e formalidades, a inquisição religiosa e a inquisição policial, representada na Intendência e na própria PIDE – e o padre Felicidade Alves; acompanhando-os um «apanhado» de citações retiradas da bibliografia portuguesa sobre o tema (Herculano, António José Saraiva, Raul Rego, etc.), preparado por Fernando Luso Soares.

Belo exemplar, em condição quase impecável.

27€